Mundo
13/01/2009 - 13h00

"EUA não podem resolver todos os problemas do mundo", diz Hillary Clinton

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da Folha Online

Atualizado às 14h03.

A senadora Hillary Clinton, escolhida pelo presidente eleito Barack Obama para secretária de Estado, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não podem resolver todos os problemas do mundo sozinhos e afirmou que vai tentar melhorar a imagem americana no cenário internacional com uma mistura inteligente do poder da diplomacia e da defesa.

"Os EUA não podem resolver sozinhos os problemas mais urgentes do mundo e o mundo não pode resolvê-los sem os EUA", disse Hillary, acrescentando que quer reforçar as alianças dos EUA com outras nações.

Susan Walsh/AP
Hillary Clinton cumprimenta senadores do Comitê de Relações Exteriores, que deve aprová-la em audiência para secretária de Estado
Hillary Clinton cumprimenta senadores do Comitê de Relações Exteriores, que deve aprová-la para secretária de Estado

Em sabatina no Senado para confirmar sua nomeação ao principal cargo da diplomacia americana, a ex-rival de Obama afirmou que os EUA --e o mundo-- enfrentam grandes ameaças.

"A ameaça da mudança climática, das doenças pandêmicas, do risco nuclear, dos ataques em Gaza, da cólera no Zimbábue, os piratas que se moldaram aos tempos modernos na África", listou Hillary, que repetiu diversas vezes durante o discurso inicial a importância de os EUA ajudarem no desenvolvimento mundial. "O nosso poder e o nosso status nos deram uma grande responsabilidade humanitária".

Hillary começou a se preparar para a audiência há vários dias, estudando as respostas que dará a perguntas que podem minar sua confirmação no cargo, como as sobre os negócios de seu marido, Bill Clinton, no Oriente Médio que pode parecer um conflito ético.

Contudo, os democratas estão tão confiantes que Hillary será confirmada ao cargo que só programaram um dia de audiência.

No discurso inicial, Hillary destacou ainda que a nova administração fará "todos os esforços" para alcançar a paz entre israelenses e palestinos e afirmou que o conflito amplia as tensões em todo Oriente Médio.

No 18º dia consecutivo da grande ofensiva militar israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza, ao menos 900 palestinos foram mortos. Obama preferiu ficar longe das negociações de um cessar-fogo e disse que os EUA tem apenas um presidente por vez.

Renovação

Hillary disse também que vai renovar a potência dos EUA através de uma diplomacia que fortaleça a segurança, faça progredir os interesses americanos e reflita os valores do país.

"Nós precisamos usar o que tem sido chamado de "poder inteligente", [usar] todas as ferramentas disponíveis. Com "poder inteligente", a diplomacia estará na vanguarda da política externa", disse Hillary, se referindo ao termo utilizado pelos americanos para indicar a desmilitarização da política externa dos EUA, uma das principais expectativas de mudança com a saída do presidente George W. Bush e a chegada de Obama.

A ex-primeira-dama afirmou também que as ameaças do século 21 "não podem ser contidas por fronteiras ou grandes distâncias" --um argumento muito utilizado por Obama-- e que a lição dos últimos 20 anos pe de que o mundo deve agir junto contra os problemas e para tal os EUa precisam ter mais amigos e menos inimigos.

"Nós [Hillary e Obama] acreditamos que a política externa deve se basear em fatos e evidências e não em emoções", disse Hillary, em uma crítica indireta à política externa militarista de Bush.

"Política externa precisa se basear no casamento de princípios e pragmatismo, não ideologia rígida", disse Hillary.

Assim, a ex-primeira-dama prometeu aos senadores levar um pensamento mais progressista e uma "diplomacia sustentável" ao Departamento, "pressionando onde necessário, mas fazendo parcerias com ONGs, setor privado e comunidade internacional, usando tecnologia moderna e valorizando os negociadores que podem nos ajudar".

"Diplomacia é trabalho duro, mas quando se trabalha duro podemos alcançar resultados", disse Hillary, que defendeu a ampliação dos recursos federais destinados ao Departamento de Estado e a Agência Americana de Desenvolvimento Internacional.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h56
Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h56
PARTE 2
Resposta ao Sr. Oliver Oak, vulgo "Hugo Chavez".
Portanto, para ficar bem claro, como eu estava dizendo, a palavra hebraica "goy" não possui sentido pejorativo. É como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro". Isso não é discriminação.
Já para a maçonaria, por exemplo, quem não é maçon, é chamado de profano. Esta sim, é uma palavra de sentido pejorativo. Mas, nem por isso, os maçons desenvolveram ódio aos profanos. Ao contrário. Todos eles foram profanos, antes de se tornarem maçons.
Nos próximos posts comentarei sobre os judeus se "esconderem" atrás de religião e sobre os autores NOAM CHOMSKI e NORMAN FILKENSTEIN, suspeitos de portarem o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva. Também falarei do inexpressivo grupo ultra-radical NETUREI KARTA, um pequeno bando de doidos varridos que apóiam as atrocidades de Adolph Hitler. Esses judeus ultra-ortodoxos, que em mais de 100 anos de existência não passam de 5 mil membros, são contra a criação do Estado de Israel pelos homens. Eles querem que os judeus aguardem a vinda do Messias, para que este, em nome de Deus, crie o Estado de Israel. Mas, esse bando mora em Jerusalém. Por aí, caros leitores, vocês podem ver que o Sr. "Hugo Chavez" tem um universo bem limitado de leitura. Ele precisa ampliar seus horizontes, senão fica refém dos autores que ele citou.
Ao Sr. Alan Williamson, envio meus parabéns.
Até logo, Sr. Oliver.
sem opinião
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Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h33
Gedeão Barros (75) 22/11/2009 22h33
Achei você, Oliver Oak, vulgo "HUGO CHAVEZ". Que feiúra, Sr. Oliver, este fórum é sobre OBAMA e o Sr. descamba o assunto para demonstrar o seu ódio contra os judeus? Em todos os assuntos, o Sr. dá um jeito de enfiar Israel no meio? Virou obsessão, idéia fixa, doentia. Os seus comentários são realmente muito claros e definidos: demonstram que o Sr. é anti-semita e age tal e qual os neo-nazistas, embora ache esses termos "velhas balelas". Ora, quem é radicalmente contra SIONISMO é anti-semita. Alguma dúvida?
A palavra hebraica "goy" (plural goyim) em momento algum é utilizada em sentido pejorativo, como constou erradamente na wikipédia. Goy significa povo. Com o passar dos tempos, dentro do exílio, os judeus fizeram uso da palavra para identificar um não-judeu. Porém pelo mesmo sentido da palavra, todo judeu fora da Terra de Israel é goy também. A própria Torá friza por diversas vezes: "Fostes estrangeiro no Egito". É importante notar que a idéia do respeito pelos outros, e os valores de uma sociedade pluralista, formam uma parte antiga e integrante do Judaísmo e da tradição judaica. Os rabinos ensinaram que todos os homens são iguais aos olhos de Deus - se eles cumprem a vontade de Deus. O Talmud diz: "Seja judeu ou gentio, homem ou mulher, rico ou pobre - é de acordo com as ações do homem que a Presença Divina paira sobre ele." Portanto, para ficar bem claro, é como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro".
SEGUE ...
3 opiniões
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joão batista cassio (67) 22/11/2009 22h28
joão batista cassio (67) 22/11/2009 22h28
quando lula acerta, mesmo assim existe oposição, pelos menos duas mil pessoas, para essas pessoas, israel não matou cerca de 2.ooo crianças e milhares de civis, chegandoa 15.ooo, isso não é holocausto, não ha na terra alguem que seje capaz de compreender: ALGUEM TORMAR POSSE DA SUA CASA, por voce para morar nos quartinhos do fundo, com certeza, não ha ninguem no mundo calado ficar., não é vero. sem opinião
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