Mundo
14/01/2009 - 07h42

Israel reage com artilharia a novo ataque de foguetes saídos do Líbano

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da Folha Online

Atualizado às 09h27.

As Forças de Defesa israelenses responderam com tiros de artilharia ao novo ataque de foguetes Katyusha a partir do território libanês. Ao menos três foguetes disparados do sul do Líbano atingiram o norte de Israel no segundo ataque do tipo em menos de uma semana.

O ataque, cuja autoria ainda é desconhecida, reacende os temores de uma segunda frente de batalha na grande ofensiva militar israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas na faixa de Gaza. A ofensiva, que entra nesta quarta-feira em seu 19º dia consecutivo, deixou mais de 940 palestinos mortos, a maioria civis.

O Líbano, contudo, condenou, segundo a rádio Israel, os novos ataques, assim como fez logo após o lançamento dos foguetes na semana passada.

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Segundo o Exército israelense, as Forças de Defesa responderam logo após o ataque atirando com sua artilharia contra "a fonte do ataque" no sudeste do Líbano. Segundo fontes de segurança libanesas, oito bombas foram lançadas contra o território libanês.

Hatem Moussa/AP
Palestino ferido aguarda enquanto outros verificam escombros de prédio destruído por operação militar israelense na Cidade de Gaza
Palestino ferido aguarda enquanto outros verificam escombros de prédio destruído por operação militar israelense na Cidade de Gaza

A polícia israelense afirma que os foguetes caíram em áreas abertas e não há relatos de feridos ou danos materiais --o que pode indicar que o ataque foi um alerta contra a ofensiva de Israel.

Os ataques de quinta-feira passada (8) foram assumidos por um grupo relativamente desconhecido, Resistência Árabe Islâmica, que afirmou, em comunicado que os foguetes foram uma "mensagem clara" a Israel para que interrompa sua ofensiva em Gaza. "Os próximos foguetes que dispararemos matarão", advertiu o líder do grupo, Mohamad Ali al Hosseini, que diz possuir 3.000 militantes e armas sofisticadas para combater Israel.

A televisão libanesa reporta que quatro foguetes foram lançados de uma área próxima à cidade de Hasbaya, no sul do Líbano.

Desde os ataques da semana passada, o Exército israelense mantém vigilância sobre a fronteira com Líbano. Em comunicado, os militares afirmaram que Israel responsabiliza o governo e o Exército libaneses por evitar este tipo de ataque.

Em Israel, as sirenes de alerta de foguetes tocaram, segundo o jornal israelense "Haaretz", na cidade de Kiryat Shmona, que foi atingida por centenas de foguetes da milícia xiita Hizbollah em 2006, durante confronto entre Israel e o grupo.

As autoridades pediram aos moradores das áreas do norte do país e limítrofes com o Líbano que permaneçam em refúgios e quartos blindados até o fim das investigações sobre a autoria dos disparos.

Ajuda

Embora o primeiro ataque com foguetes tenha sido um episódio pontual, sem consequências maiores para o conflito em Gaza, o novo ataque pode levantar um alerta das tropas israelenses, que já expressaram preocupação de que militantes no Líbano abram uma segunda frente de batalha em solidariedade ao Hamas.

Embora o novo ataque agrave as tensões entre Líbano e Israel, é difícil que Tel Aviv entre em uma nova guerra após 19 dias de uma grande ofensiva militar contra o Hamas, para qual foram convocados milhares de reservistas.

O Hizbollah negou a autoria dos lançamentos de foguetes, mas alertou, no fim de semana passado, que Israel não use o ataque como um pretexto para iniciar um conflito com o Líbano.

Em um manifesto contra Israel, o primeiro-ministro Mohammad Raad afirmou que o grupo está pronto para reagir em caso de um ataque israelense.

"Estamos prontos para todos os cenários, mas não permitiremos que Israel nos provoque e nos leve ao que não queremos ou ao que não decidimos por nós mesmos", disse. "Contudo, se Israel decidir atacar, encarará a maior resistência que imaginou".

Ataque

Logo após o ataque com os foguetes na quinta-feira passada (8), Israel retaliou com uma ofensiva da artilharia no que um porta-voz das Forças de Defesa descreveu como "resposta precisa à fonte do ataque" e pode significar uma reação militar limitada para evitar a escalada dos confrontos e a abertura efetiva de uma nova frente de batalha que exigiria ainda mais investimento das forças israelenses --e poderia causar ainda mais vítimas civis.

O temor israelense era de que os foguetes tivessem sido lançados pelos militantes xiitas do Hizbollah. O grupo, como o Hamas, promove a luta contra Israel e é considerado por Washington uma organização terrorista, multiplicou seus discursos de apoio ao movimento palestino desde o início da ofensiva militar israelense na faixa de Gaza, mas nunca mencionou apoio militar.

Em meados de 2006, Israel travou uma guerra contra o Hizbollah após a captura de dois de seus soldados pela milícia xiita. Este conflito deixou mais de 1.200 mortos no Líbano, na maioria civis, e 160 vítimas israelenses, na maioria soldados.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
o SR SAID FALA IGUALZINHO A HILER. ele dizia que os judeus da alemanha faziam lobbie e destruiram aeconomia (nao foi a primeira guerra, e sim os judeus).
Falta agora dizer que os 6 milhoes de judeus mortos foram parte do LOBBY judaico para criar israel. Matar um terço da propria população. ah. hitler tambem foi parte do lobby judaico.
Os judeus queimados em forno estavam fazendo lobby. é isto. LOBISTAS!
QUE truquezinho baixo, quase que enganam....enganaram a quase todos, menos ao sr said. ele não se deixa enganar.
Fomos descobertos.
sem opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Said Abou Ghaouche Netto (18) 01/07/2009 03h42
Muitas pessoas tem uma visão jornalística do problema entre árabes e judeus em prejuizo de uma visão histórica. Quem pesquisar, do surgimento do sionismo moderno até a queda do mandato britânico saberá que os judeus usaram todas as armas. Lobbies, corrupção, chantagem, traição e terrorismo. Criaram lobbies para pressionar governos ocidentais, entre eles a Alemanha e o império Otomano (atual Turquia). Quando estes perderam a primeira guerra e o império desmoronou, a França e a Grã Bretanha tomaram e dividiram o terreno. Durante a 1ª guerra, os árabes lutavam contra os turcos e com a orientação de um certo militar inglês acabaram derrubando o último sultão. Assim a Alemanha perdeu importante aliado e também a guerra. Onde estavam os judeus? Fazendo lobbie, agora junto aos britânicos. Depois houve todo tipo de corrupção e chantagem para permitir o contrabando de armas, a compra de terras sem a devida quitação, o cerceamento às autoridades britânicas locais, o uso de terrorismo contra a população e oficiais britânicos (mataram o enviado da ONU, Conde Folke Bernadotte) e por último a traição à declaração balfour, que dizia que nada seria feito em prejuizo da população local. Mas de todos os pecados o maior foi a mentira de que existia uma terra sem povo para um povo sem terra. Eu não digo isso para condená-los, pois tenho pena das futuras gerações que herdarão a conta. O tempo e a demografia favorece os árabes e as coisas vão acabar como na África do Sul, numa hipótese otimista. 23 opiniões
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Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
Cristiano Garcia (254) 25/06/2009 23h45
O fanatismo religioso é a maior desgraça que o século XXI herdou do passado. O obscurantismo imposto pelas religiões, apenas semeia intolerancia, ódio, dor e destruição.
Somente o humanismo pode tornar o mundo um lugar menos ruim, menos injusto.
As religiões são extremamentes perversas e egoístas em suas essencias e já estão com seu prazo de validade vencidos.
Em relação à questão palestina, a extrema direita que governa Israel, provocou um genocidio na faixa de Gaza, e anteriormente, em Beirute, que chegaram à invocar uma semelhança com o nazismo, e patrocinados com dinheiro do contribuinte americano, durante o governo Bush.
E o mundo se calou. Felizmente esse governo sanguinário foi substituido pelos democratas. Acredito que Barack Obama tem inteligencia e visão politica, e conseguirá impor à Israel, a aceitação de um estado Palestino pleno, sem restrições. Para isso basta condicionar à ajuda de bilhoes de dolares anuais do contribuinte americano, à aceitação do estado Palestino que por sua vez, deverá respeitar o direito à existencia do estado de Israel.
Acredito que a maioria dos judeus, israelitas, palestinos, arabes, muçulmanos, o senso comum da humanidade, é favoravel à paz, ao respeito e ao entendimento mútuos. Apenas uma minoria de pessoas com interesses escusos, é favorável à manutenção do caos. Não apenas os senhores da guerra, mas também os que se julgam chamados por seus deuses.
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