Mundo
12/01/2009 - 05h45

Israel avança sobre áreas urbanas de Gaza; mortos chegam a 890

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da Folha Online

O Exército de Israel avançou na madrugada de segunda-feira contra a Cidade de Gaza, a área mais populosa da faixa de Gaza, e manteve os bombardeios no território palestino em um combate que já dura 17 dias e deixou mais de 890 palestinos e treze israelenses mortos.

A região atacada está na periferia sul da Cidade de Gaza e é a primeira vez, desde a ofensiva iniciada em 27 de dezembro, que os tanques israelenses tomam posição em bairros como Tal al Hawa e Jeque Ayilin, segundo a France Presse.

Mohammed Saber/Efe
Exército de Israel envia unidades de reservistas a Gaza, dá início à terceira fase da ofensiva e encontra forte resistência do Hamas
Exército de Israel envia unidades de reservistas a Gaza, dá início à terceira fase da ofensiva e encontra forte resistência do Hamas

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Todo o território --que enfrenta um bloqueio há 18 meses-- sofre com a escassez de alimentos, medicamentos, combustíveis e água, mesmo depois que a ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou a retomada de envio de ajuda humanitária à região, na semana passada.

Nesta segunda, o Egito abriu sua fronteira em Rafah, no sul da faixa de Gaza, para permitir a entrada de médicos árabes e ajuda humanitária pela primeira vez desde que começou a ofensiva, segundo fontes do Hamas citadas pela agência Efe.

"Quatorze médicos, oito caminhões com remédios e outros oito com ajuda humanitária entraram hoje em Gaza" através do posto fronteiriço de Rafah, disse em comunicado Adel Zorob, porta-voz do Hamas. "É a primeira vez que o Egito permite a entrada de ajuda humanitária e médica", diz a nota, que detalha que, além dos caminhões, também se permitiu a passagem de três ambulâncias doadas pela Líbia.

Cessar-fogo

A entrada de ajuda pelo Egito sucede as negociações entre autoridades egípcias e uma delegação do grupo islâmico Hamas por um cessar-fogo em Gaza. Segundo um membro do governo do Cairo, a delegação do Hamas concordou com a necessidade de encerrar o conflito o mais rápido possível.

Arte Folha Online

Para o Egito, que propôs uma medida de trégua à ONU na quarta-feira (7), a declaração do Hamas é um progresso. Tanto o Hamas quanto Israel rechaçaram também uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que demanda o cessar-fogo imediato na faixa de Gaza.

Mesmo assim, o líder do Hamas Ismail Radwa afirmou ontem que seu grupo não irá considerar um cessar-fogo antes de Israel suspender seus ataques e se retirar de Gaza. Ele também demandou a abertura de todas as passagens de fronteira, enfatizando a passagem de Rafah.

Israel teme que a abertura também fortaleceria o controle do Hamas sobre Gaza. Israel tem bombardeado túneis na região, por onde entra todo tipo de produto contrabandeado, inclusive armas.

Dia sangrento

Neste domingo (11) --considerado o dia mais sangrento do conflito--, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, pediu paciência e afirmou que o país progrediu na direção dos objetivos esperados com a ofensiva.

Tsafrir Abayov/AP
Médicos israelenses se reúnem em local atingido por um foguete palestino em Sderot; Exército de Israel envia reservistas a Gaza
Médicos israelenses se reúnem em local atingido por um foguete palestino em Sderot; Exército de Israel envia reservistas a Gaza

Segundo o chefe do serviço de emergências em Gaza, Muawiya Hassanein, 38 pessoas morreram e pelo menos 80 ficaram feridas ontem nos ataques israelenses. Hassanein afirmou que se trata de um dos dias "mais sangrentos" em 16 dias de ofensiva israelense.

"Israel está próximo dos objetivos aos quais se propôs", afirmou Olmert. "No entanto, mais paciência, determinação e esforço são necessários no sentido de alcançar essas metas de forma que mudaremos a realidade da segurança no sul."

O objetivo é eliminar a capacidade do Hamas de lançar foguetes contra o seu território. O grupo islâmico continua lançando foguetes contra Israel, mas em menor intensidade, de acordo com o Exército.

A medida é complexa e requer a cooperação do Egito e da comunidade internacional para acabar com as rotas de contrabando de armas a Gaza através do Egito.

Comentários dos leitores
alexandre bakunin (113) 25/11/2009 12h07
alexandre bakunin (113) 25/11/2009 12h07
Santos Júnior (303) 24/11/2009 23h25
Caro Santos Júnior,
Primeiro gostar dizer que aprecio muito suas pautas.
Quando a Wikipédia, em que pese as imperfeições, sou fã dela.
Cite umazinha só fonte de informação que seja despolarizada. Nem digo "imparcial" por que é um conceito relativo, assim como é o conceito de "honestinade". Ninguém pode ser absolutamente honesto com relação a alguém ao algum Estado.
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" Parabéns à diplomacia brasileira, sempre em sintonia com a vontade da maioria..."
Que maioria ?!
Acorda ! Lula só está querendo parecer bem na foto, mas nem sabe aonde está se metendo.
Vaidade pessoal, só isso, nada mais !
193 empresários iranianos na comitiva de seu presidente, por ventura houve tempo para assinar algum acordo comercial ?!
Duvido !
Os políticos de brasília se deixaram influenciar por interesses nas próximas eleições, mas gostei do Exmo. Gov. de S.Paulo José Serra pela sua posição sensata publicada na Folha.
Já tem meu voto !
O que vem do berço, ninguém tira, parabens Exmo.Gov. José Serra !
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Uma pequena correção ao nosso colega Santos Junior:
Os Iranianos não árabes, apenas fazem parte da OPEP e aliás alguns países árabes nem gostam deles por serem xiitas.
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