Mundo
07/01/2009 - 17h18

Mortos em provável surto de ebola no Congo chegam a 13

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da Efe, em Nairóbi

Um provável surto de ebola deixou 13 mortos na Província de Kasai Ocidental, na região central da República Democrática do Congo (RDC), confirmou nesta quarta-feira a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF). Outras 29 pessoas apresentaram a febre hemorrágica suspeita. Entre todos os casos, quatro já foram confirmados como ebola --entre eles, no entanto, não estão nenhum dos mortos.

Dezesseis amostras de sangue continuam sob análise em diferentes laboratórios da capital do Congo, Kinshasa, e da África do Sul e Gabão, ainda conforme a MSF, que enviou uma equipe de 18 especialistas à área do surto para tentar controlar sua expansão e dar medicamentos e atendimento psicológico aos infectados.

Luis Encinas/Reuters
Médicos trabalham em unidade de isolamento de infectados na Província de Kasai Ocidental
Médicos trabalham em unidade de isolamento de infectados na Província de Kasai Ocidental

Os integrantes da MSF também acompanham o estado de saúde de cerca de 200 pessoas que tiveram contato com os infectados, além de desenvolverem uma campanha educativa sobre o vírus entre a população.

O vírus ebola, que se manifesta com febre, vômitos e diarreias hemorrágicas, adquire seu nome do rio Ebola, no noroeste do Congo, onde foi identificado pela primeira vez, em 1976, quando 280 pessoas morreram na localidade de Yambuku. Em 2007, também na região de Kasai Ocidental, a febre ebola matou 187 pessoas. Outro surto grave aconteceu em 1995 na localidade de Kikwit, onde morreram 245 de um total de 315 pessoas infectadas.

O ebola é altamente contagioso, e o tipo predominante no Congo, denominado Ebola Zaire, tem um índice de mortandade entre 60% e 90%. Tanto parentes dos pacientes quanto o próprio pessoal sanitário são expostos a um possível contágio.

O ressurgimento do ebola é um problema a mais na crítica situação humanitária que enfrenta o Congo, onde os últimos confrontos entre os soldados dos rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) e as tropas governamentais obrigaram mais de 250 mil pessoas a deixarem suas casas.

 

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