Mundo
09/01/2009 - 12h02

Premiê israelense rejeita resolução "impraticável" da ONU e diz que ofensiva continua

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da Folha Online

O premiê israelense, Ehud Olmert, rejeitou nesta sexta-feira a resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para um cessar-fogo com o movimento islâmico radical Hamas e disse que a ofensiva na faixa de Gaza continuará até que o Exército complete sua missão. Mais cedo, um líder do Hamas afirmou à imprensa que o grupo também rejeita a proposta, por não atender a suas exigências.

"Israel nunca esteve de acordo em que terceiros determinem seu direito de defender sua cidadania", afirma Olmert, em comunicado. "O Exército continuará sua operação para defender a população de Israel até que complete as missões".

Amos Ben Gershom/AP
Ehud Olmert (dir.) cumprimenta o militar Yoav Galant durante visita a base no sul de Israel
Ehud Olmert (dir.) cumprimenta o militar Yoav Galant durante visita a base no sul de Israel

Com 14 votos a favor e a abstenção dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança adotou uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária ao território palestino.

Mas, segundo Olmert, os mais de 25 foguetes que caíram nesta sexta-feira em Israel "mostram que a resolução não é prática, e não será respeitada pelas organizações palestinas assassinas".

Mais cedo, a ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, afirmou que Israel continuará agindo de acordo com seus próprios interesses e necessidades para manter a segurança no território --uma referência indireta ao lançamento constante de foguetes pelo Hamas que, segundo Israel, motivou a ofensiva militar na região.

"Israel agiu, está agindo e agirá apenas de acordo com suas considerações, as necessidades de segurança de seus cidadãos e o seu direito de defesa", diz comunicado de Livni, publicado pelo jornal israelense "Haaretz".

Recusa

Suhaib Salem/Reuters
Coluna de fumaça em Gaza mostra local de ataque israelense; região vive 14º dia de confrontos
Coluna de fumaça em Gaza mostra local de ataque israelense; região vive 14º dia de confrontos que já mataram ao menos 760

O Hamas também não aceitou o documento, elaborado pelo Reino Unido em colaboração com a França e os países árabes, embora o veja como prova do fracasso da ofensiva militar israelense em Gaza. "Este fracasso é o que gerou a resolução", disse, em Beirute, o dirigente Osama Hamdan, em declarações à imprensa local.

Para Hamdan, a resolução do Conselho de Segurança "não leva em conta o interesse palestino e não fala nem da suspensão do bloqueio nem da abertura das passagens fronteiriças" em Gaza.

A atual escalada de violência na região entrou nesta sexta-feira no 14º dia consecutivo, com um saldo de ao menos 760 palestinos mortos e sem que a diplomacia internacional tenha conseguido uma solução que convença as partes a um cessar-fogo.

Resolução

A resolução 1860, adotada por 14 votos a favor e a abstenção dos EUA, 'condena todo ato de violência e hostilidade dirigido contra civis e todo ato de terrorismo', sem citar diretamente os disparos de foguetes do grupo radical palestino Hamas contra Israel.

O texto pede ainda a retirada das tropas israelenses e a entrada, sem empecilhos, de ajuda humanitária em território palestino.

O documento elaborado pelo Reino Unido, em colaboração com a França e países árabes, expressa o apoio dos membros do organismo da ONU ao plano proposto pelo Egito, que pede uma trégua duradoura e sustentável.

A resolução "ressalta a urgência e pede um cessar-fogo imediato, durável e respeitado totalmente, que leve à retirada total das forças israelenses de Gaza".

O texto faz ainda "uma chamada à provisão e distribuição sem impedimentos por toda Gaza de ajuda humanitária, o que inclui alimentos, combustível e tratamento médico".

Fora isso, a resolução aprovada pede à comunidade internacional que intensifique seus esforços para gerar mecanismos e garantias em Gaza, de modo "a sustentar a calma e um cessar-fogo perdurável, o que inclui evitar o contrabando de armas e munição e a reabrir os as fronteiras".

"O trabalho que resta agora a ser feito é transformar palavras em ações", afirmou o chanceler britânico, David Miliband, depois da votação. Segundo ele, o texto adotado reflete o consenso que existe na comunidade internacional sobre a necessidade de deter a violência que há 14 dias atinge o território palestino.

Com Efe

Comentários dos leitores
samuel kosminsky (64) 14/11/2009 06h59
samuel kosminsky (64) 14/11/2009 06h59
pais em que presidencia passa de pai pra filho vem falar de direitos humanos!!!!!!!
na epoca de SOMOZA e CIA a grita era geral
por onde anda voce
sem opinião
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samuel kosminsky (64) 14/11/2009 00h33
samuel kosminsky (64) 14/11/2009 00h33
caro renato
acho que a todos presentes e a mim particularmente a questao dos direitos humanos e reaçao desproporcional de violencia, e de fundamental importancia.
dai minha angustia, com total ausencia de informaçao sobre ataque da arabia saudita ao yemem
me perdoe, mas nao concordo com sua opiniao.
acho que tema merece ser aprofundado pelos que fazem parte desse furum
continuo aguardando noticias
sem opinião
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Renato Schechter (1) 13/11/2009 23h09
Renato Schechter (1) 13/11/2009 23h09
Samuel, noticias de arabes atacando arabes nao vendem jornais.... nem geram polemicas..... 1 opinião
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