Hamas e grupos palestinos em Damasco rejeitam iniciativa egípcia para Gaza
da France Presse, em Damasco
O movimento radical islâmico Hamas e outros grupos palestinos baseados em Damasco rejeitaram nesta quinta-feira a iniciativa egípcia para o fim das hostilidades em Gaza, afirmando que ela servirá apenas para permitir que Israel "prossiga com sua agressão".
"As organizações palestinas, principalmente o Hamas, não veem na iniciativa egípcia uma base válida para a solução da crise", declarou à France Presse Khaled Abdel-Majid, líder da Frente pela Liberação da Palestina (FLP) e porta-voz dos grupos palestinos baseados na capital síria.
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O líder do Hamas, Khaled Mechaal, também vive exilado em Damasco.
Como explicou Abdel-Majid, essa posição foi definida em reuniões entre oito movimentos palestinos baseados em Damasco, entre eles Hamas e Jihad Islâmica.
"A iniciativa franco-egípcia não contribui para encontrar uma solução porque ameaça a resistência e a causa palestina, permitindo ao inimigo prosseguir com sua agressão", acrescenta o comunicado.
Os movimentos "rejeitam a presença de forças e observadores internacionais em Gaza, porque isso se presta à defesa da segurança da ocupação e ao reforço do bloqueio sobre a resistência (palestina)".
Além disso, os grupos pedem "o fim da agressão, a retirada (das forças israelenses de Gaza) sem demora, a suspensão do bloqueio e a abertura das passagens fronteiriças, principalmente a de Rafah", com o Egito.
Por último, os signatários da nota se declaram "surpresos" pela participação de certas partes árabes no plano, cujo objetivo seria "asfixiar a resistência e acabar com nosso povo".
Neste sentido, os grupos afirmam "não compreender" as razões pelas quais "o regime egípcio não abre a passagem de Rafah, a não ser que esteja comprometido com um plano sionista-americano".
A iniciativa elaborada pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, em parceria com o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, prevê "um cessar-fogo imediato e por período limitado" em Gaza, para permitir a abertura de corredores humanitários, a continuação dos esforços egípcios em prol de uma trégua permanente e medidas para garantir a segurança nas fronteiras da faixa de Gaza antes de sua eventual reabertura.
Israel afirma que o objetivo de sua ofensiva é impedir os disparos de foguetes da faixa de Gaza contra seu território, que o Hamas controla desde junho de 2007.
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