Mundo
14/01/2009 - 14h00

Israel atinge cemitério em Gaza; palestinos lutam por funerais

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da Folha Online
da Associated Press

Um jato israelense bombardeou nesta quarta-feira o lotado cemitério Xeque Radwan, que fica na Cidade de Gaza, na faixa de Gaza, complicando ainda mais a situação dos palestinos, que lutam para enterrar os seus mortos. Desde que Israel iniciou uma imensa ofensiva militar ao grupo radical islâmico Hamas, 19 dias atrás, mais de 940 palestinos foram mortos.

Há alguns dias, os principais cemitérios de Gaza chegaram a ser fechados devido ao excesso de funerais. Eles agora reabriram, e as famílias se esforçam para encaixar os novos mortos. Uma foi obrigada a enterrar o filho sobre o avô. Três primos jovens foram colocados na cova de uma tia morta há anos. Um homem foi sepultado com o irmão.

Ashraf Amra/AP
Bombardeio de Israel abriu uma cratera no cemitério Xeque Radwan, Cidade de Gaza
Bombardeio de Israel abriu uma cratera no cemitério Xeque Radwan, Cidade de Gaza

"Toda Gaza é um cemitério", afirmou o coveiro Salman Omar nesta terça-feira (13) à agência de notícias Associated Press. "Você tem um mártir [termo usado em Gaza para os palestinos mortos por israelenses], você precisa de uma solução imediata. Olhe onde sua vó, tio ou mãe foram enterrados e enterre-o lá. Se forem três ou quatro, enterre todos juntos", disse.

No cemitério de Xeque Radwan, depois do bombardeio, os moradores da região recolheram em sacolas plásticos os restos mortais e os devolveram à cratera que tomou lugar de cerca de 30 tumbas. Para passar pela área, muitos cobrem o rosto com panos, por causa do odor.

O Exército israelense informou que o ataque ao cemitério visava um arsenal que fica ao lado e que um segundo ataque conseguiu atingir uma plataforma de foguetes. O dano ocorrido no cemitério foi oriundo da explosão do arsenal, alegam os militares. Gaza sempre sofreu para acomodar os mortos e, agora, com a ofensiva de Israel por terra, ficou impossível chega ao Cemitério dos Mártires, o único com tumbas disponíveis.

Comentários dos leitores
Marcello Sokal (82) 08/11/2009 10h13
Marcello Sokal (82) 08/11/2009 10h13
Vejam bem o grau de fanatismo que orienta certos individuos quando não conseguem respostas a FATOS - F A T O S - concretos.Invocar religião,fato bíblico para justificar todo tipo de atrocidade.Parece piada,mas tem gente que tem essa cara-de-pau. Falam muito em ser coitadinhos,perseguidos,mas o "estado" de Israel foi construído grande parte com recursos de infindavéis indenizações a que os judeus teriam direito (quase sempre na casa dos milhões de dólares),pelo que sei isso não condiz com o esteriotipo de eternas vítimas. Para quem os conhece bem sabe que dominam os mercados mundiais de finanças (agiotagem legalizada), de mídia (principalmente nos U.S.A,em que dominam praticamente a totalidade do mercado de midia de massa - usando Hollywood como elemento de pressão política,para manipular os que desconhecem os reais fatos e para levar adiante seus planos de dominação e manipulação. Repare que sempre são vítimas coitadinhas nos filmes,isso é essencial para apoiar seus planos.São os verdadeiros lobos em pele de cordeiro). Para os que não conhecem em verdade basta ver a opinião que tem de outros povos - somente eles são o povo escolhido (ridículo,mas é como eles se vêem) e outros são meros coadjuvantes.Veja sua política racista com os não-judeus. Acordem senhores,aprendam a enxergar a verdade dos fatos atrás de toda manipulação, que só visa confundir para permitir continuados crimes sem qualquer tipo de punição. sem opinião
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Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
Domingos Aparecido (119) 08/11/2009 00h04
ALGUÉM DUVIDA? fonte: www.chamada.com.br
Duas vezes na Bíblia Jerusalém é chamada "cidade do nosso Deus" (Salmo 48.1,8); duas vezes, "cidade de Deus" (Salmo 46.4 e Salmo 87.3); oito vezes, "santa cidade" ou "cidade santa" (Neemias 11.1; Isaías 48.2; Isaías 52.1; Mateus 4.5; etc.). Deus decretou que jamais existirá uma cidade igual a Jerusalém! Ela é mencionada 811 vezes na Bíblia e nenhuma vez no Corão, revelando a mentira de que Jerusalém sempre foi sagrada para os muçulmanos. Somente após o renascimento de Israel como nação, essa falsa alegação foi inventada para justificar os ataques islâmicos contra Israel como uma "potência ocupadora". Os EUA, a ONU, a União Européia (UE) e outros países aceitam essa mentira como base para uma "paz" que pretendem impingir a Israel com os vizinhos muçulmanos, os quais estão determinados a destruir o Estado judeu. Dave Hunt
*** Vem ai o "ARMAGEDOM" - o Irã está há 2 anos para ter a "bomba atômica". O Bin Laden está com 10 mil homens bombas preparados.
Efe 5:14 - Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
Maranata.
11 opiniões
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Liliane Garcia (3) 07/11/2009 23h53
Liliane Garcia (3) 07/11/2009 23h53
Percebendo o quanto os palestinos eram impotentes diante do poderio de Israel, Yasser Arafat partiu para a diplomacia obtendo uma grande repercussão internacional, porém os "esforços de paz"jamais saíram da mesa de negociação. Por esse motivo não me espanta a atitude do até então, Presidente? de que? há tá, um território Palestino que não tem a sua representatividade devidamente reconhecida, tenha desistido. Não se trata de uma questão étnica, judeu ou palestino, não importa, o problema é muito mais complicado do que se pensa, pois trata-se de questões políticas e econômicas, com a questão da religiosidade como pano de fundo para difundir o ódio entre as massas que desde a muito tempo é usado p/ justificar diversas injustiças. 1 opinião
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