Governo de Israel decide manter ataques, mas adia "terceira fase" da operação
colaboração para a Folha Online
O Gabinete de Segurança Nacional de Israel adiou nesta quarta-feira uma decisão sobre a permissão para que as tropas que estão na faixa de Gaza combatam nos centros urbanos, informou uma autoridade israelense, citando o plano franco-egípcio de trégua. O gabinete votou, no entanto, pela continuidade das operações.
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Depois do início dos bombardeios sobre Gaza, no dia 27, e da entrada de tropas terrestres no território, a possível incursão nas cidades é considerada a terceira fase da operação, segundo uma autoridade israelense que falou à agência Reuters sob condição de anonimato.
Sete soldados israelenses morreram na ofensiva, ao menos quatro deles em episódios de "fogo-amigo", e quatro civis foram mortos em ataques de foguetes lançados pelo Hamas contra as cidades do sul de Israel. O número de palestinos mortos é superior a 600, informam fontes médicas que atuam no território. Um quarto das vítimas palestinas seria de civis.
De acordo com o jornal israelense "Yediot Aharonot" a decisão de manter a operação significa que Israel acredita que os objetivos traçados pelo governo --principalmente deter a capacidade do Hamas de lançar foguetes sobre Israel-- ainda não foram totalmente alcançados pela operação.
Ao adiar a decisão sobre a invasão das cidades, Israel estaria deixando a porta aberta para negociar a proposta de trégua apresentada pelos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e do Egito, Hosni Mubarak, ao mesmo tempo em que mantém as tropas em ação.
Nesta quarta-feira, o Exército israelense interrompeu os ataques à região por três horas para permitir a passagem de caminhões com ajuda humanitária para os cerca de 1,5 milhão de palestinos afetados pela ofensiva militar, mas retomou as operações às 16h (12h, no horário de Brasília).
Questionado sobre o adiamento, uma autoridade de defesa israelense disse: ""Nós estamos seguindo caminhos militares e diplomáticos paralelos, então, esse não é um assunto simples".
Analistas militares acreditam que as forças israelenses enfrentariam um grande desafio ao combater nas populosas cidades de Gaza, onde o suporte da Força Aérea seria irrelevante e onde os combatentes palestinos poderiam combater por meio de emboscadas.
Israel já conquistou Gaza uma vez, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, e deixou o território em 2005. Os líderes israelenses afirmam que não têm a intenção de reocupar novamente a área.
Com Reuters
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