Mundo
17/01/2009 - 20h02

Obama afirma que sempre achou Bush "um homem bom"

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da Folha Online

Depois de quase dois anos em uma campanha presidencial marcada por duras críticas ao presidente George W. Bush, Barack Obama afirmou em entrevista que sempre achou que Bush fosse um homem bom.

"Eu quero dizer, eu penso pessoalmente que ele é um homem bom que ama sua família e seu país", disse Obama, nesta sexta-feira (16), em entrevista a CNN.

O democrata baseou boa parte de sua estratégia de campanha nas críticas às "políticas falidas" de Bush e a mudança na "velha Washington".

Questionado se voltaria atrás em alguma coisa nos dois anos de campanha, ele elogiou a equipe de Bush por tê-lo ajudado com uma transição tranquila e afirmou que parte da América é conseguir ter "desavenças políticas e mesmo assim tratar um ao outro de forma civil".

Obama disse ainda, segundo a CNN, que Bush tomou "as melhores decisões que ele poderia sob circunstâncias muito difíceis".

"Isso não detrai a minha crença de que nos últimos anos nós fizemos uma série de más escolhas e nós estamos agora herdando as consequências destas más escolhas", disse.

Erros

Neste sábado, Obama discursou em Baltimore, em meio a sua viagem de trem a Washington. Ele pediu paciência dos americanos e afirmou que cometerá erros em sua administração.

"Haverá começos falsos e atrasos, frustrações e desapontamentos. E nós seremos chamados a mostrar paciência mesmo quando agimos com urgência", disse Obama.

O presidente eleito lembrou a fundação dos EUA e exortou que os americanos lembrem dos valores e da persistência do início do país para enfrentar os desafios por vir.

"Embora nossos problemas possam ser novos, o que é preciso para superá-los não é. O que é preciso é a mesma perseverança e idealismo que nossos fundadores mostraram", disse o democrata.

"Nós estamos aqui para marcar o início de nossa jornada a Washington. Este momento cabe bem porque foi aqui, nesta cidade, que nossa jornada americana começou. Foi aqui que um grupo de fazendeiros e advogados, comerciantes e soldados, reunidos para declarar a independência e exigir um destino que lhes estava sendo negado", lembrou Obama.

Comentários dos leitores
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
O Pacificador (220) 27/11/2009 23h53
E lula responde á Carta do Obama...
Deve ter começado mais ou menos assim:
"Pô Obama, você não disse que eu era "o cara"? Então, eu acreditei, achei que era pra valer..."
A cumparenhada finalmente começa a acordar para a realidade, para o que eles são na verdade, ou seja nada, um zerão redondão á esquerda (que por coincidência, é o lado favorito deles...).
Lula agora, o ator enganador, se tornou o personagem principal daquele filme:
"O Rato que Ruge..."
Responder para Obama? Ele?
Só se for...
Sim senhor!
sem opinião
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Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Carlos Gonçalves (406) 27/11/2009 17h47
Até quando os americanos podem matar e não serem responsáveis pelos crimes que cometem contra civilizações iraquiana, afegãs, entre outras.? 3 opiniões
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Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Natália Barcelo (1) 26/11/2009 11h12
Os EUA influencia, ainda que sutilmente, decisões internacionais. Lula, no meu ponto de vista, fez certo em receber Ahmadinejad a fim de estabelecer, além de esclarecer sua posição em relação ao enriquecimento de urânio do Irã. Afirmando que apoia desde que seja para fins pacíficos, em outras palavras; desde que voces nao façam uma bomba atómica. O que prova ser contraditório, pois uma região como o Irã com tantos conflitos e uma notável instabilidade, pode intencionalmente criar armas nucleares a fim de se "precaverem". Lula reafirmou sua posiçao de nem lá nem cá. Concorda com o Irã, mas sem entrar em divergencia com os EUA. sem opinião
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