Egito negocia cessar-fogo em Gaza; ao menos 700 palestinos morrem
da Folha Online
da Associated Press
Israel retomou sua ofensiva à faixa de Gaza nesta quarta-feira, realizando bombardeios sobre túneis usados para contrabando próximos à fronteira com o Egito, após uma trégua de três horas para permitir a entrada de ajuda humanitária no território palestino. O grupo radical Hamas, que controla a região, respondeu com o lançamento de foguetes.
Apesar dos intensos combates, avanços foram feitos no fronte diplomático, com os EUA endossando uma proposta de cessar-fogo criada por França e Egito.
| Efe |
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| Imagem do Exército de Israel mostra palestinos detidos na faixa de Gaza nesta quarta-feira; mais de 700 palestinos morreram |
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Em meio ao fracasso do Conselho de Segurança das Nações Unidas em chegar a uma resolução de cessar-fogo, o embaixador do Egito na ONU, Maged Abdelaziz, afirmou que representantes de Israel, do Hamas e da Autoridade Nacional Palestina (ANP) concordaram em se reunir separadamente com autoridades egípcias no Cairo nesta quinta-feira.
Ataques aéreos israelenses mataram 20 palestinos nesta quarta-feira, após o lançamento de panfletos alertando os moradores do sul de Gaza a deixarem a área, afirmando que "o Hamas usa suas casas para esconder e contrabandear armas".
Ao menos 700 palestinos e 11 israelenses morreram nos 12 dias de ofensiva.
Mais de 5.000 pessoas fugiram da região de fronteira com o Egito, buscando refúgio em duas escolas da ONU que se transformaram em abrigos temporários.
"Sinto o chão tremer a cada vez que ouço as explosões. As pessoas estão horrorizadas", disse Fida Kishta, moradora da área de fronteira entre o Egito e Gaza, onde aviões israelenses destruíram 16 casas vazias.
Diplomacia
Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU trabalhou em uma declaração de apoio ao cessar-fogo, mas falhou em conseguir consenso sobre ação para por fim à violência.
"Aplaudimos muito os esforços de uma série de países, em particular o esforço que o presidente (Hosni) Mubarak tomou em nome do Egito", afirmou a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice. "Apoiamos essa iniciativa", acrescentou.
| Yossi Zamir/Efe |
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| Soldado israelense lê jornal apoiado em projéteis nesta quarta-feira, em região próxima à faixa de Gaza; Israel mantém bombardeios |
O Exército de Israel, que se recusou a permitir a entrada de jornalistas em Gaza, deixou que duas equipes de TV acompanhassem soldados em sua patrulha pela primeira vez. As imagens mostram soldados andando em ruas desertas de um local não identificado em Gaza.
O correspondente militar israelense que acompanhou os soldados afirmou que eles estavam preocupados com armadilhas criadas pelo Hamas. O jornalista disse que eles atiravam através de paredes, jogavam granadas em esquinas e iam de casa em casa procurando por militantes do Hamas, usando cães farejadores de bombas.
Os edifícios apresentam marcas de balas e de projéteis maiores. "Usamos muito fogo", afirmou um militar do grupo.
Enquanto isso, o Hamas lançou foguetes de maior alcance, até então inéditos no conflito, atingindo as cidades de Ashkelon and Beersheba, mas em um ritmo menor que dos outros dias. Os foguetes ainda atingiam cidades israelenses durante a madrugada, apesar de não haver relatos de mortos ou feridos.
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