Mundo
06/01/2009 - 22h53

Obama pode escolher correspondente da CNN como diretor de Saúde

Publicidade

colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, entrou em contato com o correspondente chefe de saúde da "CNN", Sanjay Gupta, para ocupar o posto de diretor de Saúde em sua Administração, informou hoje a rede de televisão.

Dois democratas envolvidos no processo disseram que o nome de gupta está sendo considerado, mas que Obama ainda não tomou uma decisão sobre o preenchimento do cargo.

Gupta, um renomado profissional, apresenta o programa semanal "House Call" na CNN, colabora com a cadeia CBS News e publica uma coluna na revista "Time". Neurocirurgião, durante o mandato do presidente Bill Clinton ele foi um assessor especial da primeira-dama Hillary Clinton.

"Desde que soubemos que o Dr. Gupta estava sendo cotado para o cargo de diretor de Saúde, a CNN se certificou de que suas reportagens tratem apenas de assuntos de bem-estar e saúde, não de políticas pública de saúde ou quaisquer matérias envolvendo o novo governo", informou a rede, em um comunicado.

Normalmente, o diretor de Saúde no Governo americano não participa da tomada de decisões de política de saúde pública. Sua tarefa é mais parecida com a de um porta-voz e consiste mais na difusão de conselhos e no lançamento de campanhas sobre saúde pública.

No passado, outros diretores de Saúde desempenharam papéis-chave na luta contra o cigarro ou a percepção social da aids. Por isso, contar com uma personalidade muito conhecida no país, como é o caso de Gupta, poderia servir para dar mais eco às mensagens sobre saúde do governo.

Em 2003, ele foi escolhido como um dos "homens mais sexys do mundo" pela revista "People", e como um "ícone da cultura pop" pelo jornal "USA Today". Em 2004, o Clube de Imprensa de Atlanta o escolheu como jornalista do ano.

Com Efe e Associated Press

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
avalie fechar
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
avalie fechar
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1522)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca