Saiba mais sobre plano proposto pelo Egito para cessar-fogo em Gaza
da France Presse, em Gaza
O Egito foi o mediador da última trégua assinada por Israel e o movimento islâmico radical Hamas e tem agido diretamente com os dois lados para tentar alcançar um novo cessar-fogo na faixa de Gaza. O país elaborou um plano para encerrar os confrontos na região e a ofensiva militar israelense, que já deixa mais de 600 mortos e cerca de 2.500 feridos em 12 dias consecutivos de bombardeios.
O plano egípcio prevê o cessar-fogo diário de três horas, aceito e cumprido por Israel nesta quarta-feira, para a formação de um corredor humanitário no qual passarão as dezenas de caminhões com suprimentos para os cerca de 1,5 milhão de palestinos.
A proposta inclui ainda garantias a serem dadas pelos dois lados, incluindo a segurança nas fronteiras --como exige Israel-- e a abertura de postos de passagem, além da derrubada do bloqueio à faixa de Gaza --como quer o Hamas.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, causou confusão depois de ter dito em comunicado que Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) aceitaram o acordo egípcio. Horas depois, o porta-voz do presidente, Franck Louvrier, afirmou em novo comunicado que o presidente francês "reagiu ao fato de, de acordo com contatos com diferentes interlocutores ontem [terça-feira (6)], eles aceitarem o plano introduzido como um ponto de partida para a discussão, o que permitirá uma renovação do diálogo".
Saiba quais são os três pontos principais do acordo de cessar-fogo proposto pelo Egito:
1 - Israel e as facções palestinas aceitam um cessar-fogo temporário para permitir o envio de ajuda, através de corredores humanitários, a 1,5 milhão de palestinos que vivem na faixa de Gaza.
2 - O Egito convida Israel e os palestinos, além de representantes da União Europeia, e de outras partes, a garantir que a escalada de violência não voltará a se produzir.
Um acordo semelhante inclui a necessidade de tornar seguras as fronteiras, pondo fim, efetivamente, ao contrabando de armas através dos túneis sob os 15 km de fronteiras entre a faixa de Gaza e o Egito.
Em troca disso, Israel e Egito abririam os postos de passagem previstos nos termos do acordo de 2005 consecutivo à retirada israelense da faixa de Gaza. Desde então, o bloqueio tem sido quase total.
3 - O Egito convidou as facções palestinas rivais, em particular o Fatah do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o Hamas islamita, aliado de Irã e Síria, a retomarem as conversações de reconciliação.
Observadores, europeus ou de outros locais, poderiam ser mobilizados nos pontos de passagem, para garantirem o fim do bloqueio.
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