Mundo
12/01/2009 - 22h10

Secretário-geral da ONU vai ao Oriente Médio pressionar por cessar-fogo

Publicidade

da Folha Online

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou nesta segunda-feira que irá ao Oriente Médio para pressionar Israel e Hamas por um cessar-fogo e para permitir o envio de ajuda humanitária a Gaza.

Expressando frustração e angústia com o rechaço de ambos os lados em aderir a um cessar-fogo exigido pelo Conselho de Segurança da ONU, Ban afirmou que planeja aumentar os esforços diplomáticos para encerrar a ofensiva de Israel sobre a faixa de Gaza e acabar com o lançamento de foguetes do Hamas contra Israel.

"Aos dois lados, eu digo: simplesmente parem, agora", afirmou o secretário-geral em coletiva de imprensa. "Muitas pessoas morreram. Houve muito sofrimento civil", acrescentou. "Muitas pessoas, israelenses e palestinos, vivem temendo por suas vidas diariamente."

Desde que Israel lançou sua ofensiva em 27 de dezembro, Ban disse estar constantemente ao telefone com as principais autoridades do Oriente Médio, Europa e Estados Unidos, em busca do cessar-fogo. Porém, ele afirmou que telefonemas não substituem conversas pessoais com líderes que têm poder de influencia sobre as partes em conflito.

Agenda

O sul-coreano irá visitar o Egito e a Jordânia na quarta-feira, seguindo então a Israel, Cisjordânia, Turquia, Líbano, Síria e Kuait. Seu itinerário não inclui Gaza devido ao atual conflito.

"Meu objetivo é aumentar os esforços diplomáticos conjuntos e garantir que a assistência humanitária de urgência chegue a quem precisa", declarou.

Ban disse que tentará visitar todos os países que "podem fazer uma diferença". Ele afirmou que discutirá a questão com o ditador do Egito, Hosni Mubarak, que tem realizado conversas particulares com os israelenses e com o Hamas. O sul-coreano disse ainda que irá pressionar os líderes de Israel e os presidentes da Turquia e da Síria, que tem influência sobre o Hamas.

"Mais que tudo", disse o secretário-geral, "quero demonstrar minha profunda preocupação e empatia com os inocentes nessas terríveis circunstâncias, em Israel e no território ocupado [Gaza]".

Ele afirmou que mais de 900 palestinos morreram, cerca de 4.000 ficaram feridos "e, em Gaza, a própria fundação da sociedade está sendo destruída --as casas das pessoas, a infraestrutura cívica, instalações de saúde, escolas (...) eles não têm onde se esconder, para onde correr."

Hamas

Segundo o sul-coreano, a ONU mantém relações diplomáticas com a Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderada por Mahmoud Abbas, com quem se reunirá na Cisjordânia, mas a ONU têm apenas contato técnico com representantes do Hamas em Gaza, especialmente em questões humanitárias.

"Insto novamente aos militantes do Hamas --eles devem parar, devem olhar para o futuro do povo palestino", afirmou.

O Conselho de Segurança adotou na quinta-feira (8), por 14 votos a zero --com a abstenção dos EUA--, uma resolução que "enfatiza a urgência de um cessar-fogo imediato, durável e totalmente respeitado, que leve a uma total retirada das forças israelenses de Gaza.

"Em nome da humanidade e da lei internacional, essa resolução deve ser respeitada", afirmou. O secretário-geral volta a Nova York, sede da ONU, no dia 20, quando Barack Obama toma posse da Presidência dos EUA.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Raul Wilson Pequeno Tejo (1) 23/12/2009 00h48
Raul Wilson Pequeno Tejo (1) 23/12/2009 00h48
Sr. Flavio Botelho, vamos pedir a prisão de todos os líderes das grandes potências, pois morre gente toda hora por decisões tomadas pelos mesmos. Onde o sr. vive? Na ilha da fantasia? Se assim fosse, o assassino iraniano teria sido preso quando visitou os USA, o sr. é um anti-semita, seus comentários falam por si próprio. O povo de Israel já escapou do extermínio várias vezes e têm o direito a autodefesa diante de mais de 1bilhão de muçulmanos que anseiam por seu extermínio. Sr. Flavio Botelho, Israel ñ será uma nova Tchecoslováquia. o sr. ñ sabe que a partilha da Palestina foi feita p/ ñ funcionar. Vou lhe dar uma pequena aula de história, pois o sr. me parece um incauto. Após a queda do império Otomano ao final da 1Guerra, a Inglaterra ocupou a Palestina e ali faria um Estado Judeu e outro Árabe. O Estado Àrabe- Palestino seria o que é hoje a atual Jordânia, se assim tivesse sido feito árabes e judeus hoje estariam em paz. Um Estado Palestino nos moldes atuais, significa o fim de Israel. Os árabes, os USA e a Grã-Bretanha sabem disso. Ñ existe uma solução razoável que leve a uma formulação viável de dois Estados senão a expulsão ou dos Judeus ou dos palestinos. Os Judeus ñ têm p/ onde ir, os palestinos têm, são árabes muçulmanos, se adaptariam em qualquer país ao redor de Israel. A solução existe, o problema é que os pobres palestinos estão sendo usados como massa de manobra dos líderes islãmicos com o escopo único e exclusivo: a aniquilação total do Sionismo mundial. sem opinião
avalie fechar
Santos Júnior (352) 16/12/2009 20h25
Santos Júnior (352) 16/12/2009 20h25
Sr Mauro Halpern isso se chama HIPOCRISIA!! sem opinião
avalie fechar
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Flavio Botelho (18) 15/12/2009 20h40
Senhor Moderador, creio que uma filtragem melhor no comentários seria de grande agrado para as pessoas inteligentes da Folha. Comentários sem um pingo de fundamentos deveriam ser jogados na lata de lixo. As pessoas deveriam ler mais livros de História sobre o Conflito Israel-Palestino, Revolução Social Cubana e o pais persa do Irã. Opinião pessoal fora de contexto não agrada ninguem, somente aqueles que acreditam no que querem acreditar, fora da realidade. 4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4035)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca