Paquistão admite que suposto terrorista preso em Mumbai é paquistanês
da Efe, em Islamabad
O governo do Paquistão reconheceu nesta quarta-feira pela primeira vez que o único terrorista detido durante os ataques de Mumbai de novembro, Ajmal Amir, conhecido como Kasab, é paquistanês.
Entre os dias 26 e 29 de novembro de 2008, atentados coordenados atingiram áreas nobres de Mumbai, centro financeiro da Índia, deixando 172 mortos e centenas de feridos. Homens armados atacaram hotéis frequentados por estrangeiros e um centro judaico na cidade.
O secretário do Ministério de Informação, Ashfaq Ahmad Gondal, afirmou que "as primeiras investigações realizadas para determinar sua identidade apontam que Kasab é paquistanês, embora não esteja registrado em nossa base de dados".
Gondal precisou que a investigação do governo "deve continuar nos próximos dias" e ressaltou que estes dados "ainda não são conclusivos".
No entanto, o Ministério de Relações Exteriores também confirmou já que o único detido durante o atentado terrorista a Mumbai é paquistanês, de acordo com a imprensa local.
A Índia entregou há dois dias às autoridades paquistanesas um dossiê com detalhes sobre os atentados, após Islamabad insistir durante semanas a seu país vizinho que lhe fornecesse provas. O Paquistão se comprometeu, então, a examinar as provas fornecidas.
Nova Déli afirma que "Kasab" e outros nove terroristas do grupo Lashkar-e-Taiba, que luta pela anexação da Caxemira indiana ao Paquistão são os autores dos ataques. O governo indiano entregou, semanas atrás, uma carta às autoridades paquistanesas, supostamente escrita por Kasab, na qual o terrorista confessava sua origem paquistanesa e pedia ajuda consular.
No entanto, até agora, o Paquistão havia se mostrado reticente a reconhecer este dado, alegando falta de provas.
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