Mundo
14/01/2009 - 15h22

Substituto de Obama no Senado assume nesta quinta-feira

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colaboração para a Folha Online

O líder democrata no Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, informou que Roland Burris, designado como sucessor de Barack Obama no posto de senador por Illinois, tomará posse nesta quinta-feira.

Caso não seja apresentada nenhuma objeção, Burris assumirá o cargo de senador por Illinois que era ocupado por Obama antes de sua eleição como presidente dos EUA.

A nomeação de Burris provocou muita polêmica por ter sido feita pelo governador Rod Blagojevich, acusado de ter tentado vender o posto em troca de favores e dinheiro. De acordo com a lei estadual, no caso de cadeira vaga, o governador deve nomear um senador até a próxima eleição legislativa, prevista para daqui a dois anos.

Na semana passada, Burris compareceu ao Capitólio cercado de jornalistas, mas deixou o local meia hora depois sem ter prestado juramento com os senadores do 111º Congresso. Sua carta de nomeação foi considerada inválida por não ter a assinatura do secretário de Estado de Illinois.

Tanto congressistas democratas como republicanos se recusavam a admitir a presença de um senador nomeado por um governador acusado de corrupção.

Burris, 71, foi o primeiro negro a ser eleito para um posto estadual importante em 1978, quando assumiu a função de auditor fiscal do Estado. Ele permaneceu na função até 1991, quando se tornou procurador-geral de Illinois.

Preparando o caminho

Obama e os líderes democratas do Senado americano já haviam preparado nesta terça-feira o caminho para que Roland Burris assumisse a cadeira de Illinois. O acordo de Obama para que o controvertido legislador chegue ao Senado foi divulgado pelo diretor de comunicações da equipe de transição, Dan Pfeiffer.

Obama, que assume o cargo no próximo dia 20 de janeiro, "espera trabalhar com o senador Burris e o resto do Senado dos EUA para reconstruir nossa economia e enfrentar os grandes desafios de nosso tempo", disse Pfeiffer.

"As novas credenciais apresentadas hoje a favor de Burris satisfazem os regulamentos do Senado e validam sua nomeação à cadeira vaga de Illinois", disse a secretária do Senado, Nancy Erickson.

Burris tranquilizou seus detratores após testemunhar perante uma comissão da legislatura estatal que promoveu o impeachment contra o governador.

O líder da maioria democrata do Senado, e o número dois na casa, Harry Reid e Dick Durbin, disseram em comunicado conjunto que, superado o empecilho legal, Burris foi aceito pelo Senado.

"Falamos com Burris para que soubesse que é agora o senador eleito de Illinois e, como tal, gozará de todos os direitos e privilégios" que lhe conferem o cargo, afirmaram os senadores. Ao saber da decisão, Burris disse que se sentia "humildemente honrado".

Os democratas, entre eles Obama, inicialmente tinham se oposto a que Burris assumisse o cargo enquanto não se resolvesse o caso legal contra Blagojevich.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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