Mundo
07/01/2009 - 08h42

Hamas deve ser responsabilizado por ataque a escola da ONU, diz analista

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da Folha Online

Nesta terça-feira, o Exército israelense protagonizou um dos mais polêmicos ataques desde que iniciou, no último dia 27, uma grande ofensiva militar contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. Em um ataque de tanques, Israel atingiu uma escola administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas) onde estavam centenas de refugiados dos confrontos e matou ao menos 40 deles.

Para o especialista em Oriente Médio, estratégia e comunicação da Universidade Bar-Ilan, Eitan Gilboa, a culpa pelo ataque à escola da ONU é do Hamas, que usa mulheres e crianças como escudo. Em entrevista a Marcelo Ninio, enviado especial da Folha à Sderot, ele reiterou o argumento do governo israelense de que o alto número de vítimas civis é responsabilidade do Hamas (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

"Todos sabem que esse lugar em particular era usado como uma base militar e como um depósito de munição. Aviões israelenses não-pilotados detectaram membros do Hamas usando a escola para disparar foguetes, com mulheres e crianças dentro para se proteger", diz Gilboa.

Para ele, Israel precisa explicar "que essa não era só uma escola, que em Gaza uma mesquita não é uma mesquita e que a Universidade Islâmica deixou de ser só uma universidade, para virarem bases militares".

O especialista defende ainda que a ofensiva israelense deve continuar até derrubar o regime do Hamas do controle da faixa de Gaza. "Por meios militares é possível derrubar qualquer regime. Em tempos recentes isso ocorreu em Kosovo, no Iraque, na Bósnia. Não é preciso eliminar completamente o Hamas, mas criar condições que o tornem ineficiente como inimigo".

 

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