Mundo
07/01/2009 - 08h37

Para aprovar plano bilionário, Obama promete futura moderação no orçamento

Publicidade

JIM KUHNHENN
da Associated Press, em Washington

Para um público preocupado com os gastos do governo, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, oferece uma compensação para o seu plano de estímulo econômico: a promessa de disciplina fiscal de longo-prazo.

Legisladores preocupados com o orçamento estão pressionando Obama a definir metas de redução do déficit americano enquanto o presidente eleito promove um plano para aumentar gastos e cortar impostos --com custo estimado em U$ 775 bilhões-- para arrancar a economia de sua espiral decrescente.

Gerald Herbert/AP
Barack Obama, nesta terça-feira (6), em encontro com sua equipe de transição
Barack Obama, nesta terça-feira (6), em encontro com sua equipe de transição

A idéia se alinha à visão do congressista Dennis Moore, membro de uma coalizão de democratas conservadores e moderados. "Parte das discussões que precisam acontecer imediatamente não são o que precisamos fazer no momento, mas o que imaginamos para o futuro, sobre como voltaremos a ter um orçamento equilibrado, para então começarmos a lidar com essa dívida horrível, horrível, que nós temos", disse Moore.

A duas semanas da posse, Obama prometeu nesta terça-feira (6) "criar um senso de responsabilidade fiscal em Washington, já há muito tempo necessário ", e assinalou a "necessidade absoluta" de uma reforma orçamentária.

Com democratas no controle de ambas as casas do Congresso, as garantias de Obama quanto a cortes orçamentários parecem estar tornando seu plano de estímulo econômico mais palatável. Obama disse nesta semana que gostaria que o Congresso completasse a tramitação do plano até o fim do mês ou na primeira semana de fevereiro.

No Congresso

A presidente da Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), Nancy Pelosi, deve pressionar seus companheiros democratas nesta quarta-feira para aprovar o plano antes do recesso do Congresso, em 13 de fevereiro.

A ver pelo trecho do discurso preparado para o pronunciamento, Pelosi deve falar ao democratas nos seguintes termos: "Muitos irão se concentrar nos custos imediatos desta lei [necessária para que o plano seja posto em ação]". "Apesar de não estarmos discutindo somas pequenas, corremos o risco de negligenciar o custo da falta de ação em termos de criação de empregos e maiores ganhos para o nosso Tesouro se nos concentrarmos apenas no custo do plano."

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
avalie fechar
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
avalie fechar
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1522)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca