Mundo
09/01/2009 - 13h55

Piratas somalis liberam petroleiro capturado havia quase dois meses

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da Folha Online

O megapetroleiro saudita Sirius Star e seus 25 tripulantes foram libertados nesta sexta-feira. O navio, que tem capacidade de transportar 2 milhões de barris de petróleo, estava em poder de piratas somalis desde 15 de novembro do ano passado. A libertação foi confirmada por um porta-voz dos criminosos e pelo Programa de Assistência aos Marinheiros (PAM) que tem sua sede na cidade queniana de Mombaça.

Não há confirmação sobre pagamento de resgate. Os piratas exigiam US$ 25 milhões (mais de R$ 57 milhões). Segundo o PAM, ao menos US$ 3 milhões foram pagos (R$ 6,9 milhões).

19.nov.2008/AP
Foto de arquivo do megapetroleiro saudita Sirius Star que foi solto por piratas nesta sexta-feira, após quase dois meses de sequestro
Foto de arquivo do megapetroleiro saudita Sirius Star que foi solto por piratas nesta sexta-feira, após quase dois meses de sequestro

"O Sirius Star está livre, a tripulação está livre", declarou o porta-voz dos piratas, Mohamed Said, à agência de notícias France Presse, por telefone, falando do porto de Harardhere, ao norte da capital somali Mogadício. O diretor do PAM, Andrew Mwangura, afirmou à agência de notícias Efe que o petroleiro foi abandonado por todos os piratas por volta das 12h e que os tripulantes passam bem.

O navio deve ser levado para a Cidade do Cabo, na África do Sul.

O sequestro do Sirius Star foi a ação mais ousada dos piratas somalis. O megapetroleiro foi capturado no Oceano Índico, a cerca de 800 km do litoral entre a Tanzânia e o Quênia, e a mais de 1.700 km do litoral de Puntlândia, no norte da Somália, para onde seria levado, logo depois, pelos sequestradores.

O Sirius Star é uma das 19 embarcações da sociedade saudita Aramco e foi construído na Coréia do Sul. Entre os 25 tripulantes há britânicos, croatas, filipinos, poloneses e sauditas.

Recentemente, houve uma explosão no número de casos de sequestros de navios no golfo de Áden, e vários navios de países como China, França, Grécia, Reino Unido, Alemanha e Itália, agora policiam o local.

 

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