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06/01/2009 - 08h35

Obama escolhe para a CIA ex-congressista sem experiência em inteligência

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colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, designou Leon Panetta, secretário-geral da Casa Branca na época do presidente Bill Clinton, para o cargo de diretor da CIA, a Agência Central de Inteligência americana, confirmaram representantes democratas nesta segunda-feira.

Se confirmado no cargo pelo Senado, Panetta controlará a agência diretamente responsável pela caça aos líderes da Al Qaeda em todo o mundo.

Kevin Wolf/AP
Leon Panetta, escolha de Obama para a CIA; ele é contra uso da tortura em interrogatórios
Leon Panetta, escolha de Obama para a CIA; ele é contra uso da tortura em interrogatórios

A nomeação preenche o último dos postos de primeiro escalão de Obama, que criticou a CIA pelo uso de métodos de interrogação que ele caracterizou como tortura.

O próprio Panetta tem sido um crítico ferrenho das práticas de interrogatório da agência, segundo o jornal americano "The New York Times".

"Aqueles que apoiam a tortura devem acreditar que podemos abusar de prisioneiros em certas circunstâncias especiais e ainda sermos verdadeiros aos nosso valores", ele escreveu no jornal "The Washington Monthly" no ano passado, diz o "NYT". "Mas esse é um falso compromisso."

Panetta, 70, no entanto, foi descrito como um escolha inesperada e incomum para dirigir a CIA. A agência é reconhecidamente pouco receptiva a diretores vindos de outras áreas que não a inteligência, e a escolha de Panetta causou divisões imediatas no partido democrata.

Legisladores questionaram o fato de Obama ter nomeado um candidato com experiência limitada em assuntos de inteligência. Entre eles está a senadora Dianne Feinstein, presidente do Comissão de Inteligência do Senado. "Minha posição tem sempre sido a de que um profissional da área de inteligência serviria melhor à agência neste momento", assinalou Feisntein.

Segundo o "NYT", alguns democratas expressaram forte apoio à escolha, com o senador Harry Reid, líder da maioria no senado, descrevendo-o como "um dos melhores servidores públicos com quem já trabalhei desde que ele deixou a casa branca".

A CIA, criada em 1947, atuou combatendo o comunismo até o fim da Guerra Fria (1989), antes de voltar sua atenção para as ameaças ao território dos Estados Unidos. A agência recebeu numerosas críticas por não ter impedido os atentados do 11 de Setembro, contra Nova York e Washington.

A escolha não foi comentada publicamente por Obama ou sua equipe de transição.

Biografia

Durante o mandato do ex-presidente americano, Bill Clinton, Panetta foi o secretário-geral da Casa Branca. Nesse período, Panetta frequentou regularmente as reuniões de atualização sobre assuntos de inteligência e tem a reputação de administrador habilidoso, com sólidos conhecimentos em questões orçamentárias.

Na área da inteligência, no entanto, ele tem pouca experiência, e nunca serviu no Comissão de Inteligência da Casa dos Representantes durante o período em que representou da Califórnia no Congresso, de 1976 a 1992.

Atualmente, ele é professor de políticas públicas na Universidade de Santa Clara, na Califórnia, e dirige a fundação que criou, a Panetta Institute for Public Policy (Instituto Panetta para Políticas Públicas), com sede na Universidade Estadual da Califórnia em Monterey Bay, um centro de reflexão sobre políticas públicas.

Departamento de Inteligência

Obama também nomeou nesta segunda-feira o almirante reformado Dennis Blair para o comando da Inteligência americana (DNI), segundo fontes democratas. Blair foi até 2002 comandante das forças armadas americanas no Pacífico e, nos anos 90, trabalhou para a CIA.

O DNI foi criado após os atentados de 11 de setembro de 2001, com a missão de coordenar o conjunto das agências de espionagem, incluindo a CIA.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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