Mundo
14/01/2009 - 05h51

Mísseis do Líbano atingem território de Israel pela segunda vez

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da Folha Online

Ao menos três foguetes disparados do sul do Líbano atingiram o norte de Israel no segundo ataque do tipo em menos de uma semana. Fontes militares de Israel confirmaram a informação a agências internacionais e revelaram que bombas foram atiradas contra as regiões de onde foram lançados os projéteis.

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Um rádio da cidade de Kiryat Shmona, no norte de Israel, noticiou que sirenes de alerta antiaéreo foram ouvidas antes de explosões. Não há informações sobre vítimas, segundo a rede de TV CNN.

Em 8 de janeiro, foram disparados três foguetes do território libanês, que atingiram a cidade de Nahariya. Na ocasião, o Exército libanês e o governo criticaram o ataque, cuja autoria não foi identificada.

Jerry Lampen/Reuters
Israelense tenta se proteger de foguetes após ouvir sirene na cidade de Ashkelon (sul), alvo constante de ataques do Hamas
Israelense tenta se proteger de foguetes após ouvir sirene na cidade de Ashkelon (sul), alvo constante de ataques do Hamas

O ataque desta quarta, pelo qual nenhum grupo se responsabilizou, criou novo temor de uma nova frente de batalha nos confrontos entre Israel e o movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza, que entram no 19º dia consecutivo com mais de 930 mortes --a maioria civis.

O Líbano é reduto do grupo xiita Hizbollah, uma das principais forças políticas do país e uma das vozes mais contundentes do mundo árabe na condenação à ação militar de Israel. Na semana passada, o líder do grupo Hassan Nasrallah havia manifestado que suas tropas estão dispostas a responder de todas as formas caso houvesse um ataque de Israel contra suas forças no Líbano.

Em meados de 2006, Israel travou uma guerra contra o Hizbollah após a captura de dois de seus soldados pela milícia xiita. Este conflito deixou mais de 1.200 mortos no Líbano, na maioria civis, e 160 vítimas israelenses, na maioria soldados. Durante o confronto, o grupo xiita disparou mais de 4.000 mísseis e foguetes contra Israel, em resposta aos bombardeios aéreos e terrestres.

Israel ataca

Pouco antes, o Exército israelense atacou outros 60 alvos na faixa de Gaza, ao mesmo tempo em que continuou avançando sobre a Cidade de Gaza, a mais populosa e mais povoada do território palestino. A maioria dos bombardeios ocorreu sobre a região de fronteira com o Egito, onde o Hamas mantêm túneis para a entrada de produtos contrabandeados --principalmente armas.

Ali Ali/Efe
Criança ferida recebe atendimento em campo de refugiados em Jabalya, em Gaza, após ataque aéreo de Israel; conflito matou 930
Criança ferida recebe atendimento em campo de refugiados em Jabalya, em Gaza, após ataque aéreo de Israel; conflito matou 930

O Exército de Israel informou que atingiu vários comandos militares, a delegacia central da Cidade de Gaza, instalações de fabricação e armazenamento de armas e cinco áreas de onde facções armadas palestinas disparam bombas contra território israelense.

Por enquanto, não se sabe de forma oficial dados sobre número de vítimas palestinas nessas ações. As agências internacionais já falam em mais de mil vítimas palestinas durante as quase três semanas de conflito, iniciados por Israel no último dia 27 de dezembro para eliminar a capacidade do grupo islâmico de lançar foguetes contra Israel.

Esforços por paz

Os esforços por um cessar-fogo na região continuam ocorrendo, mesmo que Israel e Hamas, aparentemente, ignorem os pedidos para o fim da guerra. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chega hoje à região para negociar a paz na região. A partir de quinta-feira, deve conversar com autoridades israelenses e passará por Jordânia, Israel, Cisjordânia, Turquia, Líbano, Síria e Kuait.

Já o presidente da Assembleia Geral da ONU, o nicaraguense Miguel D'Decoto, convocou uma reunião para esta quinta para debater a situação em Gaza e se juntar ao Conselho de Segurança para exigir um cessar-fogo em Gaza. É a segunda vez em menos de uma semana em que o órgão da ONU convoca uma reunião para debater a situação em Gaza.

Por sua vez, o Egito continua seu trabalho de negociar o cessar-fogo com o Hamas. O líder das negociações egípcio e chefe da Inteligência, Omar Suleiman, afirmou a representantes do Hamas no Cairo que o grupo deve se comprometer a um cessar-fogo de um ano.

Os membros do grupo afirmaram aos egípcios que eles têm interesse em aceitar a proposta, se as mudanças reivindicadas pelo Hamas na proposta forem aceitas.

A proposta do Egito demanda um cessar-fogo imediato. A retirada das tropas israelenses e a abertura das fronteiras da faixa de Gaza, fechadas por Israel e Egito há 18 meses, seriam determinadas em negociações posteriores.

Abed Rahim Khatib/Efe
Coluna fogo sobe de prédio atingido por bombardeio israelense na cidade de Rafah, ao sul da faixa de Gaza
Coluna fogo sobe de prédio atingido por bombardeio israelense na cidade de Rafah, ao sul da faixa de Gaza

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
mauro halpern (53) 06/07/2009 19h46
mauro halpern (53) 06/07/2009 19h46
respondo ao sr eduardo de souza.
Obrigado pela parte que agradece a saber ter aprendido fatos históricos. Acointece que os FATOS HISTÓRICOS que muitos colocam aqui são omissos em parte. Se é verdade que PARTE do povo palestino foi "expatriado ou expulso" É VERDADE factualmente comprovável em fotos e pode até conversar com eles - que ainda reside em israel SOB CIDADANIA ISRAELENSE E VOTANDO algo como 2 milhoes de árabes, NAS CASAS ONDE SEMPRE MORARAM. Ao contrário destes, cerca de 900 mil judeus foram EXPULSOS DOS PAISES ÁRABES nos anos de 1940 e 1950. e, ao contrario da continuação de arabes morando até hoje em israel, a TODOS ELES nao foi dada a escolha. foram roubados e expulsos. Roubados em quanto? em MUITO MAIS que os palestinos. Ora. viviam muito bem em comunidades egipcias, turcas e sírias. Esmirna, Alexandria, Alleppo, Damasco, Beirite, Fez, tinham comunidades MILENARES. expulsos. sim. HISTORICAMENTE. muitos estao aqui em sao paulo. Muitos receberam cidadania israelense, ONDE CHEGARAM APENAS COM A ROUPA DO CORPO. Como diz nosso colega nissei, SE VIRARAM.
JUSTIÇA APENAS PARA OS REFUGIADOS PALESTINOS? apenas eles? george orwel bem escreve em a revolução dos bichos: TODOS SÃO IGUAIS. ALGUNS, ENTRETANTO, SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS
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mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
o SR SAID FALA IGUALZINHO A HILER. ele dizia que os judeus da alemanha faziam lobbie e destruiram aeconomia (nao foi a primeira guerra, e sim os judeus).
Falta agora dizer que os 6 milhoes de judeus mortos foram parte do LOBBY judaico para criar israel. Matar um terço da propria população. ah. hitler tambem foi parte do lobby judaico.
Os judeus queimados em forno estavam fazendo lobby. é isto. LOBISTAS!
QUE truquezinho baixo, quase que enganam....enganaram a quase todos, menos ao sr said. ele não se deixa enganar.
Fomos descobertos.
1 opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 01/07/2009 03h42
Said Abou Ghaouche Netto (21) 01/07/2009 03h42
Muitas pessoas tem uma visão jornalística do problema entre árabes e judeus em prejuizo de uma visão histórica. Quem pesquisar, do surgimento do sionismo moderno até a queda do mandato britânico saberá que os judeus usaram todas as armas. Lobbies, corrupção, chantagem, traição e terrorismo. Criaram lobbies para pressionar governos ocidentais, entre eles a Alemanha e o império Otomano (atual Turquia). Quando estes perderam a primeira guerra e o império desmoronou, a França e a Grã Bretanha tomaram e dividiram o terreno. Durante a 1ª guerra, os árabes lutavam contra os turcos e com a orientação de um certo militar inglês acabaram derrubando o último sultão. Assim a Alemanha perdeu importante aliado e também a guerra. Onde estavam os judeus? Fazendo lobbie, agora junto aos britânicos. Depois houve todo tipo de corrupção e chantagem para permitir o contrabando de armas, a compra de terras sem a devida quitação, o cerceamento às autoridades britânicas locais, o uso de terrorismo contra a população e oficiais britânicos (mataram o enviado da ONU, Conde Folke Bernadotte) e por último a traição à declaração balfour, que dizia que nada seria feito em prejuizo da população local. Mas de todos os pecados o maior foi a mentira de que existia uma terra sem povo para um povo sem terra. Eu não digo isso para condená-los, pois tenho pena das futuras gerações que herdarão a conta. O tempo e a demografia favorece os árabes e as coisas vão acabar como na África do Sul, numa hipótese otimista. 25 opiniões
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