Mundo
09/01/2009 - 17h16

ONU diz que irá retomar ajuda humanitária a Gaza

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da Folha Online

Membros das Nações Unidas disseram nesta sexta-feira que a organização irá retomar suas operações de envio de ajuda humanitária à faixa de Gaza, com base em garantias dadas pelo Ministério da Defesa de Israel de que os trabalhadores humanitários serão protegidos.

A porta-voz da ONU Michele Montas afirmou nesta sexta-feira que o Exército de Israel disse "lamentar profundamente" os incidentes que levaram a ONU a suspender a ajuda ao território palestino nesta quinta-feira.

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Khaled Omar/AP
Palestina e filha andam sobre escombros de edifício após ataque aéreo de Israel ao campo de refugiados de Rafah, sul de Gaza
Palestina e filha andam sobre escombros de edifício após ataque aéreo de Israel ao campo de refugiados de Rafah, sul de Gaza

A ONU interrompeu o envio de ajuda à faixa de Gaza na quinta-feira após projéteis disparados por um tanque israelense matarem um motorista de caminhão de ajuda, e a Cruz Vermelha Internacional afirmou que iria restringir suas atividades após um de seus motoristas ficar ferido em incidente similar.

Montas disse que os militares também deram "garantias críveis" de que a segurança dos funcionários, instalações e operações humanitárias da ONU serão totalmente respeitadas.

"O mais cedo possível iremos retomar nossas operações", afirmou John Ging chefe das operações da agência da ONU para assuntos humanitários em Gaza.

Ging afirmou que a ONU "perdeu a confiança" no Exército de Israel, mas que a ajuda iria ser retomada dentro de horas.

Arte Folha Online

"Eles apresentaram uma solução para os seus problemas", disse Ging. "O nível de garantias é o que nos dá confiança (...) dos mais altos escalões do governo israelense."

Ging e John Holmes, chefe da ONU para assuntos humanitários, disseram lamentar ter de suspender a entrega de ajuda por mais de 24 horas. "A equipe está ansiosa para prosseguir com suas atividades", disse Holmes.

A mudança surge em meio à recusa de Israel e do grupo radical Hamas, que controla Gaza, em cessar-fogo, como havia sido pedido pelo Conselho de Segurança da ONU através de resolução aprovada nesta quinta-feira.

A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou relatório nesta quinta-feira no qual indica que 257 crianças palestinas morreram e 1.080 ficaram feridas durante os 14 dias da ofensiva israelense. No total, ao menos 760 palestinos e dez soldados israelenses morreram.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
o SR SAID FALA IGUALZINHO A HILER. ele dizia que os judeus da alemanha faziam lobbie e destruiram aeconomia (nao foi a primeira guerra, e sim os judeus).
Falta agora dizer que os 6 milhoes de judeus mortos foram parte do LOBBY judaico para criar israel. Matar um terço da propria população. ah. hitler tambem foi parte do lobby judaico.
Os judeus queimados em forno estavam fazendo lobby. é isto. LOBISTAS!
QUE truquezinho baixo, quase que enganam....enganaram a quase todos, menos ao sr said. ele não se deixa enganar.
Fomos descobertos.
sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Muitas pessoas tem uma visão jornalística do problema entre árabes e judeus em prejuizo de uma visão histórica. Quem pesquisar, do surgimento do sionismo moderno até a queda do mandato britânico saberá que os judeus usaram todas as armas. Lobbies, corrupção, chantagem, traição e terrorismo. Criaram lobbies para pressionar governos ocidentais, entre eles a Alemanha e o império Otomano (atual Turquia). Quando estes perderam a primeira guerra e o império desmoronou, a França e a Grã Bretanha tomaram e dividiram o terreno. Durante a 1ª guerra, os árabes lutavam contra os turcos e com a orientação de um certo militar inglês acabaram derrubando o último sultão. Assim a Alemanha perdeu importante aliado e também a guerra. Onde estavam os judeus? Fazendo lobbie, agora junto aos britânicos. Depois houve todo tipo de corrupção e chantagem para permitir o contrabando de armas, a compra de terras sem a devida quitação, o cerceamento às autoridades britânicas locais, o uso de terrorismo contra a população e oficiais britânicos (mataram o enviado da ONU, Conde Folke Bernadotte) e por último a traição à declaração balfour, que dizia que nada seria feito em prejuizo da população local. Mas de todos os pecados o maior foi a mentira de que existia uma terra sem povo para um povo sem terra. Eu não digo isso para condená-los, pois tenho pena das futuras gerações que herdarão a conta. O tempo e a demografia favorece os árabes e as coisas vão acabar como na África do Sul, numa hipótese otimista. 23 opiniões
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Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
O fanatismo religioso é a maior desgraça que o século XXI herdou do passado. O obscurantismo imposto pelas religiões, apenas semeia intolerancia, ódio, dor e destruição.
Somente o humanismo pode tornar o mundo um lugar menos ruim, menos injusto.
As religiões são extremamentes perversas e egoístas em suas essencias e já estão com seu prazo de validade vencidos.
Em relação à questão palestina, a extrema direita que governa Israel, provocou um genocidio na faixa de Gaza, e anteriormente, em Beirute, que chegaram à invocar uma semelhança com o nazismo, e patrocinados com dinheiro do contribuinte americano, durante o governo Bush.
E o mundo se calou. Felizmente esse governo sanguinário foi substituido pelos democratas. Acredito que Barack Obama tem inteligencia e visão politica, e conseguirá impor à Israel, a aceitação de um estado Palestino pleno, sem restrições. Para isso basta condicionar à ajuda de bilhoes de dolares anuais do contribuinte americano, à aceitação do estado Palestino que por sua vez, deverá respeitar o direito à existencia do estado de Israel.
Acredito que a maioria dos judeus, israelitas, palestinos, arabes, muçulmanos, o senso comum da humanidade, é favoravel à paz, ao respeito e ao entendimento mútuos. Apenas uma minoria de pessoas com interesses escusos, é favorável à manutenção do caos. Não apenas os senhores da guerra, mas também os que se julgam chamados por seus deuses.
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