Mundo
11/01/2009 - 19h32

Obama diz que promessas demorarão mais que o previsto para serem cumpridas

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da Efe, em Washington

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu que suas promessas eleitorais, entre elas o fechamento da prisão de Guantánamo, tomarão mais tempo do que previu e que sua prioridade agora é a aprovação de um plano de reativação econômica.

Ele afirmou isto em uma longa entrevista transmitida pela rede de TV ABC, nove dias antes de sua posse como presidente dos EUA.

Após sua posse, no dia 20 de janeiro, Obama assumirá o governo em um momento no qual os EUA enfrentam dois conflitos abertos, uma nova escalada de violência no Oriente Médio, um déficit de mais de um US$ 1 trilhão e uma crise econômica que, em suas palavras, é muito "grave".

"Estou concentrado em uma tarefa muito pesada, que é garantir que iniciamos um pacote de investimento e recuperação" da economia, declarou Obama na entrevista pré-gravada no sábado.

"Aqui quero ser realista: não poderemos fazer tudo o que falamos durante a campanha com o ritmo que tínhamos esperado", admitiu o próximo líder americano.

Neste sentido, Obama disse que seu governo poderá corrigir o desenvolvimento da economia americana, que perdeu 2,6 milhões de empregos em 2008, "mas demorará algum tempo, não acontecerá da noite para o dia".

Reformas

Trata-se, continuou, da pior recessão desde a Grande Depressão da década de 1930.

Diante da magnitude da crise econômica, afirmou que ele e sua equipe promovem um plano de estímulo pensado para a criação ou preservação de três milhões de empregos, e um reinvestimento para "alguns dos problemas estruturais" da economia.

Além disso, Obama destacou a urgência de iniciar uma reforma de saúde, mais investimentos na infraestrutura nacional e na tecnologia da informação, a reforma educacional e a reforma de programas sociais como a Seguridade Social e um programa de assistência médica para idosos e aposentados.

Obama apoiou a ideia da presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, de que o Congresso tenha que aprovar o plano de estímulo o mais tardar no feriado do "Dia dos Presidentes", em 16 de fevereiro.

"Quanto mais cedo iniciarmos um pacote de recuperação e de reinvestimento, mais cedo podemos corrigir a economia", declarou.

"Não podemos esperar três, quatro, cinco, seis ou mais meses em um momento no qual estamos perdendo meio milhão de empregos por mês", declarou Obama, que afirmou que, segundo cálculos atuais, a economia poderia perder outros quatro milhões de empregos em 2009.

"Sacrifícios"

O próximo presidente dos EUA afirmou que, diante da quantidade e magnitude de desafios que o país enfrenta, sobretudo no plano econômico, "todos terão que fazer sacrifícios".

Obama não quis fazer comentários sobre assuntos de política externa, em especial a ofensiva israelense em Gaza.

"O que estou fazendo agora é juntar uma equipe para que no dia 20 de janeiro, começando desde o primeiro dia, tenhamos as melhores pessoas possíveis se envolvendo totalmente em todo o processo de paz do Oriente Médio" e com todos os seus atores políticos, declarou Obama.

Por outro lado, disse que o Irã será um de seus "maiores desafios", pois não só está "exportando terrorismo" através do Hamas e do Hizbollah, mas também está em busca de uma arma nuclear que poderia "criar uma corrida nuclear armamentista no Oriente Médio".

Ele reiterou a postura que adotou durante a disputa de que, no que se refere à política externa, os EUA devem enfatizar o "respeito" e a vontade para dialogar, inclusive com adversários.

Perguntado sobre se ordenará o fechamento da prisão de Guantánamo (Cuba) nos primeiros cem dias de seu governo, Obama afirmou que cumprir este prazo "é mais difícil" do que as pessoas acreditam.

Obama expressou confiança de que fechará Guantánamo, apesar de reconhecer que o enorme desafio sobre o que fazer com os estrangeiros detidos ali é equilibrar a necessidade de atuar de acordo com a lei sem colocar em liberdade pessoas que depois cometam atos terroristas contra os EUA.

"Não quero ser ambíguo com isto. Fecharemos Guantánamo e nos asseguraremos de que iniciamos procedimentos com acato à Constituição", concluiu Obama.

Comentários dos leitores
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. sem opinião
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Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
Valentin Makovski (304) 24/11/2009 17h15
So existe 2 cominhos aos EUA no afeganistão & iraque. Ou enviam mais do dobro de tropas e realmente ocupam os 2 países, e acabam de uma vez com a instabilidade, ou retiram todas suas tropas e deixam a deus dará.
Esta ocupação foi um ato irresponsável da Familia Busch, Pai & Filho, que somente sabem fazer guerra e alimentar o sentimento anti americano no mundo.
Obama, faça um favor a todos nós, tira a carapuça e adimita que mais uma vez vcs perderam a Guerra, e jogaram mais de U$ 1,300 Trilhão na lata do lixo.
3 opiniões
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eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
eduardo de souza (484) 24/11/2009 16h24
Obama... Obama, tá ficando dificel manter as aprarências. Você é "soldadinho de chumbo" dos donos dos Eua.
Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
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