Mundo
14/01/2009 - 15h36

Número de mortos chega a mil em Gaza; palestinos denunciam Israel a Justiça

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colaboração para a Folha Online

Subiu para mil o número de palestinos mortos na ofensiva israelense na faixa de Gaza --desde o dia 27 de dezembro-- segundo agências de notícias internacionais. O número de baixas de Israel, no entanto, se manteve estável. Ao menos 13 israelenses morreram nos ataques e 3.000 palestinos estão feridos.

Amir Cohen/Reuters
Fumaça toma céu no norte da faixa de Gaza durante ofensiva israelense à região; Bin Laden convocou uma "guerra santa"
Fumaça toma céu no norte da faixa de Gaza durante ofensiva israelense à região; Bin Laden convocou uma "guerra santa"

Nesta quarta-feira, no 19ª dia do conflito, a líder palestina da Coalizão Internacional contra a Impunidade (International Coalition against Impunity, em inglês), May Sobhi Khansa, acusou Israel de cometer crimes contra a humanidade na Tribunal Penal Internacional (TPI, em inglês).

Khansa encaminhou um relatório de 25 páginas pedindo a investigação a Corte pelos crimes envolvendo crianças e mulheres palestinas. Oficiais do TPI deverão fazer alguma declaração sobre o documento apresentado.

De acordo com fontes palestinas, aos menos 670 palestinos mortos são civis. Israel afirma que 10 soldados e três civis foram mortos pelos militares do movimento palestino do Hamas na faixa de Gaza.

Nesta quarta-feira, o secretário das Nações Unidas, General Ban Ki Moon, no Oriente Médio, divulgou que espera a aprovação de um cessar-fogo imediato nos próximos dias. Na semana passada, um comissário dos Direitos Humanos e membros do TPI, pediram a abertura de uma investigação para examinar os indícios de crime de guerra no conflito.

ONU

Segundo investigações das Nações Unidos, o assassinato de cerca de 30 palestinos em Zeitoun, no sudeste de Gaza, poderá ser caracterizado como crime de guerra. De acordo com quatro sobreviventes citados em relatório da ONU, militares de Israel mandaram cerca de 110 civis se abrigarem em uma casa de Zeitoun. Vinte e quatro horas depois, o local foi atingido por três projéteis.

Hatem Moussa/AP
Palestino ferido observa a verificação dos danos causados pelos bombardeios israelenses
Palestino ferido observa a verificação dos danos causados pelos bombardeios israelenses

Cerca de metade dos palestinos que buscaram refúgio no local eram crianças, afirma o relatório, que também acusa os militares israelenses de impedirem equipes médicas de chegarem ao local para retirar os feridos.

Hoje, o presidente do comitê da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger, pediu para que as equipes médicas da entidade sejam respeitadas, durante os atendimentos aos feridos na faixa de Gaza.

Unicef

Nesta quarta-feira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse ser inaceitável a morte de mais de 300 crianças palestinas e o ferimento de outras 1.500 na faixa de Gaza. Segundo a diretora-executiva da Unicef, Ann Veneman, a crise na região é muito singular, "pois as crianças e as famílias não têm para onde escapar".

"A cada dia mais crianças são mortas, seus corpos feridos, suas jovens vidas sacudidas. Não são apenas números frios. Falamos de vidas de crianças interrompidas. Nenhum ser humano pode ser testemunha disto sem se comover e nenhum pai pode ver isto e não ver seu próprio filho", disse a diretora-executiva do Unicef, Ann Veneman, em comunicado.

A diretora da Unicef afirmou que a resolução recentemente adotada pelo Conselho de Segurança da ONU e que pede um cessar-fogo diz que a população civil deve ser protegida e que as escolas e instalações de saúde devem ser consideradas áreas de paz.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
mauro halpern (53) 06/07/2009 19h46
mauro halpern (53) 06/07/2009 19h46
respondo ao sr eduardo de souza.
Obrigado pela parte que agradece a saber ter aprendido fatos históricos. Acointece que os FATOS HISTÓRICOS que muitos colocam aqui são omissos em parte. Se é verdade que PARTE do povo palestino foi "expatriado ou expulso" É VERDADE factualmente comprovável em fotos e pode até conversar com eles - que ainda reside em israel SOB CIDADANIA ISRAELENSE E VOTANDO algo como 2 milhoes de árabes, NAS CASAS ONDE SEMPRE MORARAM. Ao contrário destes, cerca de 900 mil judeus foram EXPULSOS DOS PAISES ÁRABES nos anos de 1940 e 1950. e, ao contrario da continuação de arabes morando até hoje em israel, a TODOS ELES nao foi dada a escolha. foram roubados e expulsos. Roubados em quanto? em MUITO MAIS que os palestinos. Ora. viviam muito bem em comunidades egipcias, turcas e sírias. Esmirna, Alexandria, Alleppo, Damasco, Beirite, Fez, tinham comunidades MILENARES. expulsos. sim. HISTORICAMENTE. muitos estao aqui em sao paulo. Muitos receberam cidadania israelense, ONDE CHEGARAM APENAS COM A ROUPA DO CORPO. Como diz nosso colega nissei, SE VIRARAM.
JUSTIÇA APENAS PARA OS REFUGIADOS PALESTINOS? apenas eles? george orwel bem escreve em a revolução dos bichos: TODOS SÃO IGUAIS. ALGUNS, ENTRETANTO, SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS
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mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
mauro guanandi (6) 03/07/2009 09h28
o SR SAID FALA IGUALZINHO A HILER. ele dizia que os judeus da alemanha faziam lobbie e destruiram aeconomia (nao foi a primeira guerra, e sim os judeus).
Falta agora dizer que os 6 milhoes de judeus mortos foram parte do LOBBY judaico para criar israel. Matar um terço da propria população. ah. hitler tambem foi parte do lobby judaico.
Os judeus queimados em forno estavam fazendo lobby. é isto. LOBISTAS!
QUE truquezinho baixo, quase que enganam....enganaram a quase todos, menos ao sr said. ele não se deixa enganar.
Fomos descobertos.
1 opinião
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Said Abou Ghaouche Netto (21) 01/07/2009 03h42
Said Abou Ghaouche Netto (21) 01/07/2009 03h42
Muitas pessoas tem uma visão jornalística do problema entre árabes e judeus em prejuizo de uma visão histórica. Quem pesquisar, do surgimento do sionismo moderno até a queda do mandato britânico saberá que os judeus usaram todas as armas. Lobbies, corrupção, chantagem, traição e terrorismo. Criaram lobbies para pressionar governos ocidentais, entre eles a Alemanha e o império Otomano (atual Turquia). Quando estes perderam a primeira guerra e o império desmoronou, a França e a Grã Bretanha tomaram e dividiram o terreno. Durante a 1ª guerra, os árabes lutavam contra os turcos e com a orientação de um certo militar inglês acabaram derrubando o último sultão. Assim a Alemanha perdeu importante aliado e também a guerra. Onde estavam os judeus? Fazendo lobbie, agora junto aos britânicos. Depois houve todo tipo de corrupção e chantagem para permitir o contrabando de armas, a compra de terras sem a devida quitação, o cerceamento às autoridades britânicas locais, o uso de terrorismo contra a população e oficiais britânicos (mataram o enviado da ONU, Conde Folke Bernadotte) e por último a traição à declaração balfour, que dizia que nada seria feito em prejuizo da população local. Mas de todos os pecados o maior foi a mentira de que existia uma terra sem povo para um povo sem terra. Eu não digo isso para condená-los, pois tenho pena das futuras gerações que herdarão a conta. O tempo e a demografia favorece os árabes e as coisas vão acabar como na África do Sul, numa hipótese otimista. 25 opiniões
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