Judeus fazem manifestações contra e a favor da ação israelense em Gaza
colaboração para a Folha Online
Manifestações contra e a favor da ação israelense na faixa de Gaza foram realizadas nesta terça-feira por judeus na América do Norte e na Europa. A operação militar de Israel teve início no último dia 27 e já matou ao menos 650 palestinos. Onze israelenses morreram no mesmo período --quatro civis atingidos por foguetes lançados de Gaza pelo grupo extremista Hamas, e sete soldados mortos em ação, quatro dos quais vítimas de "fogo-amigo".
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A polícia de Toronto, no Canadá, retirou do consulado israelense na cidade um grupo de dez mulheres judias que havia ocupado o consulado israelense em protesto contra a ofensiva na faixa de Gaza. O grupo saiu escoltado do prédio em que ficam os escritórios do consulado, mas a polícia informou que não tinha planos de apresentar acusações contra elas.
As manifestantes, que fazem parte de um grupo chamado "Mulheres Judias a Favor de Casa", pediram que Israel pare imediatamente os ataques. "Israel pretende representar todos os judeus do mundo, e essas atrocidades não estão sendo cometidas em nosso nome", declarou, em frente al consulado, Cathy Gulkin, integrante do grupo e diretora de cinema.
As mulheres também protestaram contra a atitude do Governo canadense que expressou total apoio a às ações militares israelenses. O Ministério de Relações Exteriores canadense culpou o Hamas pela morte de várias dezenas de mulheres e crianças depois que as forças israelenses bombardearam uma escola da ONU que estava sendo utilizada como refugio.
O governo canadense afirmou que havia combatentes do Hamas na escola, repetindo a justificativa dada por Israel e que foi rejeitada de modo categórico pela ONU.
O Canadá também anunciou hoje que doará 4 milhões de dólares canadenses (R$ 7,5 milhões) à ONU e à Cruz Vermelha para aliviar a crise humanitária em Gaza.
Apoio
Dezenas de manifestantes protestaram nesta quarta-feira em Bruxelas e Londres para apoiar a ofensiva israelense na faixa de Gaza e acusar o grupo palestino Hamas de terrorismo.
Pelo menos 500 pessoas se concentraram diante da embaixada de Israel na capital britânica para apoiar a operação do Estado hebreu em Gaza, na primeira manifestação pró-israelense desde o início da ofensiva militar contra o Hamas.
Os manifestantes exibiram cartazes exigindo "o fim do terror do Hamas" e "paz para o povo de Israel e de Gaza".
Em Bruxelas, cerca de 450 pessoas se concentraram na tarde de hoje diante da embaixada do Irã, para expressar seu apoio à ofensiva na Faixa de Gaza.
"Viva Israel", "Hamas terrorista, Irã terrorista", gritaram os manifestantes, convocados pelo Congresso Judaico Europeu.
Em Londres, antes da manifestação pró-Israel, a polícia dispersou um protesto de apoio aos palestinos, que reuniu entre 300 e 400 pessoas, e deteve seis manifestantes.
O protesto pró-palestino, também diante da embaixada de Israel, deveria ter acabado antes da manifestação em favor de Israel, mas foi retardado, o que exigiu a ação policial.
O jornal israelense "Yedioth Ahronoth" informou que cerca de mil pessoas participaram de um ato pró-Israel em uma sinagoga de Washington, entre elas senadores e deputados democratas e republicanos.
O embaixador de Israel, Sallai Meridor, agradeceu-lhes o apoio.
Com Efe e France Presse
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