Juíza adia sentença de empresário venezuelano envolvido no "caso da mala"
da Efe, em Miami
A juíza Joan Lenard concordou nesta segunda-feira em adiar a condenação do empresário venezuelano Franklin Durán, considerado culpado por conspirar e atuar nos Estados Unidos como um agente do governo da Venezuela no chamado "caso da mala", que também atingiu a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.
A juíza adiou a sentença devido às objeções apresentadas pelo advogado de Durán sobre as condições de segurança do empresário venezuelano no cumprimento da pena.
O advogado alegou que o relatório apresentado sobre seu cliente pode ser mal-interpretado, sugerindo que Durán era um espião ou que tinha trabalhado diretamente com o Serviço de Inteligência da Venezuela.
Deste relatório dependem as condições que Franklin Durán terá na prisão onde ficará detido, além do nível de segurança e a forma como será tratado em relação aos outros prisioneiros.
A juíza interrogou os promotores sobre o relatório e, finalmente, decidiu aceitar as objeções do advogado e adiar a condenação.
Em fevereiro, as duas partes devem apresentar diferentes relatórios sobre as objeções do advogado, e farão uma apresentação em conjunto.
Durán, 41, compareceu muito pálido em um uniforme de prisioneiro, e com os tornozelos algemados.
O empresário enfrentava uma sentença máxima de 15 anos de prisão por conspirar e atuar como um agente de um governo estrangeiro, o venezuelano, para ocultar a origem e destino de uma mala com US$ 800 mil confiscada do venezuelano-americano Guido Alejandro Antonini Wilson, na Argentina, em 2007.
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