Mundo
08/01/2009 - 14h06

Obama teme recessão prolongada se plano não for aprovado no Congresso

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colaboração Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que a recessão poderá ser prolongada por anos se o plano econômico, que pode chegar a até US$ 800 bilhões (R$ 1,8 trilhão), não for aprovado rapidamente no Congresso. Hoje, Obama pedirá novamente ao Congresso urgência na aprovação do pacote.

07.jan.09/Gerald Herbert/AP
Obama deve apresentar um novo pedido ao Congresso para acelerar aprovação de plano
Obama deve apresentar um novo pedido ao Congresso para acelerar aprovação de plano

"Não acho que seja demais tarde para mudar de rumo, mas será, se não tomarmos medidas drásticas tão breve quanto for possível. Se não se fizer nada, esta recessão poderá se prolongar durante anos", afirmou Obama por meio de um comunicado. Hoje, por volta das 11h (14h de Brasília), o presidente eleito irá fazer um discurso sobre a situação econômica, na Universidade George Mason, na Virgínia.

Entre as metas a serem alcançadas com o plano, Obama prevê a criação de três milhões de postos de trabalho em dois anos, investimentos em infraestrutura, assistência da saúde, energia e educação.

O plano também promete o corte de taxas para trabalhadores da classe média, além de ajuda para os Estados que estejam sendo atingidos pela crise. No comunicado divulgado hoje, Obama reafirmou que o governo é o responsável para tirar o país da crise. "É verdade que nós não podemos depender exclusivamente do governo para criar empregos, mas nesse momento em particular, somente o governo tem a força necessária para tirar o país dessa recessão severa", disse.

Nos últimos dias, os congressistas democratas tentaram elevar o valor total do pacote para US$ 850 bilhões, porém esbarraram nos democratas mais conservadores e nos republicanos. Todos os lados estão em negociação, e parece que o pacote ficará em US$ 775 bilhões, segundo reportagem divulgada pelo jornal "Washington Post".

Seria o maior valor para obter aprovação do Congresso e permitir que Obama o assine logo que tomar posse, o que acontecerá em 20 de janeiro próximo. A previsão é que o pacote de estímulo econômico seja assinado em meados de fevereiro.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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