Premiê israelense rejeita resolução "impraticável" da ONU e diz que ofensiva continua
da Folha Online
O premiê israelense, Ehud Olmert, rejeitou nesta sexta-feira a resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para um cessar-fogo com o movimento islâmico radical Hamas e disse que a ofensiva na faixa de Gaza continuará até que o Exército complete sua missão. Mais cedo, um líder do Hamas afirmou à imprensa que o grupo também rejeita a proposta, por não atender a suas exigências.
"Israel nunca esteve de acordo em que terceiros determinem seu direito de defender sua cidadania", afirma Olmert, em comunicado. "O Exército continuará sua operação para defender a população de Israel até que complete as missões".
| Amos Ben Gershom/AP |
![]() |
| Ehud Olmert (dir.) cumprimenta o militar Yoav Galant durante visita a base no sul de Israel |
Com 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança adotou uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária ao território palestino.
Mas, segundo Olmert, os mais de 25 foguetes que caíram nesta sexta-feira em Israel "mostram que a resolução não é prática, e não será respeitada pelas organizações palestinas assassinas".
Mais cedo, a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, afirmou que Israel continuará agindo de acordo com seus próprios interesses e necessidades para manter a segurança no território --uma referência indireta ao lançamento constante de foguetes pelo Hamas que, segundo Israel, motivou a ofensiva militar na região.
"Israel agiu, está agindo e agirá apenas de acordo com suas considerações, as necessidades de segurança de seus cidadãos e o seu direito de defesa", diz comunicado de Livni, publicado pelo jornal israelense "Haaretz".
Recusa
| Suhaib Salem/Reuters |
![]() |
| Coluna de fumaça em Gaza mostra local de ataque israelense; região vive 14º dia de confrontos que já mataram ao menos 760 |
O Hamas também não aceitou o documento, elaborado pelo Reino Unido em colaboração com a França e os países árabes, embora o veja como prova do fracasso da ofensiva militar israelense em Gaza. "Este fracasso é o que gerou a resolução", disse, em Beirute, o dirigente Osama Hamdan, em declarações à imprensa local.
Para Hamdan, a resolução do Conselho de Segurança "não leva em conta o interesse palestino e não fala nem da suspensão do bloqueio nem da abertura das passagens fronteiriças" em Gaza.
A atual escalada de violência na região entrou nesta sexta-feira no 14º dia consecutivo, com um saldo de ao menos 760 palestinos mortos e sem que a diplomacia internacional tenha conseguido uma solução que convença as partes a um cessar-fogo.
Resolução
A resolução 1860, adotada por 14 votos a favor e a abstenção dos EUA, 'condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo', sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel.
O texto pede ainda a retirada das tropas israelenses e a entrada, sem empecilhos, de ajuda humanitária em território palestino.
O documento elaborado pelo Reino Unido, em colaboração com a França e países árabes, expressa o apoio dos membros do organismo da ONU ao plano proposto pelo Egito, que pede uma trégua duradoura e sustentável.
A resolução "ressalta a urgência e pede um cessar-fogo imediato, durável e respeitado totalmente, que leve à retirada total das forças israelenses de Gaza".
O texto faz ainda "uma chamada à provisão e distribuição sem impedimentos por toda Gaza de ajuda humanitária, o que inclui alimentos, combustível e tratamento médico".
Fora isso, a resolução aprovada pede à comunidade internacional que intensifique seus esforços para gerar mecanismos e garantias em Gaza, de modo "a sustentar a calma e um cessar-fogo perdurável, o que inclui evitar o contrabando de armas e munição e a reabrir os as fronteiras".
"O trabalho que resta agora a ser feito é transformar palavras em ações", afirmou o chanceler britânico, David Miliband, depois da votação. Segundo ele, o texto adotado reflete o consenso que existe na comunidade internacional sobre a necessidade de deter a violência que há 14 dias atinge o território palestino.
Com Efe
Leia mais sobre confrontos em Gaza
- Israel mata dez em 30 bombardeios em Gaza; foguetes do Hamas ferem um
- Brasil envia 14 toneladas de remédios e alimentos para faixa de Gaza
- Israel cumpre cessar-fogo temporário para entrada de ajuda humanitária
Outras notícias internacionais
- Governo americano sabia que Exército colombiano matava civis
- Traficante colombiano é morto em hospital de Madri
- Terremoto de 4,5 graus atinge o sul da Califórnia
Especial
Livraria




avalie fechar
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
avalie fechar
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
avalie fechar