ONU diz que escola atacada estava na mira de Israel
colaboração para a Folha Online
A escola dirigida pela ONU (organização das nações unidas) atacada nesta terça-feira estava na mira de soldados israelenses, informou John Ging, diretor de operações em Gaza da UNRWA (United Nations Relief and Works Agency, sigla em inglês), agência da ONU para os refugiados palestinos.
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| Ismail Zaydah /Reuters |
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| Palestinos olham corpos de mortos em ataque em uma escola em Jabalya, ao norte de Gaza |
No ataque de hoje, pelo menos 40 civis refugiados foram mortos e mais de 50 foram feridos, segundo fontes palestinas. A ONU informa que há pelo menos 30 mortos. Desde o início da ofensiva israelense, em 27 de dezembro, ao menos 550 palestinos foram mortos e 2.500 foram feridos.
Segundo John Ging, uma bandeira foi asteada no local para facilitar a identificação do alvo pelos soldados. De acordo com uma entrevista concedida a uma emissora local, Ging afirmou que três reservatórios de artilharia foram desembarcadas no perímetro da escola onde 350 refugiados estavam no local.
"Se a artilharia não tivesse desembarcado próximo ao local, não haveria um elevado número de vítimas. Ao menos cinco pessoas estão gravemente feridas e correm risco de morte", disse Ging.
| Sebastian Scheiner/AP |
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| Soldados israelenses concentram tanques na faixa de Gaza no 11º dia consecutivos de ataques na região; 550 palestinos já morreram |
As investigações sobre o ataque prosseguem na escola de Jabalia, campo de refugiados administrado pela ONU. Segundo Ging, o local tem sido alvo de ataques contínuos entre militares do movimento radical islâmico do Hamas e soldados israelenses.
Uma outra escola administrada pela ONU foi atingida por volta das 23h30 de segunda-feira (5) (19h30, no horário de Brasília) por fogo israelense direto que provocou a morte de três homens jovens. Os mortos são três civis homens da mesma família de 24, 25 e 29 anos.
De acordo com a UNRWA, os locais estão sendo utilizados apenas por refugiados civis e que não há presença de militantes do Hamas.
Hoje, uma outra escola, próximo ao centro de saúdo, foi atingida por soldados israelenses e ao menos 10 pessoas foram feridas, incluindo sete pessoas da equipe médica e três pacientes que estavam hospitalizados. Uma terceira bomba atingiu uma escola próxima, mas felizmente o local estava vazio.
De acordo com o jornal "Haaretz", a Força Israelense de Defesa não comentou o acidente. Anteriormente, o governo acusou os militares do Hamas de estarem utilizando as escolas, mesquitas e residências próximas aos locais dos conflitos para guardarem armas e utilizarem os locais como bases de ataques.
Com Haaretz e Reuters
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