Mundo
12/01/2009 - 10h29

Obama diz que Irã será grande desafio e estuda abrir diálogo

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colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu neste domingo (11) agir rápido na questão envolvendo o programa nuclear do Irã, estimando que o problema constitui um dos principais desafios de sua administração. "Acredito que o Irã será um de nossos maiores desafios", disse Obama à rede de televisão ABC News, destacando que um regime iraniano com armas atômicas "poderia desencadear uma corrida nuclear no Oriente Médio".

Reuters
O presidente-eleito dos EUA, Barack Obama (dir.), que pretende melhorar o diálogo com Ahmadinejad (esq.), presidente do Irã
O presidente-eleito dos EUA, Barack Obama (dir.), que pretende melhorar o diálogo com Ahmadinejad (esq.), presidente do Irã

É preciso dar "uma nova ênfase a este assunto [...] e à disposição ao diálogo", disse Obama em referência ao governo de George W. Bush, que sempre rejeitou a conversação com Teerã. Os dois países não mantém relações diplomáticas desde 1979, quando estudantes iranianos tomaram o controle da embaixada americana por 444 dias.

O ministro das Relações Exteriores do Irã está observando se os comentários de Obama levarão a uma mudança na política americana em relação ao Teerã, afirmou seu porta-voz nesta segunda-feira. "Se houver uma mudança real, o Irã tomará as ações apropriadas", ele acrescentou durante um pronunciamento.

Barack Obama revelou que pretende cobrar o Irã por sua atitude de "exportar o terrorismo" por meio do movimento islâmico palestino Hamas e do grupo radical xiita libanês Hizbollah.

Pedido secreto

As declarações do presidente eleito ocorrem um dia após o site do jornal americano "The New York Times" revelar que Bush recusou, no ano passado, um pedido secreto de Israel para realizar ataques aéreos contra a principal usina nuclear iraniana.

O pedido foi feito pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que queria bombas antibunker americanas, assim como permissão para voar sobre o Iraque, para atacar o complexo de enriquecimento de urânio em Natanz.

Segundo o jornal, altos funcionários do governo de Bush, liderados pelo secretario de Defesa, Robert Gates, convenceram o presidente de que qualquer ataque contra o Irã não seria efetivo, e levaria à expulsão dos inspetores internacionais e a uma maior reserva dos iranianos sobre seu programa nuclear.

Citando altos funcionários americanos e estrangeiros, mas sem dar nomes, o jornal revela ainda que Bush autorizou uma operação encoberta para sabotar o programa nuclear iraniano, que para os EUA tem como finalidade o desenvolvimento de armas atômicas.

Com Associated Press e France Presse

Comentários dos leitores
Chris Maria (261) 11/12/2009 08h38
Chris Maria (261) 11/12/2009 08h38
Sr.marcio B. (63) 10/12/2009 23h51, bom dia.
Em primeiro lugar gostaria de lembrá-lo que este é um espaço destinado a livre expressão do pensamento desde que não se venha a faltar com o respeito a outrem.
O Sr. me perguntou "me diga qual é a inconsistência do meu comentário"?
► O Sr. disse "nos EUA as mulheres são livres desde a formação do país"
Não sei qual a exata noção que o Sr. tem sobre a liberdade da mulher nos EUA e recomendo que faça uma pesquisa. Lá, os custos da violência contra a mulher variam entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano.
►O Sr. disse "eu recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica". Não é com uma rápida pesquisa com menos de uma hora que se conhece com profundidade a formação de qualquer sociedade. Muito menos sobre o papel da mulher no mundo. Nós, mulheres do oriente ou do ocidente, sabemos perfeitamente bem sobre as questões que nos cercam.
Para finalizar, concordo com o Sr. quando diz "Antes de discorrer sobre o simples apoio ou não apoio em qualquer assunto, as pessoas devem entender com um mínimo de profundidade o assunto, antes meramente repetir mecanicamente o que outras pessoas falam". Tenha um bom dia.
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marcio B. (63) 11/12/2009 01h36
marcio B. (63) 11/12/2009 01h36
Joel Saraiva , me parece que o premio nobel da paz subiu à cabeça do Obama, e este Obama esta demonstrando que ele é notadamente um covarde.
Do meu ponto de vista, a mera possibilidade de , como o Sr. mesmo disse, os EUA apertarem um botão e acabarem com seus inimigos era uma eficiente intimidação aos olhos dos inimigos dos EUA. Com a subida de governantes fracos e volúveis como BUSH e muito mais agora com o OBAMA premio nobel, ficou evidente para todos que os EUA não terão coragem de apertar o tal botão. Se o OBAMA tivesse a coragem e a astúcia de um Estadista, ele nunca deveria ter aceitado esse nobel, ou melhor deveria tem feito como Sartre que ao recusar o premio nobel, escreveu:" (...) Um escritor que assume posições políticas, sociais ou literárias
somente deve agir com meios que lhes são próprios, isto é, com a palavra escrita. Todas as distinções que possa receber expõem seus leitores a uma pressão que não considero desejável. Não é a mesma
coisa seu assino Jean-Paul Sartre que se assino Jean-Paul Sartre, Prêmio Nobel."
Os Generais do mundo perceberam a fraqueza dos governantes dos EUA.
SUN TZU , em A ARTE DA GUERRA, em 450 A.C. escreveu: " (...)Se o comandante quer atrair o inimigo, ele ilude, apresentando algo lucrativo para o inimigo, e o inimigo por certo acreditará. Assim, o comandante oferece ao inimigo pequenas vantagens, mas o espera armado e com toda a sua força.
sem opinião
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eduardo de souza (527) 11/12/2009 00h04
eduardo de souza (527) 11/12/2009 00h04
Joel Saraiva, arrebentou no seu comentário... Excelente. sem opinião
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