Mundo
13/01/2009 - 08h50

Desabrigados agravam crise humanitária na faixa de Gaza

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da Folha de S.Paulo

O avanço das tropas israelenses rumo a áreas mais densamente povoadas agrava a situação precária da população civil em Gaza. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou ontem que muitos civis estão na encruzilhada entre residências incapazes de servir de abrigo e a falta de alternativas para se refugiar.

"Não há lugar para civis. Eles têm medo de ficar em casa, de ir às ruas e até de tentar comprar comida", disse Antoine Grand, diretor da entidade em Gaza.

Diferentemente do que acontece em outros palcos de conflitos, os civis de Gaza não têm para onde fugir --o território está bloqueado pelas forças israelenses por terra e mar, e o Egito também mantém sua fronteira fechada. Apesar de as agências humanitárias terem retomado sua atividade anteontem, elas reconhecem que não têm como dar conta da demanda. A população de Gaza é de 1,5 milhão.

Johan Eriksson, porta-voz da agência da ONU para refugiados palestinos, narrou ter ouvido relatos de gente que incinerou os móveis para cozinhar --há escassez de gás. Entidades de defesa humanitária estimam que 1 milhão de pessoas estejam sem eletricidade, 750 mil sem água e 90 mil (a maioria, crianças) desabrigadas.

Mesmo para os mais favorecidos, que conseguiram um abrigo alternativo, a situação é dramática, conforme relatou ontem o "Haaretz", ao narrar como um palestino levou sua família para um apartamento alugado há uma semana por seu cunhado.

"Agora são 15 pessoas num apartamento de dois quartos --sem água, evidentemente. O principal fator é que as explosões soam menos barulhentas", registrou o texto, que contemplou também a sensação de medo da família depois de ser alvo de panfletos lançados por helicópteros com a orientação para saírem de casa.

Longe do palco da ofensiva israelense, questionamentos sobre desrespeito aos direitos humanos voltaram a ser levantados ontem.

Em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou resolução que condena a invasão, afirma que o bloqueio é uma "punição coletiva" a todos os moradores de Gaza e exorta as tropas de Israel a deixarem a região. O voto brasileiro foi um dos 33 favoráveis. Houve um voto contrário (Canadá) e 13 abstenções.

Um dos países que se abstiveram foi o Reino Unido. Entretanto, o chanceler britânico, David Miliband defendeu ontem a "devida investigação" dos supostos crimes de guerra na investida em Gaza.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
ALGUÉM DUVIDA? fonte: www.chamada.com.br
Duas vezes na Bíblia Jerusalém é chamada "cidade do nosso Deus" (Salmo 48.1,8); duas vezes, "cidade de Deus" (Salmo 46.4 e Salmo 87.3); oito vezes, "santa cidade" ou "cidade santa" (Neemias 11.1; Isaías 48.2; Isaías 52.1; Mateus 4.5; etc.). Deus decretou que jamais existirá uma cidade igual a Jerusalém! Ela é mencionada 811 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Corão, revelando a mentira de que Jerusalém sempre foi sagrada para os muçulmanos. Somente após o renascimento de Israel como nação, essa falsa alegação foi inventada para justificar os ataques islâmicos contra Israel como uma "potência ocupadora". Os EUA, a ONU, a União Européia (UE) e outros países aceitam essa mentira como base para uma "paz" que pretendem impingir a Israel com os vizinhos muçulmanos, os quais estão determinados a destruir o Estado judeu. Dave Hunt
*** Vem ai o "ARMAGEDOM" - o Irã está há 2 anos para ter a "bomba atômica". O Bin Laden está com 10 mil homens bombas preparados.
Efe 5:14 - Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
Maranata.
5 opiniões
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Liliane Garcia (3) 07/11/2009 23h53
Liliane Garcia (3) 07/11/2009 23h53
Percebendo o quanto os palestinos eram impotentes diante do poderio de Israel, Yasser Arafat partiu para a diplomacia obtendo uma grande repercussão internacional, porém os "esforços de paz"jamais saíram da mesa de negociação. Por esse motivo não me espanta a atitude do até então, Presidente? de que? há tá, um território Palestino que não tem a sua representatividade devidamente reconhecida, tenha desistido. Não se trata de uma questão étnica, judeu ou palestino, não importa, o problema é muito mais complicado do que se pensa, pois trata-se de questões políticas e econômicas, com a questão da religiosidade como pano de fundo para difundir o ódio entre as massas que desde a muito tempo é usado p/ justificar diversas injustiças. sem opinião
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J. R. (1131) 07/11/2009 23h48
J. R. (1131) 07/11/2009 23h48
O tal leão de juda mais parece um leão de circo, e sendo menor que o menor estado brasileiro não tem como se ufanar em dar ordens ao Brasil, mesmo com o terrorismo das bombas atomicas que possui ocultamente ou seus agentes de propaganda e extermínio. sem opinião
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