11/12/2002
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11h14
A China vai sediar a próxima edição do concurso de beleza Miss Mundo, depois da controvérsia originada este ano pela sangrenta revolta religiosa na Nigéria que obrigou os organizadores a transferir a cerimónia da final para Londres (Reino Unido).
"O próximo desfile internacional das mulheres mais bonitas do mundo vai ocorrer em Sanya, cidade do sul da ilha de Hainan, no mar do sul da China", disse Julia Morley, organizadora do concurso.

A turca Azra Akin, 21, ganhou o concurso celebrado este ano em Londres, depois de 215 pessoas terem morrido na sequência de confrontos ocorridos entre muçulmanos e católicos em Abuja, capital da Nigéria, local onde deveria realizar-se a cerimónia.
No dia 22 de novembro, confrontos iniciados por muçulmanos enfurecidos com o fato de o país ser o anfitrião do concurso de Miss Mundo deixou 215 mortos e mais de mil feridos na Nigéria.
A violência levou os organizadores a anunciar a transferência do evento para Londres, no dia de 7 de dezembro.
Segundo a Cruz Vermelha, 3.000 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. Cinco igrejas e uma mesquita foram destruídas.
A Nigéria havia ganhado o direito de ser a anfitriã do concurso depois que uma nigeriana venceu o último evento, na África do Sul.
Grupos islâmicos avisavam há meses que a realização do concurso, que eles alegam promover a promiscuidade e a indecência, seria recebida com protestos. Suas objeções fizeram com que a final fosse adiada para depois do mês sagrado muçulmano do Ramadã.
A violência irrompeu quando muçulmanos incendiaram a sucursal do jornal de Lagos "This Day", que publicara no dia 16 de novembro um artigo questionando as objeções dos muçulmanos ao concurso.
"O que o profeta Maomé acharia [do Miss Mundo]? Com toda a honestidade, ele provavelmente escolheria uma mulher entre elas [as candidatas]", escrevera o jornalista Isioma Daniel. Dias depois, o jornal publicou pedidos de desculpas.
Com agências internacionais
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Após morte de 215 na Nigéria, Miss Mundo 2003 acontecerá na China
da Folha OnlineA China vai sediar a próxima edição do concurso de beleza Miss Mundo, depois da controvérsia originada este ano pela sangrenta revolta religiosa na Nigéria que obrigou os organizadores a transferir a cerimónia da final para Londres (Reino Unido).
"O próximo desfile internacional das mulheres mais bonitas do mundo vai ocorrer em Sanya, cidade do sul da ilha de Hainan, no mar do sul da China", disse Julia Morley, organizadora do concurso.

A turca Azra Akin, 21, ganhou o concurso celebrado este ano em Londres, depois de 215 pessoas terem morrido na sequência de confrontos ocorridos entre muçulmanos e católicos em Abuja, capital da Nigéria, local onde deveria realizar-se a cerimónia.
No dia 22 de novembro, confrontos iniciados por muçulmanos enfurecidos com o fato de o país ser o anfitrião do concurso de Miss Mundo deixou 215 mortos e mais de mil feridos na Nigéria.
A violência levou os organizadores a anunciar a transferência do evento para Londres, no dia de 7 de dezembro.
Segundo a Cruz Vermelha, 3.000 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas. Cinco igrejas e uma mesquita foram destruídas.
A Nigéria havia ganhado o direito de ser a anfitriã do concurso depois que uma nigeriana venceu o último evento, na África do Sul.
Grupos islâmicos avisavam há meses que a realização do concurso, que eles alegam promover a promiscuidade e a indecência, seria recebida com protestos. Suas objeções fizeram com que a final fosse adiada para depois do mês sagrado muçulmano do Ramadã.
A violência irrompeu quando muçulmanos incendiaram a sucursal do jornal de Lagos "This Day", que publicara no dia 16 de novembro um artigo questionando as objeções dos muçulmanos ao concurso.
"O que o profeta Maomé acharia [do Miss Mundo]? Com toda a honestidade, ele provavelmente escolheria uma mulher entre elas [as candidatas]", escrevera o jornalista Isioma Daniel. Dias depois, o jornal publicou pedidos de desculpas.
Com agências internacionais
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