Mundo
18/01/2009 - 10h57

Obama se prepara para fazer o discurso mais importante de sua carreira

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JITENDRA JOSHI
da France Presse, em Washington

O futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se prepara para pronunciar nesta terça-feira (20), durante sua posse, o discurso mais importante de sua vida, com o desafio de estimular um país que duvida de si mesmo.

Autor de talento --suas duas autobiografias estão entre os livros mais vendidos no EUA--, poeta na alma, cujos inspirados discursos foram um elemento chave de sua vitória, Obama é sem dúvida o líder americano mais culto desde Abraham Lincoln, a quem ele considera um modelo.

Charles Dharapak/AP
Obama discursa sobre a economia dos EUA na George Mason University, na Virgínia
Obama discursa sobre a economia dos EUA na George Mason University, na Virgínia

Depois dos lapsos de seu antecessor, George W. Bush, inimigo da língua inglesa, a oratória de Obama será até mais apreciada. "Constatamos durante a campanha que seu talento para oratória era uma vantagem enorme, e creio que será ainda também um de seus grandes atrativos como presidente", disse William Galston, analista da Brookings Institution e ex-assessor da Casa Branca.

"Na verdade, a política não mudou desde a sua invenção pelos gregos. Todo o jogo reside na capacidade de expor seus argumentos de maneira clara e convincente. Ter essa capacidade, para um discurso improvisado ou preparado, é uma vantagem com muito valor na política", acrescenta Galston.

Obama é o autor da maioria de seus discursos, especialmente dos mais importantes, mas o toque final é feito por uma equipe de três assistentes dirigidos por Jon Favreau.

Assessor

Favreau, 27, não era mais que um modesto assessor de imprensa do candidato democrata John Kerry durante a campanha presidencial de 2004. Quando Obama, por sua vez, entrou em campanha, ele se tornou o escriba que se adapta com precisão às ideias e ao estilo do futuro presidente.

A confiança de Obama em Favreau é tanta que até mesmo a controvérsia gerada por uma foto deste fazendo um gesto inapropriado diante de um retrato de Hillary Clinton não a abalou.

"A vantagem dos jovens é que ainda não foram formatados pelo modo de pensar de Washington. Eles oferecem ideias audazes e novas que retém a atenção do público", explica Jullian Zelizer, professor de história política da Universidade de Princeton.

Favreau cuida de cada discurso de Obama, alcançando o apogeu de sua oratória com esta frase, pronunciada em 4 de novembro, na noite de sua vitória: "Os Estados Unidos da América são um país onde tudo é possível (...) e esta noite vocês foram a prova disso".

Sem tempo

Obama se mantém ainda assim como o único senhor de suas palavras nos momentos decisivos, como demonstrou em março passado: colocou sua campanha na geladeira por três dias para dedicar-se à redação de um discurso muito aplaudido sobre a questão racial. O discurso fazia eco às polêmicas declarações de Jeremiah Wright, seu pastor em Chicago. Agora, com as novas responsabilidades de presidente, Obama com certeza não terá a oportunidade de interromper suas atividades para redigir um discurso.

"Devemos ser realistas", disse Galston. "Como presidente, ele participará na redação de seus discursos importantes, mas duvido muito que tenha tempo ou vontade para fazer o mesmo para os discursos de segunda ordem."

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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