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14/01/2009 - 08h24

Irregularidades fiscais criam dúvidas sobre nome de Obama para Tesouro

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colaboração para a Folha Online

A confirmação do nome de Timothy Geithner como secretário do Tesouro no governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, foi questionada nesta terça-feira (13) por problemas relacionados à declaração do Imposto de Renda e à situação migratória de uma de suas ex-empregadas domésticas.

Os líderes democratas no Senado e a equipe de transição de Obama expressaram imediatamente confiança em Geithner e pediram que houvesse uma rápida confirmação de seu nome após a posse de Obama, citando o importante papel que Geithner terá no combate à crise econômica.

AP
Timothy Geithner, escolha de Obama para o Tesouro americano
Timothy Geithner, escolha de Obama para o Tesouro americano

Geithner teria falhado em recolher US$ 34 mil em impostos e teria empregado uma imigrante com situação irregular. Irregularidades como as levantadas se tornam mais relevantes, uma vez que como secretário do Tesouro, ele irá supervisionar o Internal Revenue Services (órgão de recolhimento de impostos americano).

O porta-voz de Obama, Robert Gibbs, informou em comunicado que Geithner cometeu "um erro comum" em sua declaração e não sabia que o visto de permanência de uma empregada expirou durante os três últimos meses em que ela trabalhou para ele. Gibbs, no entanto, fez um apelo ao Senado para confirmar Geithner no cargo, estimando que era o homem ideal para assegurar o restabelecimento da economia americana.

Geithner, 47 anos, é presidente do Federal Reserve de Nova York desde novembro de 2003, o que também faz dele vice-presidente do comitê de Política Monetária do Federal Reserve americano (Fed, o Banco Central dos EUA).

Geithner começou sua carreira trabalhando para a Kissinger Associates, consultoria criada pelo ex-chefe da diplomacia americana Henry Kissinger.

Foi subsecretário de Assuntos Exteriores, durante o governo Bill Clinton, tendo sido diplomado em Estudos Asiáticos, na Universidade de Dartmouth (Hannover, New Hampshire).

Entre novembro de 2001 e novembro de 2003 foi chefe do Departamento de Elaboração e Exame das Políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Com Associated Press e France Presse

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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