Mundo
13/01/2009 - 14h37

Egito pressiona Hamas por trégua; Israel pode ter usado arma proibida

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da Folha Online

O Egito aumentou a pressão sobre os representantes do grupo radical islâmico Hamas que estão no Cairo a aceitar uma proposta de cessar-fogo com Israel. Há 18 dias, Israel realiza uma grande ofensiva na faixa de Gaza, onde está sediado o Hamas, em resposta a ataques com foguetes Qassam. Toda a operação israelense já deixou mais de 900 palestinos mortos e, conforme a ONU e a Cruz Vermelha, desencadeou uma crise humanitária.

Enquanto a delegação do Hamas negocia no Egito, seu líder político exilado em Damasco, Khaled Mashaal, recebeu o conselheiro de diplomacia do governo turco, Ahmet Davutoglu, pela terceira vez, também para ouvir propostas de cessar-fogo.

Os esforços diplomáticos realizados no Egito e na Síria, porém, têm sido improdutivos. Enquanto isso, o Human Rights Watch acusou Israel de utilizar, em Gaza, uma arma proibida pelas leis internacionais, o fósforo branco.

Um oficial palestino disse à agência de notícias Associated Press, sob condição de anonimato, que, neste domingo (10), o principal negociador egípcio, chefe de inteligência Omar Suleiman, afirmou ao Hamas que, se o grupo se recusasse a acatar proposta de cessar-fogo, passaria a ser considerado responsável pela manutenção da ofensiva israelense.

Na manhã desta terça-feira, a delegação do Hamas participou de nova rodada de diálogo com Suleiman e outros oficiais egípcios. Em seguida, Suleiman e o ditador egípcio, Hosni Mubarak, saíram em uma viagem não-anunciada para Riyadh para encontrar seu aliado, o rei Abdullah 2º da Jordânia. Novas rodadas de diálogos ocorreriam à tarde.

Enquanto isso, em Israel, a chanceler Tzipi Livni defendeu a ofensiva dizendo que o seu saldo será tão positivo para os palestinos quanto para os israelenses porque irá beneficiar as forças moderadas da região. O ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, fez coro à manutenção da ofensiva ao dizer, também nesta terça-feira, que o governo de Israel respeita os pedidos de cessar-fogo da ONU (Organização das Nações Unidas) e participa dos diálogos por um acordo no Egito, porém que não irá interromper a ofensiva.

Por sua vez, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, que não tem poder sobre Gaza, tomada pelo Hamas, afirmou que Israel ignora pedidos de trégua pois quer "aniquilar" os palestinos. "É o 18º oitavo dia da agressão israelense contra o nosso povo. Essa agressão fica mais brutal a cada dia, e o número de vítimas aumenta."

ONU

Nesta quarta-feira (14), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chega à região. No dia seguinte, ele deve conversar com autoridades israelenses. Ban disse a jornalistas em Nova York, onde fica a sede da ONU, que, na viagem, irá insistir nas reuniões diplomáticas entre israelenses e árabes. Ele defenderá também que a resolução pelo cessar-fogo imediato aprovada pelo Conselho de Segurança seja "respeitada integralmente".

Ban passará por Jordânia, Israel, Cisjordânia, Turquia, Líbano, Síria e Kuait.

O diretor de operações da agência da ONU (Organização das Nações Unidas) na faixa de Gaza, John Ging, afirmou nesta terça-feira que a comunidade internacional precisa proteger os civis palestinos. "A primeira e a última coisa que todas as pessoas me dizem é "por favor, nós precisamos de proteção, nenhum lugar é seguro. E elas têm razão, não é mesmo. Os números de vítimas mostram isso."

"O fluxo de feridos continua crescendo. Quase metade é de mulheres e crianças", afirmou a porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha Dorothea Krimitsas.

Fósforo branco

Outra grande preocupação humanitária trazida foi a denúncia feita pelo grupo internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch sobre o suposto uso de armas com fósforo branco, por parte de Israel, na ofensiva à Gaza. O fósforo branco causa queimaduras severas e males respiratórios e, por isso, seu uso é controlado e proibido em áreas habitadas ou em ataques a pessoas.

De acordo com o Human Rights Watch, múltiplas explosões de artilharia israelense com o fósforo branco ocorreram sobre a cidade de Gaza e Jabalaya na sexta-feira (9) e sábado (10).

O general Gabi Ashkenazi, chefe das Forças de Defesa israelenses, negou as acusações de uso de fósforo branco. "Nossa ação está de acordo com leis internacionais", disse, de acordo com o israelense "Jerusalem Post".

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
samuel kosminsky (79) 22/11/2009 22h06
samuel kosminsky (79) 22/11/2009 22h06
Lula sugere partida da paz entre israelenses e palestinos
Gostaria ver aplicaçao de mesma tatica, de preferencia no Maracana, para pacificar o Rio e Sao Paulo
sem opinião
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Seria um bom momento para Lula fazer um teste de sua influência e se seu amigo iraniano, "gosta" mesmo dele.
Poderia pedir para que Irã poupe a vida dos 5 oposicionistas políticos condenados à morte e perdoem os os mais de 80 sujeitos a julgamentos e prisões que variam de 3 a 15 anos.
Então o presidente do Irã pediria aos aiatolás que lhes perdoem.
Se a resposta for negativa, então o Ministro das Relações do Exterior de Israel poderia dizer:
- Se Lula não consegue anistia política aos iranianos, e por sua vez a cúpula do Irã, não aceita interferência nos assuntos internos de seu país, então pare de ficar se intrometendo nas questões de Israel, pois soberania e direitos devem ser iguais para todos.
Cada um cuide de seu " quintal " e procure a paz com seus vizinhos.
Os de fora fiquem apenas na torcida !
...
Ah ! Já ia me esquecendo !
Por acaso quando o presidente da China esteve no Brasil, Lula interpelou para que os direitos humanos sejam observados por lá ?!
sem opinião
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samuel kosminsky (79) 22/11/2009 07h23
samuel kosminsky (79) 22/11/2009 07h23
hamas lança mais de 250 objetos explosivos, como querem alguns, na realidade foguetes
hamas fecha acordo com diversas facçoes para acabar com lançamentos
3 foguetes foram lançados em Israel apos acordo
Israel lança ataque em Gaza ferindo 10
agora os expert irao reaparecer no topico violencia em Gaza
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