Conselho de Segurança da ONU reinicia debate sobre conflito em Gaza
colaboração para a Folha Online
Atualizado às 21h49.
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) reiniciou nesta terça-feira o debate para o cessar-fogo imediato na faixa de Gaza, nos esforços diplomáticos para convencer Israel de por um fim a ofensiva militar que deixou ao menos 600 palestinos mortos e 2.500 feridos.
| Gil Cohen Magen/Reuters |
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| Helicóptero israelense lança míssil sbre o centro de Gaza; ataques de Israel mataram doze membros de uma mesma família palestina |
Na reunião ministerial, presidida pelo chanceler francês Bernard Kouchner, está presente também a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmud Abbas e outros ministros exteriores turcos e árabes.
"A situação em Gaza é uma consequência da falência da comunidade internacional em dar uma solução ao conflito com a criação de dois Estados que é o único meio de dar estabilidade na região. O ataque à escola deixou clara a tragédia humanitária", disse David Miliband.
A embaixadora israelense na ONU, Gabriela Shalev, também participa da reunião, assim como o chefe da Liga Árabe, Amr Mussa. Shalev saiu em defesa do país e disse que os culpados pelos ataques são os radicais do Hamas.
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, defendeu que uma trégua na faixa de Gaza é necessária e urgente, mas que não pode permitir o retorno à situação anterior ao início da ofensiva israelense, com o território sendo utilizado como uma base de lançamento de foguetes contra o sul de Israel.
"Francamente, nenhum país toleraria viver sob essas circunstâncias", disse Rice, referindo-se aos ataques dos quais a população israelense próxima à fronteira com Gaza é alvo.
Ela disse que os Estados Unidos defendem uma trégua que impeça o rearmamento do Hamas por meio do contrabando, que restabeleça o comando da Autoridade Nacional Palestina (ANP) sobre Gaza --de onde o Fatah, partido do presidente palestino, Mahmmoud Abbas, foi expulso em 2007-- e permita uma vida normal para a população palestina e para os israelenses das cidades próximas.
A ajuda financeira internacional é fundamental para conseguir reconstruir a região, disse a secretária de Estado, que assegurou que os Estados Unidos vão ampliar emergencialmente o auxílio em dinheiro ao governo palestino, que, segundo ela, foi de US$ 85 milhões em 2008.
A França, que ocupa temporariamente a presidência do Conselho de Segurança, tem trabalhado com os Estados árabes para a elaboração de um projeto de resolução da ONU para pedir o cessar-fogo imediato da ofensiva israelense em Gaza, assim como o lançamento de foguetes do movimento radical do Hamas em Israel.
O texto pede também o levantamento do estado de sítio de Israel a Gaza para permitir o acesso de ajuda humanitária à população palestina, assim como um mecanismo internacional para monitorar a trégua e proteger os civis palestinos a fim de terminar com a migração ao Egito.
| Eyad Baba/AP | ||
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| Palestinos verificam prédio atingido pelos soldados israelenses no campo de refugiados em Gaza |
Com Associated Press
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