Mundo
14/01/2009 - 01h57

Assembleia da ONU convoca reunião sobre Gaza; secretário inicia viagem à região

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da Folha Online

O presidente da Assembleia Geral da ONU, o nicaraguense Miguel D'Decoto, convocou uma reunião para esta quinta-feira (16) para debater a situação em Gaza após 18 dias de ofensiva israelense. A decisão surge pouco antes do início do giro do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para negociar a paz na região.

Ban chega hoje à região e, a partir de quinta-feira, deve conversar com autoridades israelenses. Ban passará por Jordânia, Israel, Cisjordânia, Turquia, Líbano, Síria e Kuait.

O presidente da assembleia da ONU disse ter tomado a decisão após receber uma solicitação do Movimento dos Países Não-Alinhados para que o órgão se una ao Conselho de Segurança para exigir um cessar-fogo em Gaza.

Os grupo, formado por 116 países, defendeu que "o organismo mais democrático e representativo das Nações Unidas tem o dever de dar a devida resposta às preocupações da comunidade internacional em relação à crise na faixa de Gaza".

"O movimento condena nos termos mais enérgicos o aberto desprezo por parte de Israel da resolução 1.860 do Conselho de Segurança, adotada em 8 de janeiro de 2009, que exige o imediato cessar-fogo", diz a declaração.

O texto considera ainda que a "brutal agressão israelense contra a população civil palestina na faixa de Gaza constitui uma grave violação do direito internacional, incluindo o direito humanitário e o relativo aos direitos humanos". Por isso, exige a retirada das tropas israelenses e a adoção de medidas para responder às necessidades humanitárias da população palestina após 18 dias de conflito.

Esforços da ONU

É a segunda vez em menos de uma semana em que o presidente da Assembleia Geral convoca uma reunião para debater a situação em Gaza.

A última, convocada com caráter de urgência em 8 de janeiro, foi adiada por D'Decoto após o Conselho de Segurança ter alcançado um acordo para pedir um cessar-fogo imediato.

Israel lançou a ofensiva contra o território palestino em 27 de dezembro, com o objetivo declarado de eliminar a capacidade do grupo islâmico de lançar foguetes contra Israel. Fontes médicas palestinas dizem que mais de 940 palestinos, metade civis, morreram desde o começo da operação.

Um total de 13 israelenses, dez deles militares, também morreram. O lançamento de foguetes palestinos caiu desde o início da ofensiva. Cerca de 15 foguetes e projéteis foram lançados contra Israel nesta terça-feira, sem deixar vítimas.

Esforço egípcio

Por sua vez, o Egito continua seu trabalho de negociar o cessar-fogo com o Hamas. O líder das negociações egípcio e chefe da Inteligência, Omar Suleiman, afirmou a representantes do Hamas no Cairo que o grupo deve se comprometer a um cessar-fogo de um ano.

Os membros do grupo afirmaram aos egípcios que eles têm interesse em aceitar a proposta, se as mudanças reivindicadas pelo Hamas na proposta forem aceitas.

A proposta do Egito demanda um cessar-fogo imediato. A retirada das tropas israelenses e a abertura das fronteiras da faixa de Gaza, fechadas por Israel e Egito há 18 meses, seriam determinadas em negociações posteriores.

O presidente da Síria, Bashar Assad, mostrou vontade em ajudar o Egito nas conversas com o Hamas, e em usar sua influência sobre o líder político do grupo, Khaled Meshal, que vive em Damasco, para que o Hamas aceite a proposta do Cairo.

Comentários dos leitores
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Marcello Sokal (93) 01/12/2009 16h49
Vamos ver o que vai acontecer agora, mais uma vez fazem propostas para ganhar tempo,sabendo que não as poderão - e nem tem intenção - de cumprir. Esse congelamento não passa de outra farsa,para tentar enganar os incautos e mostar que são "bonzinhos", como se não fossem eles que tomam terras de outras pessoas na base dos tratores,tanques de 60 toneladas e soldados fortemente armados - normalmente no meio da noite,pois assim fica mais fácil de expulsar as pessoas e tornar seus atos menos visiveis - assim como agem os criminosos comuns,sorrateiros,no meio da madrugada....lamentável,mas instrutivo para que as pessoas saibam dos reais fatos... sem opinião
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samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
samuel kosminsky (84) 29/11/2009 17h29
gostaria de corrigir opiniao anterior, dizendo que, nao sao 2 naçoes e sim 3 (Ira, Coreia, Cuba) onde, quem pensa diferente e anti social, sendo encaminhado a hospital psiquiatrico
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
sem opinião
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mauro guanandi (46) 28/11/2009 10h40
mauro guanandi (46) 28/11/2009 10h40
Senhor Eduardo, porque colocas tantos "rs" após cada colocação ?
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
2 opiniões
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