Mundo
12/01/2009 - 10h03

Em reunião com premiê palestino, Amorim pede trégua urgente em Gaza

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da Folha Online

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu nesta segunda-feira um cessar-fogo urgente na faixa de Gaza e expressou a solidariedade do Brasil com o povo palestino, durante uma reunião com o premiê palestino, Salam Fayyad, em Ramallah, Cisjordânia.

"A tarefa mais urgente neste momentos é obter um cessar-fogo", afirmou Amorim, no 17º dia consecutivo da grande ofensiva militar israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza, que já deixou mais de 890 palestinos mortos.

O ministro defendeu ainda a aplicação da resolução aprovada na quinta-feira passada (8) pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) que pede o cessar-fogo imediato e a abertura das passagens de fronteira para enviar ajuda humanitária aos cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem no território.

Maya Hitij/AP
Celso Amorim (esq.) se encontra com o premiê palestino, Salam Fayyad, para discutir cessar-fogo imediato na faixa de Gaza
Celso Amorim (esq.) se encontra com o premiê palestino, Salam Fayyad, para discutir cessar-fogo imediato na faixa de Gaza

Amorim está no Oriente Médio para contribuir na mediação internacional no conflito que, até o momento, falhou em alcançar um acordo entre Israel e Hamas. O governo israelense adiou nesta segunda-feira a visita ao Cairo, Egito, para discutir o cessar-fogo e argumentam que o Hamas está enfraquecido e o objetivo da ofensiva --encerrar os ataques de foguetes do grupo contra Israel-- está próximo de ser alcançado.

"O Brasil quer manifestar seu sentimento de solidariedade com os palestinos, porque são os que mais estão sofrendo nesta guerra, e estimular os esforços internacionais para alcançar a paz", afirmou.

O chanceler, que mais cedo havia se reunido com o colega palestino, Raid Malik, insistiu na iniciativa do Brasil de organizar uma conferência multilateral para abordar o conflito israelense-palestino em seu conjunto, ao fim da guerra na faixa de Gaza.

"O Brasil é favorável à continuidade do processo de Annapolis", disse, em referência à reunião na cidade americana em novembro de 2007, que marcou a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos, com a meta de criar um Estado palestino.

No entanto, Amorim também defendeu uma "conferência de alto perfil político" que dê um novo estímulo ao processo de paz.

Israel

O chanceler iniciou a viagem neste domingo (11) em Damasco, onde se reuniu com o presidente sírio Bashar al Assad e seu colega Walid Muallem. No mesmo dia se encontrou em Jerusalém com a chanceler israelense, Tzipi Livni.

A breve conversa entre Amorim e Livni ocorreu na chancelaria israelense, em Jerusalém, pouco após a chegada do ministro brasileiro de Damasco, onde esteve com o presidente da Síria, Bashar Assad. O Itamaraty diz que o objetivo da viagem é "apoiar os esforços para um cessar-fogo imediato, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz duradoura na região".

Depois do encontro com Livni, Amorim limitou-se a fazer um rápido pronunciamento. "Evidentemente que há diferenças de avaliação da situação, com relação a como o lado humanitário e o político se contrabalançam", disse. Nesta terça-feira (13), ele viajará para a Jordânia para um encontro com o rei Abdullah 2º e participar na cerimônia de entrega de 14 toneladas de ajuda humanitária que o Brasil doará aos palestinos da faixa de Gaza.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
ALGUÉM DUVIDA? fonte: www.chamada.com.br
Duas vezes na Bíblia Jerusalém é chamada "cidade do nosso Deus" (Salmo 48.1,8); duas vezes, "cidade de Deus" (Salmo 46.4 e Salmo 87.3); oito vezes, "santa cidade" ou "cidade santa" (Neemias 11.1; Isaías 48.2; Isaías 52.1; Mateus 4.5; etc.). Deus decretou que jamais existirá uma cidade igual a Jerusalém! Ela é mencionada 811 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Corão, revelando a mentira de que Jerusalém sempre foi sagrada para os muçulmanos. Somente após o renascimento de Israel como nação, essa falsa alegação foi inventada para justificar os ataques islâmicos contra Israel como uma "potência ocupadora". Os EUA, a ONU, a União Européia (UE) e outros países aceitam essa mentira como base para uma "paz" que pretendem impingir a Israel com os vizinhos muçulmanos, os quais estão determinados a destruir o Estado judeu. Dave Hunt
*** Vem ai o "ARMAGEDOM" - o Irã está há 2 anos para ter a "bomba atômica". O Bin Laden está com 10 mil homens bombas preparados.
Efe 5:14 - Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
Maranata.
5 opiniões
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Liliane Garcia (3) 07/11/2009 23h53
Liliane Garcia (3) 07/11/2009 23h53
Percebendo o quanto os palestinos eram impotentes diante do poderio de Israel, Yasser Arafat partiu para a diplomacia obtendo uma grande repercussão internacional, porém os "esforços de paz"jamais saíram da mesa de negociação. Por esse motivo não me espanta a atitude do até então, Presidente? de que? há tá, um território Palestino que não tem a sua representatividade devidamente reconhecida, tenha desistido. Não se trata de uma questão étnica, judeu ou palestino, não importa, o problema é muito mais complicado do que se pensa, pois trata-se de questões políticas e econômicas, com a questão da religiosidade como pano de fundo para difundir o ódio entre as massas que desde a muito tempo é usado p/ justificar diversas injustiças. sem opinião
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J. R. (1131) 07/11/2009 23h48
J. R. (1131) 07/11/2009 23h48
O tal leão de juda mais parece um leão de circo, e sendo menor que o menor estado brasileiro não tem como se ufanar em dar ordens ao Brasil, mesmo com o terrorismo das bombas atomicas que possui ocultamente ou seus agentes de propaganda e extermínio. sem opinião
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