Para aprovar plano bilionário, Obama promete futura moderação no orçamento
JIM KUHNHENN
da Associated Press, em Washington
Para um público preocupado com os gastos do governo, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, oferece uma compensação para o seu plano de estímulo econômico: a promessa de disciplina fiscal de longo-prazo.
Legisladores preocupados com o orçamento estão pressionando Obama a definir metas de redução do déficit americano enquanto o presidente eleito promove um plano para aumentar gastos e cortar impostos --com custo estimado em U$ 775 bilhões-- para arrancar a economia de sua espiral decrescente.
| Gerald Herbert/AP |
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| Barack Obama, nesta terça-feira (6), em encontro com sua equipe de transição |
A idéia se alinha à visão do congressista Dennis Moore, membro de uma coalizão de democratas conservadores e moderados. "Parte das discussões que precisam acontecer imediatamente não são o que precisamos fazer no momento, mas o que imaginamos para o futuro, sobre como voltaremos a ter um orçamento equilibrado, para então começarmos a lidar com essa dívida horrível, horrível, que nós temos", disse Moore.
A duas semanas da posse, Obama prometeu nesta terça-feira (6) "criar um senso de responsabilidade fiscal em Washington, já há muito tempo necessário ", e assinalou a "necessidade absoluta" de uma reforma orçamentária.
Com democratas no controle de ambas as casas do Congresso, as garantias de Obama quanto a cortes orçamentários parecem estar tornando seu plano de estímulo econômico mais palatável. Obama disse nesta semana que gostaria que o Congresso completasse a tramitação do plano até o fim do mês ou na primeira semana de fevereiro.
No Congresso
A presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), Nancy Pelosi, deve pressionar seus companheiros democratas nesta quarta-feira para aprovar o plano antes do recesso do Congresso, em 13 de fevereiro.
A ver pelo trecho do discurso preparado para o pronunciamento, Pelosi deve falar ao democratas nos seguintes termos: "Muitos irão se concentrar nos custos imediatos desta lei [necessária para que o plano seja posto em ação]". "Apesar de não estarmos discutindo somas pequenas, corremos o risco de negligenciar o custo da falta de ação em termos de criação de empregos e maiores ganhos para o nosso Tesouro se nos concentrarmos apenas no custo do plano."
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