Mundo
06/01/2009 - 19h28

Egito anuncia planos de trégua em Gaza; Al Qaeda convoca ataque a Israel

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colaboração para a Folha Online

O Egito divulgou nesta terça-feira uma proposta de cessar-fogo imediato entre israelenses e palestinos na faixa de Gaza, informou o jornal "Hareetz". Desde o início da ofensiva israelense, em 27 de dezembro, ao menos 600 palestinos morreram e 2.500 ficaram feridos.

Ismail Zaydah /Reuters
Palestinos olham corpos de mortos em ataque em uma escola em Jabalya, ao norte de Gaza
Palestinos olham corpos de mortos em ataque em uma escola em Jabalya, ao norte de Gaza

"O presidente [do Egito, Hosni] Mubarak convidou o lado israelense para discutir a questão da segurança nas fronteiras imediatamente", informou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que esteve hoje no encontro para discutir a situação do conflito.

Hoje, a explosão de uma escola em um centro de refugiados em Gaza matou ao menos 40 pessoas. Após o ataque, Sarkozy fez uma declaração de repúdio ao ocorrido e reafirmou a necessidade de um cessar-fogo.

"Fontes em Jerusalém confirmaram hoje que Sarkozy apresentou a proposta de trégua ao primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. O presidente francês, que está envolvido nas negociações, sugeriu na segunda-feira a entrada da comunidade internacional na fronteira com o Egito", informou o jornal.

Amos Ben Gershom/Reuters
Ehud Olmert faz visita a soldado ferido em hospital acompanhado de perto pela mídia
Ehud Olmert faz visita a soldado ferido em hospital acompanhado de perto pela mídia

Segundo o "Hareetz", a França teria proposto ao Egito uma intervenção naval nos próximos dias. "Estou convencido que temos soluções e que não estamos distantes deles. Nós precisamos de pequenos ajustes para conseguirmos chegar na direção certa", disse Sarkozy à imprensa, durante visitante de ativistas de paz franceses no sul do Líbano.

Árabes

Um dos membros da rede terrorista Al Qaeda, Ayman al Zawahri, pediu hoje para a comunidade muçulmana atacar Israel. A declaração foi concedida em uma rede de televisão local juntamente com o pedido de outros líderes muçulmanos.

"Um site da Arábia Saudita informou na semana passada que um popular clérigo pediu que os muçulmanos defendam os seus interesses e que avancem a ofensiva de ataque na faixa de Gaza", informou o jornal.

Segundo o "Hareetz", o líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, divulgou um decreto religioso aos muçulmanos de todo o mundo para se defender dos ataques contra os palestinos em Gaza.

"Todos os combatentes palestinos e toda a comunidade islâmica no mundo estão obrigados a defender a suas mulheres, as sua crianças e a população de Gaza. Quem for morto em legítima defesa será considerado um mártir", disse Khamenei em uma declaração a rede de TV pública.

 

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