Hamas acusa Sarkozy de "total parcialidade" em favor de Israel
da Folha Online
O movimento islâmico palestino Hamas acusou nesta segunda-feira o presidente francês, Nicolas Sarkozy, de "total parcialidade" em favor de Israel por tê-lo acusado minutos antes, em Ramallah, na Cisjordânia, de agir de forma "irresponsável e imperdoável".
Desde o início dos ataques israelenses na região, há dez dias, cerca de 500 palestinos morreram e 2.500 foram feridos. Os ataques com foguetes do Hamas mataram quatro pessoas no sul de Israel, e ao menos um soldado israelense morreu após o início, no dia (03), das operações do Exército de Israel em Gaza.
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As declarações de Sarkozy são "totalmente parciais em favor do ocupante e um apelo franco para que continue o holocausto em curso em Gaza" declarou o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.
O presidente francês, cujo país presidiu a União Europeia até o último dia 31 de dezembro, iniciou nesta segunda-feira uma viagem ao Oriente Médio em busca de um acordo de paz. Ele passou pelo Egito, e encontrou-se com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na Cisjordânia. À noite, ele deve chegar a Jerusalém. Amanhã, Sarkozy se reunirá, sucessivamente, com autoridades da Síria e do Líbano.
Em entrevista ao lado de Abbas, nem Ramallah, Sarkozy pediu para que Israel pare os ataques contra a faixa de Gaza e condenou os ataques do Hamas.
"Nós na Europa queremos um cessar-fogo o mais rapidamente possível, e que todos entendam que o tempo está correndo contra a paz", disse Sarkozy. "As armas devem se calar, deve haver uma trégua humanitária"
Abbas pediu por um "fim imediato e incondicional" da ofensiva israelense na faixa de Gaza, dominada pelo Hamas, rival do Fatah, partido liderado pelo presidente palestino.
Diplomacia
Uma delegação de alto nível do movimento islâmico palestino Hamas chegou nesta segunda-feira ao Cairo para discutir com responsáveis egípcios como colocar fim aos ataques israelenses na Faixa de Gaza, informou a agência oficial Mena. A reunião deve acontecer nesta terça-feira.
A delegação é liderada pelos dois dirigentes do Hamas, Imad al Alami e Mohammed Nasr, segundo a fonte, que não deu outros detalhes sobre a agenda de reuniões com as autoridades egípcias.
Não foi anunciado oficialmente quem presidirá a delegação egípcia que conversará com a missão do Hamas, mas, no passado, o encarregado destes contatos foi o chefe dos serviços de informação do Egito, general Omar Suleiman.
O presidente da palestino, Abbas, agradeceu os esforços egípcios relacionados com o convite da delegação do Hamas ao Cairo para tentar alcançar o retorno à trégua e a reconciliação nacional palestina, informou hoje a agência de notícias palestina Wafa.
A agência explicou que o governo egípcio tinha informado Abbas dos contatos com o Hamas e de sua reunião com o grupo amanhã para estudar as medidas necessárias para obter um cessar-fogo em Gaza.
O ministro de Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, afirmou nesta segunda-feira que a visita da delegação do Hamas tem o objetivo inicial de conversar para conseguir um cessar-fogo na faixa de Gaza.
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