Mundo
18/01/2009 - 14h50

Líderes europeus e árabes pressionam Israel pelo fim do bloqueio a Gaza

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da Folha Online

Cúpula internacional de líderes europeus e árabes, reunida em Sharm el-Sheik, pediu neste domingo que Israel retire suas forças de Gaza e abra o território para a entrada de ajuda humanitária.

Após o anúncio de trégua por Israel e Hamas, a comunidade internacional pressiona o governo israelense por novos esforços na criação do Estado palestino, tido como essencial para uma trégua duradoura na região.

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"Israel deve deixar claro imediatamente que se os foguetes do Hamas pararem o Exército israelense deixará Gaza.Não há outra solução para a paz", disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que preside a cúpula.

Amr Dalsh/Reuters
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e seu colega egípicio, Hosni Mubarak; Reino Unido, Alemnha, Espanha e Turquia participaram
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e seu colega egípicio, Hosni Mubarak conversam durante reunião para definir trégua em Gaza

Em uma corrida para consolidar a trégua entre Israel e o movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza, os líderes concluíram que os próximos passos para a paz na região incluem uma cúpula a ser organizada pelo Egito nos próximos dias e a abertura das fronteiras de Gaza --exigência do Hamas para aceitar uma trégua na região e da comunidade internacional para amenizar a crise humanitária que afeta os cerca de 1,5 milhão de palestinos que vivem no território.

Desde 27 de dezembro passado, Israel comanda uma grande operação militar para enfraquecer e impedir lançamento de foguetes pelo Hamas. A ofensiva na faixa de Gaza já deixou mais de 1.160 palestinos mortos.

Em Sharm el-Sheik, o secretário geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, ressaltou a importância do Hamas interromper definitivamente o lançamento de foguetes e de Israel mostrar cautela e sustentar a trégua anunciada na noite deste sábado e rompida menos de seis horas depois para responder a um ataque de militantes palestinos.

Contudo, Israel abrirá as fronteiras apenas se o Hamas interromper o contrabando de armas pela fronteira com o Egito --exigência também para uma trégua duradoura. E neste tema, os líderes da cúpula não chegaram a um consenso.

França, Inglaterra, Alemanha e Estados unidos já se ofereceram para ajudar a interromper o contrabando de armas, mas o presidente egípcio, Hosni Mubarak, rejeitou qualquer esforço internacional de vigilância no território egípcio fronteiriço a Gaza.

"Nós oferecermos ajuda a Israel e ao Egito com todos os caminhos diplomáticos, técnicos militares e navais para interromper o contrabando de armas a Gaza", disse o presidente francês.

O Egito defende que consegue ma ter a segurança de sua própria fronteira e rejeitou a ideia de qualquer monitoramente internacional em seu território.

"Egito não aceitará qualquer observador estrangeiro em suas terras", disse Mubarak, na cúpula, acrescentando que os líderes mundiais devem apoiar o plano do Egito de uma trégua permanente em Gaza.

"Nós precisamos garantir o cessar-fogo e na próxima fazer garantir que as forças de Israel sejam retiradas de Gaza e as fronteiras reabertas", explicou o presidente.

Proposta

O chefe da Liga Árabe, Amr Moussa, afirmou que a saída para o contrabando de armas pelos túneis subterrâneos clandestinos seria a abertura da fronteira para a comercialização de mercadorias, já que os túneis seriam usados para contrabandear também combustíveis e comidas essenciais para a população.

"Contrabando é um problema por causa do sufocamento de Gaza", disse o secretário-geral do grupo. "O que mais eles poderiam fazer se não contrabandear os itens que eles precisam por causa do bloqueio?".

A proposta, contudo, não deve avançar já que israel não abrirá as fronteiras antes do fim do contrabando e o Hamas não deve encerrar o contrabando sem ter coimo comprar produtos pelas suas fronteiras.

Reconhecendo a difícil tarefa, Sarkozy afirmou que este é o momento de acelerar os esforços pelo objetivo final da paz no Oriente Médio: construção de um Estado palestino.

"Em nossas mentes, este é o começo da jornada e nós devemos acelerar os esforços para conquistar um acordo baseado na criação de dois Estados, um palestino convivendo lado a lado com um israelense, que tem direito a sua segurança".

Comentários dos leitores
samuel kosminsky (82) 29/11/2009 17h29
samuel kosminsky (82) 29/11/2009 17h29
gostaria de corrigir opiniao anterior, dizendo que, nao sao 2 naçoes e sim 3 (Ira, Coreia, Cuba) onde, quem pensa diferente e anti social, sendo encaminhado a hospital psiquiatrico
adoro aqueles que adoram governantes desses paises
sem opinião
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mauro guanandi (44) 28/11/2009 10h40
mauro guanandi (44) 28/11/2009 10h40
Senhor Eduardo, porque colocas tantos "rs" após cada colocação ?
O senhor acha graça nas coisas que escreve?
O senhor escreve falÇo com cedilha.
Eu não acho engraçado isto. Eu acho triste. Isto se aprende no pré-primário; aos seis anos. Porque o senhor não entra nos foruns de portugues?
O senhor acha graça nos discursos de Lula? encontra sabedoria no que ele fala?
Eu fico triste cada vez que vejo o presidente de meu país - GRAÇAS A DEUS ESTÁ ACABANDO O GOVERNO DESTA TURMA - falar alguma asneira do tipo...a ligação das torres de "energias" estão ligadas pois estão interligadas.
Isto não é engraçado nem um pouco.
Relaxa e goza quando tem apagão em aeroporto também não é nada engraçado. também não vejo graça no ministro LOBÂO falar que o assunto está encerrado; não vejo graça na peruca feia dele; Não vejo graça em ver o Sarney e o lula abraçados com o Collor.
Outro dia vi o programa "A praça é nossa". popularesco, simplório. MAS MUITO ENGRAÇADO E INOFENSIVO. Não acrescenta cultura nenhuma, MAS ELES NÃO USAM NOSSOS IMPOSTOS PARA FALAR OU FAZER ASNEIRAS.
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Como certa vez alguém disse e é verdade :
" A unanimidade é burra "
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