Mundo
14/01/2009 - 14h18

Cruz Vermelha pede que médicos sejam poupados do conflito em Gaza

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colaboração para a Folha Online

O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger, pediu nesta quarta-feira para que as equipes médicas da entidade sejam respeitadas, durante os atendimentos aos feridos na faixa de Gaza. Kellenberger esteve hoje na região para pedir uma trégua em relação aos trabalhadores envolvidos nas ações humanitárias.

Desde o início da ofensiva, desde 27 de dezembro, 940 palestinos morreram e mais de 3.000 foram feridos.

"Todos os lados do conflito [Israel e o Hamas] devem saber que as vítimas devem ser atendidas rapidamente, várias vezes ao dia. Os feridos devem ser retirados do front imediatamente para receber tratamento", disse o presidente da Cruz Vermelha que afirmou ainda ser "inegociável" o respeito as equipes médicas de plantão.

A vista de Kellenberger ocorre em um momento onde a crise humanitária na região está intensificada. Entre os mais atingidos, estão civis na zona de combate que não conseguem mais serem atendidos pelos hospitais da Cidade de Gaza, cada vez mais ocupados por mulheres e crianças feridos.

"O que eu vi hoje era chocante. É totalmente inaceitável ver tantos feridos. As vidas deles e das pessoas que estão prestando atendimento deve ser garantida", disse o presidente da Cruz Vermelha durante uma visita a pacientes de unidades semi-intensivas e também as equipes médicas de atendimento.

Kellenberger insistiu ainda que a Cruz Vermelha irá continuar oferecendo atendimento na região com equipes de ambulância, que todos os dias colocam a vida em risco ao lado da população.

Hoje, o presidente da Cruz Vermelha visitou o sul de Israel e se encontrou com o responsável pela equipe de resgate israelense Magen David Adom (Estrela de David Vermelha, colaboradora da Cruz Vermelha Internacional). Jakob Kellenberger conversou ainda com a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak e o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmud Abbas.

Comentários dos leitores
mauro halpern (53) 06/07/2009 19h46
mauro halpern (53) 06/07/2009 19h46
respondo ao sr eduardo de souza.
Obrigado pela parte que agradece a saber ter aprendido fatos históricos. Acointece que os FATOS HISTÓRICOS que muitos colocam aqui são omissos em parte. Se é verdade que PARTE do povo palestino foi "expatriado ou expulso" É VERDADE factualmente comprovável em fotos e pode até conversar com eles - que ainda reside em israel SOB CIDADANIA ISRAELENSE E VOTANDO algo como 2 milhoes de árabes, NAS CASAS ONDE SEMPRE MORARAM. Ao contrário destes, cerca de 900 mil judeus foram EXPULSOS DOS PAISES ÁRABES nos anos de 1940 e 1950. e, ao contrario da continuação de arabes morando até hoje em israel, a TODOS ELES nao foi dada a escolha. foram roubados e expulsos. Roubados em quanto? em MUITO MAIS que os palestinos. Ora. viviam muito bem em comunidades egipcias, turcas e sírias. Esmirna, Alexandria, Alleppo, Damasco, Beirite, Fez, tinham comunidades MILENARES. expulsos. sim. HISTORICAMENTE. muitos estao aqui em sao paulo. Muitos receberam cidadania israelense, ONDE CHEGARAM APENAS COM A ROUPA DO CORPO. Como diz nosso colega nissei, SE VIRARAM.
JUSTIÇA APENAS PARA OS REFUGIADOS PALESTINOS? apenas eles? george orwel bem escreve em a revolução dos bichos: TODOS SÃO IGUAIS. ALGUNS, ENTRETANTO, SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS
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mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
o SR SAID FALA IGUALZINHO A HILER. ele dizia que os judeus da alemanha faziam lobbie e destruiram aeconomia (nao foi a primeira guerra, e sim os judeus).
Falta agora dizer que os 6 milhoes de judeus mortos foram parte do LOBBY judaico para criar israel. Matar um terço da propria população. ah. hitler tambem foi parte do lobby judaico.
Os judeus queimados em forno estavam fazendo lobby. é isto. LOBISTAS!
QUE truquezinho baixo, quase que enganam....enganaram a quase todos, menos ao sr said. ele não se deixa enganar.
Fomos descobertos.
1 opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 01/07/2009 03h42
Said Abou Ghaouche Netto (21) 01/07/2009 03h42
Muitas pessoas tem uma visão jornalística do problema entre árabes e judeus em prejuizo de uma visão histórica. Quem pesquisar, do surgimento do sionismo moderno até a queda do mandato britânico saberá que os judeus usaram todas as armas. Lobbies, corrupção, chantagem, traição e terrorismo. Criaram lobbies para pressionar governos ocidentais, entre eles a Alemanha e o império Otomano (atual Turquia). Quando estes perderam a primeira guerra e o império desmoronou, a França e a Grã Bretanha tomaram e dividiram o terreno. Durante a 1ª guerra, os árabes lutavam contra os turcos e com a orientação de um certo militar inglês acabaram derrubando o último sultão. Assim a Alemanha perdeu importante aliado e também a guerra. Onde estavam os judeus? Fazendo lobbie, agora junto aos britânicos. Depois houve todo tipo de corrupção e chantagem para permitir o contrabando de armas, a compra de terras sem a devida quitação, o cerceamento às autoridades britânicas locais, o uso de terrorismo contra a população e oficiais britânicos (mataram o enviado da ONU, Conde Folke Bernadotte) e por último a traição à declaração balfour, que dizia que nada seria feito em prejuizo da população local. Mas de todos os pecados o maior foi a mentira de que existia uma terra sem povo para um povo sem terra. Eu não digo isso para condená-los, pois tenho pena das futuras gerações que herdarão a conta. O tempo e a demografia favorece os árabes e as coisas vão acabar como na África do Sul, numa hipótese otimista. 25 opiniões
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