Mundo
13/01/2009 - 09h35

Com ofensiva em Gaza, atos antissemitas aumentam na França

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CÍNTIA CARDOSO
colaboração para a Folha de S.Paulo, em Paris

A tensão do conflito entre Israel e o Hamas em Gaza parece ter sido exportada para a França. Em uma semana, vários atos antissemitas foram registrados no país, e, por precaução, sinagogas e outros centros judaicos tiveram a segurança reforçada.

Domingo, dois coquetéis molotov foram lançados contra a sinagoga Ohr Menahem, em Saint-Denis, periferia de Paris. Os explosivos provocaram um pequeno incêndio na lanchonete vizinha.

O presidente Nicolas Sarkozy disse ontem que esse tipo de violência é "inaceitável" e expressou "solidariedade às vitimas diretas e indiretas desses comportamentos indignos do nosso país e do século 21".

Ontem, dezenas de pichações antissemitas apareceram no muro de um centro social perto de uma mesquita. As inscrições traziam palavras como: "É preciso matar os judeus" e frases de apoio à causa palestina. Na madrugada de ontem, em Schiltigheim, na Alsácia, coquetéis Molotov foram lançados contra um templo judaico. Na semana passada, uma sinagoga em Toulouse, sul do país, fora atacada e quatro jovens foram detidos por agressão a uma adolescente judia.

Apesar da escalada, o sociólogo Michel Wieviorka contemporiza os conflitos entre as comunidades judaica e muçulmana na França. Em primeiro lugar, avalia Wieviorka, um movimento antissemita é difuso. Há quem se identifique com o problema dos palestinos, quem se diga defensor do islã e ainda grupos vagamente antissionistas --conjunto heterogêneo com pouca chance de se unir e radicalizar as manifestações.

No campo judeu, destaca o sociólogo, alguns se sentem constrangidos em relação à proporção dos ataques. Mesmo entre aqueles que sustentam que Israel tem direito de se defender, não há consenso em relação à ofensiva de Israel.

De acordo com sondagem publicada ontem pelo jornal "Le Parisien", para 18%, o governo israelense é o principal responsável pelo conflito, para 23% é o Hamas e, para 28%, os dois lados são culpados.

Apelos a paz

Em comunicado, Dalil Boubakeur, do Instituto Árabe da Grande Mesquita de Paris, pede que a "comunidade muçulmana mantenha a calma diante da grande comoção gerada pela situação em Gaza" e evite "todos os tipos de provocação". Ele condenou "o ato de violência cometido contra a sinagoga da cidade de Saint-Denis".

O prefeito de Saint-Denis, Didier Paillard, organizou um ato pacifista diante da sinagoga atacada. Na quinta, Paillard havia coordenado uma manifestação a favor dos palestinos. Algumas associações judaicas o acusaram de ter inflamado os ânimos da cidade, onde parte da população é de origem muçulmana e magrebina.

Em Israel, a chanceler Tzipi Livni afirmou que seu governo tem pedido aos líderes mundiais que condenem qualquer forma de violência contra judeus. "Recebemos com grande preocupação relatos de agressões física, moral, verbal e outras manifestações de antissemitismo pelo mundo."

Comentários dos leitores
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Vamos ver o que vai acontecer agora, mais uma vez fazem propostas para ganhar tempo,sabendo que não as poderão - e nem tem intenção - de cumprir. Esse congelamento não passa de outra farsa,para tentar enganar os incautos e mostar que são "bonzinhos", como se não fossem eles que tomam terras de outras pessoas na base dos tratores,tanques de 60 toneladas e soldados fortemente armados - normalmente no meio da noite,pois assim fica mais fácil de expulsar as pessoas e tornar seus atos menos visiveis - assim como agem os criminosos comuns,sorrateiros,no meio da madrugada....lamentável,mas instrutivo para que as pessoas saibam dos reais fatos... sem opinião
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samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
gostaria de corrigir opiniao anterior, dizendo que, nao sao 2 naçoes e sim 3 (Ira, Coreia, Cuba) onde, quem pensa diferente e anti social, sendo encaminhado a hospital psiquiatrico
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
sem opinião
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mauro guanandi (50) 28/11/2009 10h40
mauro guanandi (50) 28/11/2009 10h40
Senhor Eduardo, porque colocas tantos "rs" após cada colocação ?
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
2 opiniões
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