Mundo
09/01/2009 - 21h22

Israel pode ter cometido crimes de guerra em Gaza, diz ONU

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da Folha Online

O Exército de Israel pode ter cometido crimes de guerra na faixa de Gaza, afirmou a alta comissária para direitos humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, nesta sexta-feira, segundo o diário britânico "Guardian". A declaração foi feita no dia em que a ofensiva israelense ao território palestino completa duas semanas, com um saldo de ao menos 780 palestinos mortos, dos quais 257 são crianças. Dez militares israelenses também morreram na operação.

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Ao fazer a declaração, Pillay mencionou o assassinato de cerca de 30 palestinos em Zeitoun, no sudeste de Gaza. De acordo com quatro sobreviventes citados em relatório da ONU, militares de Israel mandaram cerca de 110 civis se abrigarem em uma casa de Zeitoun. Vinte e quatro horas depois, o local foi atingido por três projéteis.

Fadi Adwan/AP
Capa da *Folha de S.Paulo* de quarta-feira (7), imagem mostra vítima do ataque a Zeitoun, em Gaza, que matou cerca de 30
Imagem mostra vítima do ataque a Zeitoun, na faixa de Gaza, que deixou cerca de 30 palestinos mortos no último dia 4

Cerca de metade dos palestinos que buscaram refúgio no local eram crianças, afirma o relatório, que também acusa os militares israelenses de impedirem equipes médicas de chegarem ao local para retirar os feridos.

A alta comissária disse à rede BBC que o incidente "parece ter todos os elementos de um crime de guerra". Ela pediu por investigações "críveis, independentes e transparentes" sobre possíveis violações da lei humanitária.

O Exército de Israel negou que seus militares tenham forçado os civis a se dirigirem ao edifício que foi atacado. "Não alertamos as pessoas a irem a outras construções. Isso não é algo que fazemos", afirmou o porta-voz Avital Leibovich, citado pela Associated Press. "Não conhecemos esse caso", acrescentou. "Não sabemos que o atacamos. Não está confirmado que o atacamos."

Feridos

Wael Samouni, que perdeu três filhos no ataque, disse que dezenas de pessoas se abrigaram na casa após militares israelenses ordenarem que eles ficassem dentro do local. "Aqueles que sobreviveram, e foram capazes, andaram dois quilômetros até a estrada Salah Ed Din antes de serem transportados ao hospital em veículos civis", afirma o relatório da ONU. Nove membros da família Samouni morreram no incidente.

Ariel Schalit/AP
Enterro de soldado israelense; dez militares de Israel morreram durante ofensiva
Enterro de soldado israelense; dez militares de Israel morreram durante ofensiva

A acusação surge em meio à decisão de Israel de manter sua ofensiva aérea e terrestre em Gaza, apesar da resolução do Conselho de Segurança da ONU desta quinta-feira que pede pelo cessar-fogo imediato. Protestos contra a operação militar foram realizados em diversas cidades do mundo nesta sexta-feira.

O relatório, do Escritório da ONU para a Coordenação de Questões Humanitárias, não afirma que o ataque foi deliberado, mas o classifica como "um dos mais graves incidentes desde o início das operações" contra o grupo radical Hamas em Gaza, no dia 27 de dezembro.

Resgates

Nesta quinta-feira, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha emitiu um comunicado acusando Israel de causar atrasos "inaceitáveis" no resgate de feridos em Gaza.

Ainda nesta quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde disse que 21 palestinos que trabalham no socorro às vítimas foram mortos, e outros 30 ficaram feridos desde o início da operação.

"Os israelenses estão atirando em todo mundo que tenta buscar os corpos", afirmou Haider Eid, professor da universidade Al Quds, à Folha Online, por telefone, de Gaza.

"Eu estava com dois ativistas internacionais, um do Canadá e outro da Espanha", disse o palestino. "Eles estavam em uma ambulância que buscava corpos em Jabaliya, começaram a disparar contra a ambulância, e dois médicos que estavam dentro da ambulância ficaram feridos."

O ataque a Zeitoun ocorreu no mesmo dia em que Israel atacou uma escola da ONU que servia de abrigo a centenas de palestinos, matando ao menos 40 pessoas. A ONU afirma que a escola estava claramente marcada com uma bandeira da ONU e sua localização era do conhecimento dos militares israelenses.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
mauro halpern (77) 08/11/2009 18h52
mauro halpern (77) 08/11/2009 18h52
SR SOKAL? DE QUANTO FORAM AS indenizaçôes A QUE O SNHOR SE REFERE? VOCE TEM ALGUMA FONTE QUE AS CITE? METADE DA MINHA FAMILIA FOI QUEIMADA VIVA, QUERO A MINHA PARTE
VC PODE ME AJUDAR?
sem opinião
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Marcello Sokal (82) 08/11/2009 10h13
Marcello Sokal (82) 08/11/2009 10h13
Vejam bem o grau de fanatismo que orienta certos individuos quando não conseguem respostas a FATOS - F A T O S - concretos.Invocar religião,fato bíblico para justificar todo tipo de atrocidade.Parece piada,mas tem gente que tem essa cara-de-pau. Falam muito em ser coitadinhos,perseguidos,mas o "estado" de Israel foi construído grande parte com recursos de infindavéis indenizações a que os judeus teriam direito (quase sempre na casa dos milhões de dólares),pelo que sei isso não condiz com o esteriotipo de eternas vítimas. Para quem os conhece bem sabe que dominam os mercados mundiais de finanças (agiotagem legalizada), de mídia (principalmente nos U.S.A,em que dominam praticamente a totalidade do mercado de midia de massa - usando Hollywood como elemento de pressão política,para manipular os que desconhecem os reais fatos e para levar adiante seus planos de dominação e manipulação. Repare que sempre são vítimas coitadinhas nos filmes,isso é essencial para apoiar seus planos.São os verdadeiros lobos em pele de cordeiro). Para os que não conhecem em verdade basta ver a opinião que tem de outros povos - somente eles são o povo escolhido (ridículo,mas é como eles se vêem) e outros são meros coadjuvantes.Veja sua política racista com os não-judeus. Acordem senhores,aprendam a enxergar a verdade dos fatos atrás de toda manipulação, que só visa confundir para permitir continuados crimes sem qualquer tipo de punição. 6 opiniões
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Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
ALGUÉM DUVIDA? fonte: www.chamada.com.br
Duas vezes na Bíblia Jerusalém é chamada "cidade do nosso Deus" (Salmo 48.1,8); duas vezes, "cidade de Deus" (Salmo 46.4 e Salmo 87.3); oito vezes, "santa cidade" ou "cidade santa" (Neemias 11.1; Isaías 48.2; Isaías 52.1; Mateus 4.5; etc.). Deus decretou que jamais existirá uma cidade igual a Jerusalém! Ela é mencionada 811 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Corão, revelando a mentira de que Jerusalém sempre foi sagrada para os muçulmanos. Somente após o renascimento de Israel como nação, essa falsa alegação foi inventada para justificar os ataques islâmicos contra Israel como uma "potência ocupadora". Os EUA, a ONU, a União Européia (UE) e outros países aceitam essa mentira como base para uma "paz" que pretendem impingir a Israel com os vizinhos muçulmanos, os quais estão determinados a destruir o Estado judeu. Dave Hunt
*** Vem ai o "ARMAGEDOM" - o Irã está há 2 anos para ter a "bomba atômica". O Bin Laden está com 10 mil homens bombas preparados.
Efe 5:14 - Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
Maranata.
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