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09/01/2009 - 17h09

Saiba mais sobre a origem do conflito em Gaza

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colaboração para a Folha Online

As Forças de Defesa de Israel iniciaram no último dia 27 de dezembro uma ofensiva contra a faixa de Gaza, território palestino com 1,5 milhão de habitantes dominado pelo grupo radical islâmico Hamas.

Os bombardeios começaram oito dias depois do fim de uma trégua de seis meses mediada pelo Egito, que não foi renovada em meio a acusações mútuas de desrespeito aos termos do acordo.

Arte Folha Online
mapa gaza

Israel acusa o Hamas de não ter cessado completamente o lançamento de foguetes contra o sul do país durante a vigência da trégua, e o grupo palestino protestou, na época, contra o estrito bloqueio imposto pelos israelenses nas fronteiras de Gaza, que agravou a precária situação econômica do território.

O objetivo declarado da operação é eliminar a capacidade do Hamas de atacar as cidades israelenses próximas à fronteira. Os militantes palestinos intensificaram o lançamento de foguetes após o fim da trégua, matando quatro civis israelenses. Dez soldados de Israel morreram desde o começo das ações terrestres em Gaza, no último dia 3.

Mais de 760 palestinos morreram nos ataques israelenses, ao menos 42% mulheres e crianças, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). O governo de Israel acusa o Hamas de responsabilidade pelas mortes, por efetuar os ataques com foguetes do meio de áreas densamente povoadas.

Propostas de cessar-fogo estão sendo negociadas desde o início dos bombardeios, envolvendo principalmente o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o ditador do Egito, Hosni Mubarak --um dos poucos interlocutores considerados legítimos tanto por Israel quanto pelo Hamas.

Após tentativas frustradas de aprovar resoluções contra o conflito, apresentadas pela Líbia, o Conselho de Segurança da ONU adotou nesta quinta-feira (08) uma resolução que pede a declaração de um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada das tropas israelenses e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária no território palestino. A resolução teve o voto favorável de 14 dos 15 países que formam o conselho - a exceção foram Estados Unidos, que se abstiveram.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou que não é a ONU que determinará o fim da operação. Um líder do Hamas afirmou que o grupo também rejeita a proposta, por não atender às suas exigências.

Gaza é dominada pelo Hamas desde junho de 2007, quando o grupo expulsou do território autoridades do Fatah, partido secular do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A crise política entre os dois principais grupos palestinos se agravou depois que o Hamas venceu as eleições legislativas de 2006 e indicou Ismail Haniyeh como primeiro-ministro, sob protestos dos EUA e de Israel, que consideram o Hamas um grupo terrorista.

Abbas aproveitou-se da pressão internacional para dissolver o gabinete de Haniyeh. Desde então, a ANP só exerce autoridade de fato sobre a Cisjordânia.

Dando continuidade aos avanços diplomático que tiveram como marco os Acordos de Oslo de 1993, assinados com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Israel deixou Gaza em 2005, após 38 anos de ocupação.

O domínio israelense sobre o território começou em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, quando os israelenses derrotaram um conjunto de exércitos árabes e dominaram também a Cisjordânia, além de consolidarem o controle total sobre Jerusalém.

De 1948 a 1967, o território de Gaza ficou sob controle do Egito, depois que os países árabes se opuseram à decisão da ONU de criar dois Estados, um judeu e um árabe, na região da Palestina, que foi administrada pelo Reino Unido após a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Comentários dos leitores
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
o SR SAID FALA IGUALZINHO A HILER. ele dizia que os judeus da alemanha faziam lobbie e destruiram aeconomia (nao foi a primeira guerra, e sim os judeus).
Falta agora dizer que os 6 milhoes de judeus mortos foram parte do LOBBY judaico para criar israel. Matar um terço da propria população. ah. hitler tambem foi parte do lobby judaico.
Os judeus queimados em forno estavam fazendo lobby. é isto. LOBISTAS!
QUE truquezinho baixo, quase que enganam....enganaram a quase todos, menos ao sr said. ele não se deixa enganar.
Fomos descobertos.
sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Muitas pessoas tem uma visão jornalística do problema entre árabes e judeus em prejuizo de uma visão histórica. Quem pesquisar, do surgimento do sionismo moderno até a queda do mandato britânico saberá que os judeus usaram todas as armas. Lobbies, corrupção, chantagem, traição e terrorismo. Criaram lobbies para pressionar governos ocidentais, entre eles a Alemanha e o império Otomano (atual Turquia). Quando estes perderam a primeira guerra e o império desmoronou, a França e a Grã Bretanha tomaram e dividiram o terreno. Durante a 1ª guerra, os árabes lutavam contra os turcos e com a orientação de um certo militar inglês acabaram derrubando o último sultão. Assim a Alemanha perdeu importante aliado e também a guerra. Onde estavam os judeus? Fazendo lobbie, agora junto aos britânicos. Depois houve todo tipo de corrupção e chantagem para permitir o contrabando de armas, a compra de terras sem a devida quitação, o cerceamento às autoridades britânicas locais, o uso de terrorismo contra a população e oficiais britânicos (mataram o enviado da ONU, Conde Folke Bernadotte) e por último a traição à declaração balfour, que dizia que nada seria feito em prejuizo da população local. Mas de todos os pecados o maior foi a mentira de que existia uma terra sem povo para um povo sem terra. Eu não digo isso para condená-los, pois tenho pena das futuras gerações que herdarão a conta. O tempo e a demografia favorece os árabes e as coisas vão acabar como na África do Sul, numa hipótese otimista. 23 opiniões
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Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
O fanatismo religioso é a maior desgraça que o século XXI herdou do passado. O obscurantismo imposto pelas religiões, apenas semeia intolerancia, ódio, dor e destruição.
Somente o humanismo pode tornar o mundo um lugar menos ruim, menos injusto.
As religiões são extremamentes perversas e egoístas em suas essencias e já estão com seu prazo de validade vencidos.
Em relação à questão palestina, a extrema direita que governa Israel, provocou um genocidio na faixa de Gaza, e anteriormente, em Beirute, que chegaram à invocar uma semelhança com o nazismo, e patrocinados com dinheiro do contribuinte americano, durante o governo Bush.
E o mundo se calou. Felizmente esse governo sanguinário foi substituido pelos democratas. Acredito que Barack Obama tem inteligencia e visão politica, e conseguirá impor à Israel, a aceitação de um estado Palestino pleno, sem restrições. Para isso basta condicionar à ajuda de bilhoes de dolares anuais do contribuinte americano, à aceitação do estado Palestino que por sua vez, deverá respeitar o direito à existencia do estado de Israel.
Acredito que a maioria dos judeus, israelitas, palestinos, arabes, muçulmanos, o senso comum da humanidade, é favoravel à paz, ao respeito e ao entendimento mútuos. Apenas uma minoria de pessoas com interesses escusos, é favorável à manutenção do caos. Não apenas os senhores da guerra, mas também os que se julgam chamados por seus deuses.
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