Mundo
07/01/2009 - 12h35

Quase um terço das vítimas da ofensiva em Gaza são crianças, dizem médicos

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da Folha Online

Quase um terço dos mais de 600 palestinos mortos nos doze dias de ofensiva israelense na faixa de Gaza são crianças, informaram fontes médicas nesta quarta-feira. Segundo os médicos palestinos, a maioria destas crianças morreu durante a ofensiva terrestre iniciada por Israel no sábado passado (3), após uma semana de bombardeios aéreos contra alvos do movimento islâmico radical Hamas.

A proporção de civis mortos aumentou significativamente desde que as tropas israelenses entraram em Gaza para combater diretamente os militantes do Hamas em áreas urbanas e mais densamente povoadas da região.

Ao todo, 220 crianças morreram desde o início da ofensiva militar israelense, no dia 27 de dezembro, de acordo com o chefe dos serviços de emergência em Gaza, Moawiya Hassanein. Algumas delas estão entre as mais de 40 vítimas do ataque de tanques israelenses a uma escola administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Gaza. A ONU afirma que 30 civis morreram e 55 ficaram feridos.

Agências humanitárias temem que a morte de civis aumente ainda mais com o avanço das tropas nas maiores cidades de Gaza --um dos lugares mais populosos do planeta com cerca de 1,5 milhão de palestinos em uma região com 362km².

"Nossa maior preocupação é com o número de crianças e suas famílias fugindo das batalhas e dos bombardeios, ou procurando refúgio porque suas casas foram destruídas ou danificadas", afirmou a agência Save the Children, nesta quarta-feira.

Corredor

As Forças de Defesa israelenses interrompeu por três horas a ofensiva militar contra alvos do Hamas para "prevenir uma crise humanitária" na região e permitir a entrada dos caminhões com ajuda.

A decisão foi adotada depois que Israel aceitou abrir um corredor humanitário na faixa de Gaza para auxiliar os cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem na região.

Autoridades palestinas na faixa de Gaza disseram que foram informadas de que Israel interromperia os ataques durante um período para permitir que as lojas abram e os funerais das vítimas ocorram.

Segundo estimativas da ONU, os ataques israelenses deixaram 80% da população completamente dependente de ajuda humanitária. Enquanto a ONU insiste em um cessar-fogo efetivo na região, suas agências alertam para a crise humanitária causada pela destruição de mais de 600 alvos, incluindo estradas, edifícios públicos, delegacias de polícia e parte da infraestrutura da faixa de Gaza.

Com France Presse

 

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