AI acusa Israel e Hamas de usarem civis palestinos como escudos humanos
da Efe, em Londres
A Anistia Internacional (AI) acusou nesta quinta-feira tanto os soldados israelenses quanto os combatentes do grupo radical islâmico Hamas de colocarem em risco a vida da população civil palestina, com práticas "nas quais se inclui seu uso como escudo humano".
"Nossas fontes em Gaza informam que os soldados israelenses entraram e tomaram posições em várias casas palestinas, obrigando as famílias a ficar em um quarto enquanto utilizam o resto da casa como base militar e posição para franco-atiradores", disse Malcolm Smart, do Programa Regional para o Oriente Médio e o Norte de África da Anistia.
Ele ressaltou que "isto aumenta claramente o risco que as famílias palestinas afetadas correm e representa sua utilização, de fato, como escudos humanos".
Tanto os soldados israelenses quanto os combatentes palestinos continuam abrindo fogo de áreas próximas a casas de civis, colocando seus moradores em risco, acusa a AI.
A organização pró-direitos humanos ressalta que as Forças Armadas israelenses bombardearam casas e edifícios não militares, alegando que nelas se escondiam combatentes palestinos que disparavam em alvos israelenses.
Exército
"O Exército israelense sabe muito bem que os combatentes palestinos costumam abandonar a zona após terem disparado e que, na maioria dos casos, os ataques em resposta contra estas casas causarão danos a civis, e não a combatentes", disse Smart.
O uso destas táticas, quando ocorrem confrontos armados em ruas de zonas residenciais com alta densidade populacional, evidencia "a falta de respeito que os dois lados demonstram pela proteção dos civis em um conflito armado", acrescentou o porta-voz.
A AI pediu uma investigação independente sobre supostos abusos, incluindo possíveis crimes de guerra, cometidos pelas duas partes, e a garantia de que os culpados responderão por seus atos.
União Europeia
Paralelamente, a Anistia exigiu que os membros da União Europeia (UE) pressionem Israel para que coloque fim aos ataques contra civis ou edifícios civis na faixa de Gaza, assim como a suas ofensivas desproporcionais e ilegais.
Israel também deve permitir o acesso, sem impedimentos, de ajuda humanitária à zona, garantir que os milhares de feridos recebam a assistência médica necessária e deixar sair da faixa a população palestina que quiser escapar do conflito.
Segundo a AI, até que se consiga a proteção efetiva da população civil palestina, "a UE deve deixar em suspenso os debates sobre a melhora das relações com Israel" --para assinar um novo Plano de Ação UE-Israel-- e "se concentrar em obter compromissos concretos do país para pôr fim à catástrofe humanitária que afeta Gaza".
A Anistia Internacional pediu aos grupos armados palestinos que coloquem fim aos ataques indiscriminados com foguetes dirigidos contra zonas civis do sul de Israel.
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Caro Santos Júnior,
Primeiro gostar dizer que aprecio muito suas pautas.
Quando a Wikipédia, em que pese as imperfeições, sou fã dela.
Cite umazinha só fonte de informação que seja despolarizada. Nem digo "imparcial" por que é um conceito relativo, assim como é o conceito de "honestinade". Ninguém pode ser absolutamente honesto com relação a alguém ao algum Estado.
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Que maioria ?!
Acorda ! Lula só está querendo parecer bem na foto, mas nem sabe aonde está se metendo.
Vaidade pessoal, só isso, nada mais !
193 empresários iranianos na comitiva de seu presidente, por ventura houve tempo para assinar algum acordo comercial ?!
Duvido !
Os políticos de brasília se deixaram influenciar por interesses nas próximas eleições, mas gostei do Exmo. Gov. de S.Paulo José Serra pela sua posição sensata publicada na Folha.
Já tem meu voto !
O que vem do berço, ninguém tira, parabens Exmo.Gov. José Serra !
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Os Iranianos não árabes, apenas fazem parte da OPEP e aliás alguns países árabes nem gostam deles por serem xiitas.
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