Mundo
14/01/2009 - 16h01

Manifestantes contra o governo da Bulgária entram em confronto com a polícia

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da Folha Online

Dezenas de manifestantes entraram em confronto com a polícia em Sófia, capital da Bulgária, nesta quarta-feira, durante um protesto contra o governo.

A violência começou durante um protesto realizado por cerca de 2.000 pessoas na frente do Parlamento, entre eles estudantes, fazendeiros e ambientalistas, que afirmam estar insatisfeitos com a vida no país mais pobre e corrupto da União Europeia.

Manifestantes reivindicam a deposição do governo liderado pelos socialistas por falhar em conter a ampla corrupção e o crime, além de não conseguir resolver os problemas econômicos em meio à crise global. Alguns gritavam "renunciem" e "máfia".

Dezenas de manifestantes lançaram bolas de neve e garrafas contra o Parlamento e entraram em confronto com a polícia cerca de meia hora após o início do protesto.

A polícia prendeu 53 pessoas, de acordo com o Ministério do Interior citado pela agência Efe. Cinco agentes da polícia e um número não determinado de manifestantes ficaram feridos.

"Mais pobre e corrupto"

A Letônia também foi palco de confrontos nesta quarta-feira, após um protesto contra o governo.

"Estamos cansados de viver no país mais pobre e corrupto", afirmam os manifestantes de Sófia, em comunicado. "Esse é um protesto único que une o povo em seu desejo por uma mudança e em seu desejo de viver em um país europeu normal."

Pesquisas de opinião mostram que mais de 70% da população de 7,6 milhões querem que o governo renuncie, e 75% desaprovam o trabalho do Parlamento, citando a falta de progresso na luta contra a corrupção.

A União Europeia puniu a Bulgária em 2008 por ser muito lenta em reprimir a corrupção e o crime organizado, suspendendo uma ajuda de centenas de milhares de euros.

O relatório de 2008 da Transparência Internacional retrata o país dos Balcãs como o mais corrupto na União Europeia, tomando a liderança da vizinha Romênia.

Os protestos devem se intensificar antes das eleições gerais, mas é improvável que eles derrubem o governo, que tem ampla maioria no Parlamento, segundo analistas.

Com agências internacionais

 

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