Jornalistas pedem a Obama para proteger liberdade de imprensa
da Efe, em Washington
O Comitê para a Defesa dos Jornalistas pediu ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que acabe com a prática das Forças Armadas do país de deter profissionais dos meios de comunicação.
"Para reafirmar nossa autoridade moral, primeiro devemos colocar a casa em ordem", afirma uma carta divulgada hoje e enviada na segunda-feira pelo presidente dessa ONG, Paul E. Steiger, que inclui a lista de jornalistas detidos por autoridades dos EUA.
"Jornalistas de muitos países, que arriscam suas vidas e liberdade para manter os valores da liberdade de expressão, esperam o apoio dos Estados Unidos", diz o documento.
A carta também pede a Obama que "investigue a fundo os casos de jornalistas mortos por fogo das forças militares americanas".
Segundo a organização, 14 jornalistas foram detidos por períodos prolongados sem o devido processo no Iraque, Afeganistão e Guantánamo.
Mortes
"Esta prática viola o próprio compromisso das forças militares dos Estados Unidos de revisar os casos de jornalistas dentro das primeiras 36 horas de detenção", insistiu Steiger.
Além disso, lembrou que desde 2003 morreram pelo menos 16 jornalistas e outros ficaram gravemente feridos por fogo das forças dos EUA no Iraque.
"Não é possível enfatizar a importância da defesa decidida da liberdade da imprensa neste momento de aumento da repressão, censura e ataques contra jornalistas no mundo", disse Steiger em sua carta a Obama.
Por isso, pediu ao presidente eleito dos EUA que "faça da liberdade de imprensa uma parte integral tanto de sua política doméstica como de sua política externa".
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