Mundo
12/01/2009 - 08h45

Amorim pede a Livni ajuda para tirar brasileiros de Gaza

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MARCELO NINIO
enviado especial da Folha de S. Paulo, em Jerusalém

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu ajuda ao governo israelense para que cidadãos brasileiros que estão na faixa de Gaza possam deixar o território. Em encontro com a chanceler de Israel, Tzipi Livni, Amorim disse que expressou as discordâncias do Brasil em relação à ofensiva, que nesta segunda-feira completa 17 dias.

A breve conversa entre Amorim e Livni ocorreu na Chancelaria israelense, em Jerusalém, pouco após a chegada do ministro brasileiro de Damasco, onde esteve com o presidente da Síria, Bashar Assad. O Itamaraty diz que o objetivo da viagem é "apoiar os esforços para um cessar-fogo imediato, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz duradoura na região".

Depois do encontro com Livni, Amorim limitou-se a fazer um rápido pronunciamento. "Evidentemente que há diferenças de avaliação da situação, com relação a como o lado humanitário e o político se contrabalançam", disse.

No início da ofensiva, o Itamaraty divulgou um comunicado "deplorando" a reação "desproporcional" de Israel. O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, chegou a chamar os ataques de Israel a Gaza de "terrorismo de Estado".

Membros da comunidade brasileira farão um ato hoje em frente à embaixada, em Tel Aviv, em protesto contra o PT, que comparou a operação em Gaza a "práticas nazistas".

Amorim disse ontem que o Brasil condena o terrorismo, mas ressaltou que "ninguém pode ficar indiferente à morte de tantos civis". Ele disse que mencionou na conversa com Livni a situação de "dois ou três brasileiros" que estão em Gaza e manifestaram desejo de sair, e que a ministra prometeu ajuda.

Em meio à crise em Gaza e num dia em que Israel recebia pesos-pesados da diplomacia mundial, como o secretário-geral da Otan (aliança militar do Ocidente), Jaap de Hoop Scheffer, e o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, a visita do brasileiro passou quase despercebida na imprensa local.

Após a conversa com Livni, Amorim disse que ela reconheceu "o valor do Brasil como interlocutor". Um diplomata israelense envolvido na preparação do encontro, porém, disse à Folha que o pedido do Itamaraty foi recebido com surpresa e ceticismo sobre a relevância do Brasil na mediação da crise.

Hoje, Amorim irá a Ramallah, onde se reunirá com dois membros da Autoridade Nacional Palestina, o premiê, Salam Fayad, e o chanceler, Riad Malki. Depois seguirá para a Jordânia, de onde sairá um carregamento de ajuda humanitária do Brasil à população de Gaza.

Comentários dos leitores
mauro halpern (77) 08/11/2009 18h52
mauro halpern (77) 08/11/2009 18h52
SR SOKAL? DE QUANTO FORAM AS indenizaçôes A QUE O SNHOR SE REFERE? VOCE TEM ALGUMA FONTE QUE AS CITE? METADE DA MINHA FAMILIA FOI QUEIMADA VIVA, QUERO A MINHA PARTE
VC PODE ME AJUDAR?
sem opinião
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Marcello Sokal (82) 08/11/2009 10h13
Marcello Sokal (82) 08/11/2009 10h13
Vejam bem o grau de fanatismo que orienta certos individuos quando não conseguem respostas a FATOS - F A T O S - concretos.Invocar religião,fato bíblico para justificar todo tipo de atrocidade.Parece piada,mas tem gente que tem essa cara-de-pau. Falam muito em ser coitadinhos,perseguidos,mas o "estado" de Israel foi construído grande parte com recursos de infindavéis indenizações a que os judeus teriam direito (quase sempre na casa dos milhões de dólares),pelo que sei isso não condiz com o esteriotipo de eternas vítimas. Para quem os conhece bem sabe que dominam os mercados mundiais de finanças (agiotagem legalizada), de mídia (principalmente nos U.S.A,em que dominam praticamente a totalidade do mercado de midia de massa - usando Hollywood como elemento de pressão política,para manipular os que desconhecem os reais fatos e para levar adiante seus planos de dominação e manipulação. Repare que sempre são vítimas coitadinhas nos filmes,isso é essencial para apoiar seus planos.São os verdadeiros lobos em pele de cordeiro). Para os que não conhecem em verdade basta ver a opinião que tem de outros povos - somente eles são o povo escolhido (ridículo,mas é como eles se vêem) e outros são meros coadjuvantes.Veja sua política racista com os não-judeus. Acordem senhores,aprendam a enxergar a verdade dos fatos atrás de toda manipulação, que só visa confundir para permitir continuados crimes sem qualquer tipo de punição. 6 opiniões
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Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
ALGUÉM DUVIDA? fonte: www.chamada.com.br
Duas vezes na Bíblia Jerusalém é chamada "cidade do nosso Deus" (Salmo 48.1,8); duas vezes, "cidade de Deus" (Salmo 46.4 e Salmo 87.3); oito vezes, "santa cidade" ou "cidade santa" (Neemias 11.1; Isaías 48.2; Isaías 52.1; Mateus 4.5; etc.). Deus decretou que jamais existirá uma cidade igual a Jerusalém! Ela é mencionada 811 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Corão, revelando a mentira de que Jerusalém sempre foi sagrada para os muçulmanos. Somente após o renascimento de Israel como nação, essa falsa alegação foi inventada para justificar os ataques islâmicos contra Israel como uma "potência ocupadora". Os EUA, a ONU, a União Européia (UE) e outros países aceitam essa mentira como base para uma "paz" que pretendem impingir a Israel com os vizinhos muçulmanos, os quais estão determinados a destruir o Estado judeu. Dave Hunt
*** Vem ai o "ARMAGEDOM" - o Irã está há 2 anos para ter a "bomba atômica". O Bin Laden está com 10 mil homens bombas preparados.
Efe 5:14 - Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
Maranata.
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