Mundo
09/01/2009 - 08h00

Famílias fogem do entorno de Gaza, diz brasileiro que vive em Israel

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GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online

O medo dos bombardeios na região da faixa de Gaza, alvo de conflitos desde 27 de dezembro último, tem provocado o êxodo de famílias israelenses nas regiões fronteiriças da faixa de Gaza, informou Marcos Jacobovitz, por telefone, à Folha Online. Jacobovitz vive na cidade de Kfar Saba (a 20 minutos da cidade de Tel Aviv, em Israel) há um ano e meio e tem dupla cidadania --brasileira e israelense.

Ouça o relato de Marcos Jacobovitz

"A maioria das famílias que moram na região fronteiriça está mandando os filhos para outras cidades com medo dos bombardeios. Eu ofereci a minha casa para que alguns amigos brasileiros se refugiassem, mas a maioria já retirou os filhos de casa. Não há mais crianças nas cidades próximas a zona de conflito", afirma Jacobovitz.

Ibraheem Abu Mustafa/Reuters
Palestino caminha em meio as ruínas de uma casa destruída em Rafah, no sul da faixa de Gaza; 700 pessoas já morreram
Palestino caminha em meio as ruínas de uma casa destruída em Rafah, no sul da faixa de Gaza; 700 pessoas já morreram

Segundo o brasileiro, apesar do mesmo constante nas regiões próximas a Gaza, a situação em outras cidades é normal. "Minha vida continua a mesma. Não mudou nada para quem está na zona central. É claro que a gente tem medo dos ataques, mas a maioria da população já esperava por isso", disse.

De acordo com Marcos, apesar do grande número de baixas entre civis palestinos, a maioria da população israelense apoia o conflito. "A população é contra a tentativa do Hamas [movimento radical islâmico] de tentar varrer Israel do mapa. Aqui, nós convivemos bem com os árabes, mas não podemos deixar que o nosso país seja atingido sem que nós fiquemos sem fazer nada", disse.

Hoje, quatro foguetes foram atirados do Líbano e se abateram sobre o oeste da Galiléia, ferindo levemente quatro mulheres, segundo o Exército israelense, que respondeu disparando vários obuses na direção do Líbano.

Desde o início da ofensiva israelense, cerca de 700 palestinos foram mortos e 3.000 feridos. Segundo o governo israelense, as baixas entre os israelenses até nesta quarta-feira foram de 11 pessoas.

Comentários dos leitores
Raul Wilson Pequeno Tejo (1) 23/12/2009 00h48
Raul Wilson Pequeno Tejo (1) 23/12/2009 00h48
Sr. Flavio Botelho, vamos pedir a prisão de todos os líderes das grandes potências, pois morre gente toda hora por decisões tomadas pelos mesmos. Onde o sr. vive? Na ilha da fantasia? Se assim fosse, o assassino iraniano teria sido preso quando visitou os USA, o sr. é um anti-semita, seus comentários falam por si próprio. O povo de Israel já escapou do extermínio várias vezes e têm o direito a autodefesa diante de mais de 1bilhão de muçulmanos que anseiam por seu extermínio. Sr. Flavio Botelho, Israel ñ será uma nova Tchecoslováquia. o sr. ñ sabe que a partilha da Palestina foi feita p/ ñ funcionar. Vou lhe dar uma pequena aula de história, pois o sr. me parece um incauto. Após a queda do império Otomano ao final da 1Guerra, a Inglaterra ocupou a Palestina e ali faria um Estado Judeu e outro Árabe. O Estado Àrabe- Palestino seria o que é hoje a atual Jordânia, se assim tivesse sido feito árabes e judeus hoje estariam em paz. Um Estado Palestino nos moldes atuais, significa o fim de Israel. Os árabes, os USA e a Grã-Bretanha sabem disso. Ñ existe uma solução razoável que leve a uma formulação viável de dois Estados senão a expulsão ou dos Judeus ou dos palestinos. Os Judeus ñ têm p/ onde ir, os palestinos têm, são árabes muçulmanos, se adaptariam em qualquer país ao redor de Israel. A solução existe, o problema é que os pobres palestinos estão sendo usados como massa de manobra dos líderes islãmicos com o escopo único e exclusivo: a aniquilação total do Sionismo mundial. sem opinião
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Santos Júnior (352) 16/12/2009 20h25
Santos Júnior (352) 16/12/2009 20h25
Sr Mauro Halpern isso se chama HIPOCRISIA!! sem opinião
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Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Senhor Moderador, creio que uma filtragem melhor no comentários seria de grande agrado para as pessoas inteligentes da Folha. Comentários sem um pingo de fundamentos deveriam ser jogados na lata de lixo. As pessoas deveriam ler mais livros de História sobre o Conflito Israel-Palestino, Revolução Social Cubana e o pais persa do Irã. Opinião pessoal fora de contexto não agrada ninguem, somente aqueles que acreditam no que querem acreditar, fora da realidade. 4 opiniões
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