Mundo
12/01/2009 - 11h06

Grupo islâmico libanês reivindica lançamento de foguetes do Líbano contra Israel

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da Folha Online

O grupo Resistência Árabe Islâmica reivindicou nesta segunda-feira o lançamento de foguetes a partir do Líbano contra território israelense na quinta-feira passada (8), segundo o jornal libanês "Daily Star".

Os três foguetes foram lançados durante a madrugada e caíram na parte ocidental do norte de Israel, criando o temor de uma segunda frente de batalha na grande ofensiva militar de Israel contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza.

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A nova organização, que diz possuir 3.000 militantes e armas sofisticadas para combater Israel, é um braço do Conselho Árabe Islâmico, rival do Hizbollah --primeiro suspeito do lançamento dos foguetes. Segundo o jornal, o grupo é presidido por Mohamad Ali al Hosseini.

Hosseini advertiu em comunicado que seus combatentes "não permanecerão com os braços cruzados" caso Israel continue sua ofensiva militar contra o Hamas na faixa de Gaza e que sua paciência "se esgotou".

Segundo Hosseini, os foguetes lançados na semana passada foram uma "mensagem clara" a Israel para que interrompa sua ofensiva em Gaza. "Os próximos foguetes que dispararemos matarão", advertiu.

Treinamento

O grupo afirma ainda ter feito seus primeiros treinamentos militares e de salvamento para se preparar para uma ofensiva contra as Forças de Defesa israelenses, o que, segundo o comunicado, é apenas o "cumprimento de seu dever de defender a nação".

As forças de segurança libanesas, segundo o jornal, disseram, contudo, que não se sentem ameaçadas pelo comunicado da Resistência Árabe Islâmica e que as recentes ameaças devem estar mais ligadas à proximidade das eleições do que aos confrontos em Gaza.

"A intenção real deles é aumentar o temor sob a luz das eleições de 7 de junho", disse um oficial libanês, citado pelo jornal. "Eles estão tentando estabelecer um reduto entre os sunitas, especialmente nas áreas nas quais eles podem exercer influência, como Tripoli, Sidon e áreas de Beirute".

Ameaça

O Hizbollah negou a autoria dos lançamentos de foguetes, mas alertou, neste fim de semana, que Israel não use o ataque como um pretexto para iniciar um conflito com o Líbano.

Em um manifesto contra Israel, o primeiro-ministro Mohammad Raad afirmou que o grupo está pronto para reagir em caso de um ataque israelense.

"Estamos prontos para todos os cenários, mas não permitiremos que Israel nos provoque e nos leve ao que não queremos ou ao que não decidimos por nós mesmos", disse. "Contudo, se Israel decidir atacar, encarará a maior resistência que imaginou".

Um novo ataque do Líbano contra Israel pode agravar as tensões entre os dois países, mas é difícil que Tel Aviv entre em uma nova guerra após 17 dias da ofensiva militar contra o Hamas, que deixou mais de 890 palestinos mortos.

Logo após o ataque com os foguetes na quinta-feira passada (8), Israel retaliou com uma ofensiva da artilharia no que um porta-voz das Forças de Defesa descreveu como "resposta precisa à fonte do ataque" e pode significar uma reação militar limitada para evitar a escalada dos confrontos e a abertura efetiva de uma nova frente de batalha que exigiria ainda mais investimento das forças israelenses --e poderia causar ainda mais vítimas civis.

O temor israelense era de que os foguetes tivessem sido lançados pelos militantes xiitas do Hizbollah. O grupo, como o Hamas, promove a luta contra Israel e é considerado por Washington uma organização terrorista, multiplicou seus discursos de apoio ao movimento palestino desde o início da ofensiva militar israelense na faixa de Gaza, mas nunca mencionou apoio militar.

Em meados de 2006, Israel travou uma guerra contra o Hizbollah após a captura de dois de seus soldados pela milícia xiita. Este conflito deixou mais de 1.200 mortos no Líbano, na maioria civis, e 160 vítimas israelenses, na maioria soldados.

Comentários dos leitores
samuel kosminsky (67) 14/11/2009 15h23
samuel kosminsky (67) 14/11/2009 15h23
estou absolutamente estarrecido, porque, protesto contra abertura de fabrica no sabado, em israel, e manchete internacional
cade o anarco-capitalista
sem opinião
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samuel kosminsky (67) 14/11/2009 15h18
samuel kosminsky (67) 14/11/2009 15h18
como maioria dos judeus que gostam de bom livro (existem menos evoluidos claro) recomendo leitura de Gente Toxica( autor nao e judeu)
no capitulo 4 todos entenderao perfil daqueles que chamam israel de estado nazista
sem opinião
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samuel kosminsky (67) 14/11/2009 15h10
samuel kosminsky (67) 14/11/2009 15h10
Russia mata 20 terroristas na tchechenia
proporcionalmente, e muito mais desproporcional,
que Israel e Gaza
cade a gritaria geral pelo mundo
apesar de ferrenho defensor dos direitos humanos
vou terminar aceitando, contrariado diga-se de passagem, a opiniao do Sr Renato
sem opinião
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